Riscos de engravidar sem querer

Quais situações podem comprometer a segurança?
Muitas perguntas são feitas relacionadas aos riscos de engravidar a parceira durante as relações sexuais, ou até mesmo nas brincadeiras preliminares. Vamos tentar exemplificar: um casal namorando em uma piscina, ele ejaculando fora, não existe riscos, pois a quantidade de água em redor, diluirá o ejaculado, sendo improvável que esta quantidade adentre a vagina e ocasione uma gravidez indesejada.
Outro exemplo de uma situação bastante comum é durante a relação ejacular fora da vagina, e cair um pouco do sêmen perto do introito vaginal; também nesta situação é difícil ocorrer uma gravidez, agora, se praticar o coito interrompido, ou seja, quando se está prestes a ejacular, sentindo as primeiras contrações da uretra, tirar correndo, pode haver aí sim uma chance, pois o líquido de lubrificação e um pouco do sêmen pode sair pela uretra, mas também dependerá de ela estar ou não nos seus dias férteis, ou seja, ovulando. Se for logo após, ou antes, da menstruação, então este risco fica muito diminuído, mas medicina não é ciência exata, portanto toda cautela é necessária.
Se houver uma ejaculação dentro da cueca e o rapaz encostar na parte íntima da parceira, outra situação relatada com frequência, também fica nesta situação bastante improvável que ocorra uma gravidez. Respingos do sêmen nos dedos e o ato de masturbar a companheira: sendo externamente não apresentam riscos, ao contrário, se for introduzido na cavidade vaginal, pode ser um veículo de entrada dos espermatozoides, mas em pequena quantidade, aquém do necessário para ocorrer uma gravidez.

Ejaculando em outros locais que não dentro da vagina, não causam grandes problemas neste sentido também. O maior risco é de o preservativo se romper, havendo extravasamento do sêmen no fundo vaginal.
Aconselhamos que quando ocorrer uma situação parecida com as relatadas e houver dúvidas, procurem sempre um aconselhamento médico com um ginecologista ou um urologista ao invés de tomar as famosas pílulas do dia seguinte, pois isto pode desorganizar o ciclo menstrual e causar mais conflitos e preocupações.
O correto é sempre se precaver, usando preservativos de boa origem e elas tomando anticoncepcionais. E ter os relacionamentos com consciência e responsabilidade.
Fonte: IG Jovem - Por Dr. Ricardo de La Roca
Ejaculação Precoce

A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é um dos problemas sexuais mais freqüentes nos homens e nos casais, sendo responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas sexuais. Acontece que a EP é um lugar comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência. Quando se estende pela maturidade e se torna presente em mais da metade dos encontros sexuais, torna-se, aí sim, um problema crônico e um Transtorno Sexual.
O que é uma ejaculação normal?
Do ponto de vista do funcionamento físico, a ejaculação se faz em dois estágios. No primeiro há a expulsão efetiva do líquido seminal (sêmen) dos órgãos acessórios de reprodução – próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório – para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai