O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ

novembro 3, 2010

 

 

Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes… Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o…tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então… o professor pegou noutra caixa… uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime  “Sim !”.

De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se…mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

‘QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA’.

As bolas de golf são as coisas Importantes: como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.

São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.

A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.

‘Se puséssemos primeiro a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.

O mesmo acontece com a vida’.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.

Brinque ensinando  os seus filhos,

Arranje tempo para ir ao medico,

Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,

Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos

Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.

Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro…

Ocupe-se sempre das bolas de golf primeiro, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.

Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia…

Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

“…o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo.”


Só de passagem …

novembro 3, 2010

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.

As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.

E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:

- E onde estão os seus…?

- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.

- Mas estou aqui só de passagem!

- Eu também… – concluiu o sábio.

“A vida na Terra é somente uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser felizes.”

“NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA  ESPIRITUAL…

SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA…”


Atletas de fim de semana

novembro 3, 2010

 

Você só tem tempo para atividade física nos dias de folga? Então, saiba como aproveitar o período e evitar lesões

Finalmente chegaram o sábado e o domingo, e com eles a empolgação para colocar o tênis e ir para o clube ou parque mais próximo. Afinal, é preciso “compensar” o tempo em que esteve parada. Bom, se esse é o seu caso ou se você se animou com a idéia, conheça os prós e os contras de mexer o corpo apenas nesses dois dias. Quem explica é o fisiologista e especialista em esportes Paulo Roberto Correia.

Exercitar-se só nos fins de semana oferece riscos à saúde?

Para quem não tem outra oportunidade durante a semana e treina corretamente, não há risco algum. Pelo contrário, há um ganho de qualidade de vida. Entretanto, quem tenta fazer tudo o que não fez durante a semana, sem seguir uma conduta correta, se exercitar pode ocasionar desde uma simples contusão até morte súbita.

Quem está mais propenso a esses riscos?

Pessoas de vida desregrada, obesas, diabéticas, portadoras de hipertensão arterial, colesterol alto e que não fazem um check-up anual são as principais vítimas.

Há alguma orientação para quem só tem esse tempo livre para se exercitar?

O ideal é procurar profissionais adequados para isso. Saber se é apto à prática esportiva é o primeiro passo. Sendo assim, o cardiologista, o ortopedista, a nutricionista e o educador físico são os especialistas indicados. Já para os que sabem que podem se exercitar e não dispõem de orientador qualificado, a aquisição de um frequencímetro (equipamento que mede os batimentos cardíacos, usado em treinamentos físicos) é uma ótima conduta. Outra dica é fazer a atividade física dentro de uma freqüência cardíaca adequada (ver tabela abaixo).

Optar pela prática de esportes como futebol, vôlei ou tênis requer atenção especial?

Sim. Os esportes envolvem várias qualidades físicas para ser executado. No caso do futebol é necessário correr rápido em alguns momentos, ser forte para suportar os choques entre jogadores e ter a capacidade de saltar, além de correr em diversas direções rapidamente e por muito tempo consecutivo. Para “atletas” de fim de semana, certamente, será uma atividade de risco, mesmo que praticado moderadamente, pois o esporte exige todos esses esforços.

Quais as modalidades mais indicadas?

Caminhada, corrida, bicicleta e dança são mais adequadas para os praticantes de fins de semana. Isso porque são atividades regulares de fácil dosagem. Como foi dito antes, as desportivas, como futebol e basquete, exigem qualidade física (velocidade, força, flexibilidade, coordenação, etc.), obtida com mais empenho e treinos prolongados.

Qual o tempo ideal para obter um bom aproveitamento?

Se o seu organismo estiver funcionando bem, o tempo de atividade física ideal fica entre 30 minutos e uma hora.

Como as pessoas podem identificar o momento de moderar ou interromper os exercícios?

Há sintomas que requerem cuidados: tonturas, sono, movimentos descoordenados, dor de cabeça, visão turva, com brilhos ou dores específicas, denunciam que algo não está bem, o que requer a interrupção da atividade e investigação do ocorrido. Outro sinal é quando você percebe que essa prática deixou de ser prazerosa (isso só não pode ser confundido com preguiça).

Sabemos que o alongamento é imprescindível antes de qualquer atividade física. Como ele deve ser feito?

O ideal é se aquecer com uma caminhada de 5 a 10 minutos, seguida de exercícios de flexibilidade e alongamento, que favorecem a irrigação dos tecidos que estão inativos e o aumento da elasticidade e articulação dos músculos. Dessa forma, a pessoa fica menos propensa a se machucar durante o treino.

Exigir do corpo mais do que ele está preparado a oferecer pode gerar que tipo de problema?

Quando há abusos ou imprudências, os danos mais comuns para a musculatura são: tendinite (inflamação nos tendões por usá-los muito mais do que estão acostumados); distensões musculares (rompimento parcial ou total da musculatura), por executar movimentos que esse tecido ainda não suporta; entorses ou ruptura de ligamentos (joelho, tornozelo, ombro, etc.), pela exigência articular além dos limites habituais; fraturas ósseas por estresse ou quedas. Já na parte clínica, há desde complicações cardiológicas a problemas respiratórios que acometem muitas pessoas. No mínimo, as dores musculares já refletem o despreparo para o esforço.

Fazer atividades físicas moderadas apenas no fim de semana reduz pela metade problemas com obesidade, diabetes, hipertensão, estresse e ataques cardíacos. Procede tal informação?

Eu não seria tão afirmativo quanto aos 50%. Porém, quanto menos inativo (sedentário), mais distante a pessoa estará de tais males.

É mais vantajoso fazer exercícios apenas nesses dias da semana do que ser sedentário?

Correto. Exercitar-se é sempre importante, nem que seja apenas uma vez na semana. Lembre-se de que moramos num país de muitos feriados, o que possibilita aumentar a frequência da atividade física.

Fonte: Revista Dieta Já


Estudo detecta vírus que pode ser causa de câncer de próstata

novembro 3, 2010

 

Um estudo americano encontrou evidências de que o câncer da próstata pode, talvez, ser causado por um vírus.

O vírus, conhecido como XMRV, causa leucemia e sarcomas em animais.

Pela primeira vez, ele foi identificado em células cancerosas de tumores malignos da próstata, dizem pesquisadores das universidades de Utah e Columbia, nos Estados Unidos.

Se for confirmado que o XMRV (xenotropic murine leukemia virus-related virus) causa câncer da próstata em humanos, o caminho estará aberto para a criação de testes para diagnóstico, vacinas e tratamentos para o câncer, segundo o estudo, publicado na revista científca Proceedings of the National Academy of Sciences.

Nos Estados Unidos, o câncer da próstata é o segundo tipo de câncer mais comum a afetar os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. De acordo com as estatísticas, cerca de 200 mil homens deverão desenvolver o câncer da próstata neste ano no país.

Os especialistas examinaram mais de 200 casos de câncer de próstata e compararam os tecidos cancerosos com tecidos extraídos de mais de cem próstatas saudáveis.

Eles constataram que 27% dos cânceres continham o vírus XMRV, comparados a apenas 6% dos tecidos saudáveis.

Proteínas do vírus foram encontradas quase que exclusivamente em células de tumores malignos, uma indicação de que a infecção pelo XMRV pode estar diretamente associada à formação de tumores.

“Descobrimos que o XMRV estava presente em 27% dos cânceres de próstata que examinamos e que estava associado aos tumores mais agressivos”, disse Ila R. Singh, pesquisadora da University of Utah e principal autora do estudo.

“Ainda não sabemos se este vírus causa câncer nas pessoas, mas esta é uma importante questão que vamos investigar”.

O estudo levanta muitas outras questões sobre o XMRV, como, por exemplo, se ele também infecta as mulheres, se é transmitido sexualmente, quão comum seria na população e se estaria associado a cânceres de outros tecidos além da próstata.

Vários cânceres são causados por vírus. Entre eles estão os sarcomas, os linfomas e o câncer do colo do útero.

 Fonte: BBC Brasil


Sexo precoce aumenta risco de câncer do colo do útero, diz estudo

novembro 3, 2010

 

Um estudo com 20 mil mulheres revelou uma associação entre a iniciação sexual precoce e índices mais elevados de câncer do colo do útero.

O objetivo da pesquisa era entender por que mulheres mais pobres correm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer.

Os especialistas constataram que essas mulheres tendem a iniciar sua vida sexual em média quatro anos antes do que mulheres de classes sociais mais elevadas.

Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria ao câncer.

Acreditava-se anteriormente que a disparidade era resultado de baixos índices de controle preventivo em regiões mais pobres.

O estudo, feito pela International Agency for Research on Cancer, parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi publicado na revista científica British Journal of Cancer.

Sem explicação

Embora a diferença na incidência do câncer do colo do útero entre ricos e pobres – verificada em todo o mundo – tenha sido constatada há muitos anos, os cientistas não sabiam explicá-la.

Especialmente porque os índices de infecção pelo vírus HPV (sigla inglesa para papiloma vírus humano) – uma infecção transmitida sexualmente que é responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero – pareciam ser semelhantes em todos os grupos.

O estudo confirmou que os índices mais altos de câncer do colo do útero não estavam associados à maior incidência de infecção pelo HPV.

O que a pesquisa revelou foi que o risco, duas vezes mais alto, é explicado pelo fato de que mulheres mais pobres iniciam sua vida sexual mais cedo.

A idade em que uma mulher tem seu primeiro filho também pareceu ser um fator importante.

O estudo revelou que exames preventivos, como o Papa Nicolau, exercem um certo efeito sobre o nível de risco.

Mas o número de parceiros sexuais que uma mulher tem, e o hábito de fumar, não pareceram interferir nos resultados.

Tempo

A responsável pelo estudo, Silvia Franceschi, disse que os resultados não se aplicam apenas a jovens adolescentes. Por exemplo, o risco de desenvolver câncer do colo do útero também é maior em mulheres que tiveram sua primeira relação sexual aos 20 ao invés dos 25 anos.

“No nosso estudo, mulheres mais pobres se tornaram sexualmente ativas em média quatro anos antes”.

“Então, elas também podem ter sido infectadas pelo HPV mais cedo, dando ao vírus mais tempo para realizar a longa sequência de eventos que são necessários para o desenvolvimento do câncer”.

A representante da entidade britânica de pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK, Lesley Walker, disse que o estudo levanta questões importantes.

“Embora mulheres possam ser infectadas pelo HPV a qualquer idade, a infecção em idade menor pode ser especialmente perigosa, já que (o vírus) tem mais tempo para causar os danos que levam ao câncer”.

“Os resultados parecem reforçar a necessidade de vacinação contra o HPV em escolas, antes que (as meninas) comecem a ter relações sexuais, especialmente entre meninas de áreas mais pobres”.

Fonte: BBC Brasil


Descoberta sobre anticorpos pode levar à cura do resfriado

novembro 3, 2010

 

Cientistas britânicos dizem que uma mudança fundamental no entendimento de como o corpo combate infecções virais pode auxiliar o combate a doenças causadas por vírus – entre elas, o resfriado comum.

Até hoje, especialistas pensavam que os anticorpos produzidos pelo organismo combatiam infecções virais bloqueando ou atacando os vírus fora das células.

No entanto, pesquisadores do Conselho de Pesquisa Médica (MRC, na sigla em inglês), na Grã-Bretanha, concluíram que os anticorpos podem penetrar nas células e lutar contra os vírus uma vez lá dentro.

Antivirais

Segundo um artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a descoberta pode abrir caminho para a criação de novas drogas antivirais.

Os cientistas do Laboratório de Biologia Molecular do MRC, em Cambridge, Inglaterra, enfatizaram que serão necessários anos de trabalho e de testes para que sejam desenvolvidas novas terapias.

Eles também dizem que essa possível nova estratégia de combate não teria efeito sobre qualquer tipo de vírus.

“Os vírus são os grandes matadores da humanidade em todo o mundo, matam duas vezes mais pessoas por ano do que o câncer”, disse à BBC o chefe da equipe, Leo James.

Ele explicou que quando um paciente sofrendo de uma infecção viral, como um resfriado, vai a um médico, não há muito o que o médico possa fazer. Antibióticos só são efetivos no combate a bactérias – não vírus.

“(Essa descoberta) nos dá uma estratégia completamente nova para a criação de novos tipos de antivirais contra uma gama de vírus, como o do resfriado comum e o da gastroenterite”, disse o chefe da equipe, Leo James.

“Claro que ainda é muito cedo, não vamos ter uma cura amanhã”, ressaltou.

Embora o resfriado comum não tenha cura hoje, seus sintomas costumam desaparecer espontaneamente em até dez dias.

Novo paradigma

Já há algumas drogas antivirais disponíveis para auxiliar o tratamento de certas doenças. Entre elas estão os medicamentos usados por portadores do vírus HIV.

Mas as revelações feitas pela equipe do MRC transformam o pensamento científico anterior a respeito da imunidade do homem contra doenças provocadas por vírus.

O estudo mostrou que os anticorpos podem entrar nas células e, uma vez lá dentro, desencadear uma resposta, auxiliada por uma proteína chamada TRIM21.

Essa proteína empurra o vírus para dentro de um sistema de excreção usado pela célula para se livrar de materiais indesejados.

Os pesquisadores verificaram que esse processo acontece rapidamente, normalmente antes de que a maioria dos vírus tenha oportunidade de prejudicar a célula.

Eles também descobriram que aumentar a quantidade de proteína TRIM21 nas células torna o processo ainda mais efetivo, o que aponta o caminho para a criação de drogas antivirais melhores.

O vice-diretor do Laboratório de Biologia Molecular do MRC, Greg Winter, disse: “Essa pesquisa não representa um avanço apenas na nossa compreensão de como e onde os anticorpos atuam, mas também no entendimento geral da imunidade e das infecções”.

 Fonte: BBC Brasil


Seis respostas: como falar de morte com as crianças

novembro 3, 2010

 

O vovô foi para o céu, o cachorro virou uma estrelinha. Será que essas explicações ajudam a criança a lidar com a morte?

Uma semana depois da morte de um aluno de 9 anos em um incidente ainda não esclarecido, os estudantes do colégio adventista, em Embu, São Paulo, voltaram às aulas. Para eles, ficou a difícil tarefa de lidar com a perda de um colega.

A morte é um assunto difícil de entender até para os adultos. Para os pequenos é ainda mais confuso. Por isso, eles precisam de todo o apoio e sinceridade nos momentos em que devem encarar a perda de uma pessoa próxima. Especialistas explicam o que fazer ou não nessas horas.

1. A partir de que idade se deve falar de morte com as crianças?

Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade do pequeno. “Aos 4 ou 5 anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações”, explica o coordenador do curso de Tanatologia (Educação para a Morte) da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, Franklin Santana Santos. O que se deve fazer é ir educando seu filho através de exemplos práticos do ciclo da natureza. Semeie uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também ajudam.

São três pontos que as crianças precisam ir compreendendo com a sua ajuda: a universalidade – tudo que é vivo um dia vai morrer –, a irreversabilidade – quando morre, não há volta – e a não funcionabilidade – depois de morto, o ser não corre, não dorme, não pensa, não age. “As crianças personificam a morte. Imaginam que ela seja uma figura da qual podem escapar ou enganar. É preciso explicar que não é assim”, diz Franklin.

2. Crianças podem ir a velórios ou enterros?

Não se pode forçar, mas elas se beneficiam de participar junto aos adultos deste ritual de passagem. “Explique direitinho o que é um velório e um enterro e pergunte se ela quer ir. Mas nunca decida pela criança a deixá-la de fora”, indica Silvana Rabello, professora do curso de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. E não se preocupe: os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças.

3. Como contar para elas que alguém que conhecem morreu?

Não esconda nada, muito menos invente histórias para poupar os pequenos. Frases como “ele dormiu para sempre”, “descansou” ou “fez uma longa viagem” só vão confundir a cabeça infantil. Crianças levam tudo ao pé da letra e podem achar que a vovó vai acordar ou que todo mundo que viaja nunca volta.

É muito comum também usar a famosa “o vovô virou uma estrelinha”, que pode levar a criança a acreditar nisso literalmente e ficar elaborando maneiras de chegar até ele. “As crianças de até cerca de 10 anos não abstraem. O seu psiquismo em construção não consegue captar os conceitos subjetivos. Elas pensam de forma concreta e constroem os conceitos a partir do concreto”, enfatiza Deusa Samú, psicóloga clínica especialista em luto.

4. E se a pessoa for muito próxima?

Se a morte for por doença, a criança deve estar a par de todo o processo. Explique que a pessoa está doente e que é grave, lembre do ciclo da vida da plantinha. “Não fale de sopetão. Mas, quando acontecer, use sempre a palavra ‘morte’. Isso é bastante importante para que ela entenda”, ensina Franklin. Se a morte for inesperada, é preciso ser direta e sincera. Abra espaço para tirar todas as dúvidas que podem estar passando pela cabeça do pequeno. Não é necessário esconder as emoções, mas observe se sua atitude não está traumatizando as crianças.

5. Quando ela pergunta o que significa morrer, como explicar?

“Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade”, aconselha Deusa.

Depois, explique que nem todos pensam como papai e mamãe. Dê as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: “seja honesta”. Nem sempre você terá todas as respostas. Que tal dizer “não sei” e se propor a buscar as explicações junto com seu filho?

6. Qual a melhor forma de ajudar a criança durante o luto?

Demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou o pequeno pode começar a pensar na mortalidade deles.

“Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo”, indica Silvana.

É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns começam a ir mal na escola, ficam hiperativos ou fazem xixi na cama. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.

Como acontece com os adultos, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Mas, depois de certo tempo, acontece o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento.

Fonte: IG – Por Livia Valim


Oito em cada dez prostitutas detidas na Espanha em 2009 eram brasileiras

novembro 3, 2010

 

Das 17 organizações de tráfico de pessoas desmanteladas pela polícia, 11 atuavam com brasileiras; romenas são o 2º grupo explorado

Estatísticas policiais divulgadas nesta terça-feira pelo Ministério do Interior da Espanha indicam que cerca de oito em cada dez prostitutas detidas no país em 2009, ou 86% delas, são nascidas no Brasil.

Os dados confirmam que as mulheres brasileiras são as principais vítimas da maioria das quadrilhas de prostituição que atuam no país – das 17 grandes organizações de tráfico de pessoas desmanteladas pela polícia no período, 11 atuavam com brasileiras.

As mulheres detidas foram consideradas vítimas de prostituição pela legislação espanhola (prostituir-se é legal no país, embora a exploração sexual seja delito). Em segundo lugar, depois das brasileiras, estão as romenas.

Os dados foram apresentados no Congresso pelo ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, que chamou as quadrilhas de “máfias de crime organizado”.

O Ministério identificou também três localidades que concentram a maioria dos quase 4 mil prostíbulos que traficam mulheres: Madri, Barcelona e Valência.

Apesar de traficar mulheres brasileiras, a maior parte das quadrilhas é composta ou chefiada por europeus.

Falsificação de documentos

O governo espanhol diz que o número de quadrilhas aumentou, apesar da crise econômica, 6% em relação ao ano anterior, mas nove em cada dez grupos investigados foram desmantelados total ou parcialmente.

Os brasileiros aparecem também na lista dos mais detidos por falsificação de documentos nos últimos 12 meses. O governo não especificou o número de quadrilhas ou presos brasileiros ligados à falsificação de documentos (principalmente passaportes e carteiras de identidade europeias), mas fontes no Ministério do Interior afirmaram à BBC Brasil que “os grupos brasileiros estão entre as quatro nacionalidades com mais detenções em 2009″.

O Ministério do Interior definiu os “grandes tipos de delitos” como tráfico de drogas, tráfico de seres humanos, corrupção, lavagem de dinheiro, falsificação e roubos. Nos últimos 12 meses, a polícia espanhola desmantelou 561 quadrilhas, prendeu quase 6 mil pessoas e apreendeu bens em torno de R$ 650 milhões.

“Estamos falando de cifras milionárias. Entre 5% e 10% do Produto Interno Bruto do mundo provém do crime organizado. Se tudo estivesse concentrado num mesmo país, seria uma das maiores economias do planeta”, afirmou o ministro.

Fontes no Ministério do Interior confirmaram à BBC Brasil que a polícia espanhola está “procurando uma cooperação maior com a Polícia Federal Brasileira com o objetivo de investigar e deter as máfias organizadas”.

 Fonte: BBC Brasil


O que é a KPC?

outubro 27, 2010

 

Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. O KPC ganhou esse nome por ter sido identificado pela primeira vez em uma bactéria Klebsiella pneumoniae, em 1996, na Carolina do Norte (Estados Unidos).

Apesar de sua presença ser mais comum na espécie que lhe rendeu a nomenclatura, o KPC pode ser identificado em outras bactérias. Por ter seu campo de atuação restrito a hospitais, os micro-organismos com KPC não oferecem riscos à comunidade, desde que a pessoa não esteja hospitalizada.

Porque ela é chamada de superbactéria?

Ao adquirir uma enzima, a bactéria se tornou resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes contra infecções, e pode se tornar insensível aos três únicos antibióticos que restaram para o seu tratamento. De acordo com a infectologista Ana Cristina Gales, apenas os antibióticos aminoglicosídeo, polimixina e tigeciclina ainda combatem a bactéria.

“O nome de superbactéria não é porque ela é mais forte, mas porque se ela ficar resistente não tem como tratar a infecção. Ela mata mais porque reduz as opções de tratamento”, disse Gales.

Quem pode ser contaminado?

Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A KPC pode afetar qualquer órgão, no entanto, os casos mais frequentes são de pneumonia e infecção urinária, segundo a infectologista Ana Cristina Gales.

De acordo com o infectologista Rodrigo Pires dos Santos, o KPC não possui sintomas específicos. “A pista para indicar que possa ser KPC é nos casos de infecção em que o paciente está no hospital, usa vários antibióticos e não tem resposta”, disse.

Como ocorre a contaminação?

A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos.

Segundo o infectologista Pires dos Santos, o avanço das tecnologias de esterilização do ambiente hospitalar diminuiu consideravelmente os casos de contaminação de equipamentos que entrem em contato com o paciente, como bisturis. Dessa forma, grande parte da proliferação da bactéria ocorre através das mãos dos profissionais de saúde.

Como evitar a contaminação?

A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais. “Lavar as mãos antes de examinar os pacientes, evitar mexer nos pertences do interno e isolar os infectados pode ajudar a conter a proliferação”, disse a infectologista Ana Cristina Gales.

Segundo o infectologista Pires dos Santos, uma forma de impedir o surgimento de novas superbactérias é utilizar racionalmente antibióticos, já que o uso indiscriminado desses medicamentos aumenta a resistência dos micro-organismos. “Estudo recente publicado em uma revista de controle de infecção americana mostrou que 64% dos pacientes com infecções virais analisados eram tratados com antibióticos, mesmo que esses medicamentos sejam ineficazes no combate a vírus”, disse.


Manual de comunicação eficiente

outubro 26, 2010

 

O que você precisa saber para dar o seu recado no trabalho, sem ruídos

Escolher as palavras certas e falar com clareza. Aprender a escutar e entender o que as outras pessoas dizem. Estar atento aos gestos, aos movimentos e às expressões que muitas vezes revelam mais sobre alguém do que as palavras.

Essas atitudes formam a receita básica de uma comunicação eficiente, algo fundamental para quem pretende ter um bom desempenho no trabalho. “Quem tem mais domínio sobre todos estes aspectos consegue se comunicar melhor”, diz a fonoaudióloga Leny Kyrillos, professora doutora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que atende executivos, jornalistas e atores.

Como você pode acertar no discurso e dar seu recado no trabalho? Para começar, siga as regras básicas. Depois, veja o que funciona melhor para você e o seu interlocutor.

“A comunicação depende do contexto e das características do orador e do público”, diz o professor Reinaldo Polito, autor do livro Como Falar Corretamente e Sem Inibições (Editora Saraiva), um dos maiores especialistas do Brasil em comunicação.

Vá direto ao assunto

Para vender uma ideia ao chefe não é preciso contar todo o processo que o levou a formular a proposta. Concentre-se em dizer qual benefício sua sugestão produzirá. “

Vá direto às conclusões e seja conciso. Saber priorizar informações é fundamental para ter relevância, diz Normann Pedro Kestenbaum, autor do livro Obrigado pela Informação que Você Não Me Deu! (Editora Campus/Elsevier) e sócio da consultoria Baumon, de São Paulo, especializada em comunicação.

Seja mais claro, por favor

Para fazer com que o ouvinte entenda exatamente o que você diz, fale a língua dele. Adapte e traduza seu discurso à faixa etária, formação, interesses e expectativas do ouvinte. Assegure-se de que ele gravou o recado. Não adianta ter um discurso brilhante se ele não será lembrado depois de uma hora, diz o consultor Normann Kestenbaum. Desconfie de termos difíceis, gírias, expressões vulgares, tecnicismos e jargões. Eles podem sabotar a mensagem.

Os líderes devem limpar ao máximo os ruídos da comunicação, diz Leny Kyrillos, fonoaudióloga da PUC-SP.

Como escutar melhor

Saber escutar é um item primordial para uma comunicação eficiente. Avalie se você está aberto às mensagens que recebe, principalmente se você se acha incompreendido. “

Quem fala demais e não dá espaço ao outro pode prejudicar o processo de comunicação, diz Reinaldo Polito.

Para aguçar a audição, as dicas são:

EVITE PREJULGAR. Espere até que a mensagem seja completada antes de formar sua opinião. Isso ajuda o entendimento.

GUARDE A INFORMAÇÃO. Para registrar a informação, só há um jeito: preste atenção. Se a sua memória não é boa, anote. Ou peça por escrito. Recordar o que foi conversado ajuda a retomar a comunicação a partir dos principais pontos. Isso é eficiência.

TENHA INTERESSE PELOS OUTROS. Admitir que os outros também têm boas idéias é um dos primeiros passos para escutar o que eles têm a dizer.

Maria Heloísa Morel, 37 anos, diretora de marketing do grupo de serviços online e consumo da Microsoft Brasil

Logo que entrou no Grupo Pão de Açúcar, em 2004, a engenheira Maria Heloísa Morel, de 37 anos, hoje diretora de marketing de uma área da Microsoft, sentiu na pele a importância de ouvir o time. Na época, ela e a equipe estavam com uma grande carga de trabalho, o que resultava em muitas horas extras. As pessoas reclamavam do excesso, mas Maria Heloísa considerava a rotina tolerável, já que se tratava de uma situação passageira. Achei que daria para aguentar, diz. Percebeu que estava errada quando um integrante do time pediu demissão. Deveria ter entendido o que estavam me dizendo, diz a executiva. Hoje, converso muito com a equipe sobre as demandas, para avaliar os impactos delas no dia-a-dia e poder negociar processos adequados a todos.”

Escrever não é falar

Para ter sucesso na linguagem escrita, é preciso dominar vocabulário, gramática e construção das frases. O maior problema ocorre quando se tenta escrever da mesma forma que se fala. Nesse caso, o resultado pode ser um texto incompreensível. Para se expressar bem na linguagem escrita, além de praticar bastante:

 leia e releia suas mensagens antes de enviá-las, para encontrar e corrigir os erros;

  • espere um pouco antes de enviá-las. Quanto mais tempo passar, mais fácil será ler de forma isenta e descobrir possíveis interpretações erradas;

 

  • peça ajuda a terceiros para checar o entendimento e a clareza do texto.

Anderon Santos Pereira, 35 anos, gerente comercial da Nextel no Rio Grande do Sul

Quando o paulistano Anderson Santos Pereira, de 35 anos, assumiu a gerência da unidade gaúcha da Nextel, em agosto de 2007, um dos seus maiores desafios foi alinhar a comunicação com o time. A equipe estava desmotivada por desconhecer as metas individuais. As pessoas só conheciam os objetivos da unidade, diz. Baseado nos planos da empresa, Anderson conversou individualmente com os 14 membros da equipe, ouviu o que cada um tinha a dizer, anotou sugestões, dividiu os clientes de acordo com o perfil de cada integrante do time e traçou objetivos claros para todos. Com maior transparência, as pessoas compreenderam os rumos que a companhia queria tomar e o papel delas.”

Mais que mil palavras

As informações que você emite com o rosto, os braços e o tom de voz causam mais impacto do que o conteúdo que está sendo passado. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, concluiu que 93% da eficácia da comunicação deve-se ao tom e à intensidade da voz, aos gestos e às expressões corporais. A mensagem que prevalece é aquela transmitida pela comunicação não-verbal, diz Leny, fonoaudióloga da PUC-SP. Preste atenção:

Ao corpo. A forma como alguém gesticula sinaliza o que ele sente. Uma posição ereta, olhando as pessoas de frente e braços voltados para quem está falando dá a idéia de acessibilidade e entusiasmo. Cruzar os braços ou manter os ombros caídos podem causar o efeito contrário. O rosto e a boca também são agentes importantes de uma comunicação eficiente. Evite uma postura desleixada e os bocejos.

À Voz. Este é um dos elementos mais importantes para passar a interpretação desejada. Contam o tom, o volume e a entonação. Não adianta, por exemplo, manter o tom grave – que gera a sensação de seriedade e firmeza para motivar e entusiasmar o time. Prefira um tom mais leve e alegre. O segredo é saber variar e combinar todos estes elementos para serem usados de acordo com a informação e a sensação que queira produzir nos outros, diz Leny Kyrillos.

 Fonte: Revista Você S.A. – Por Renata Avediani


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.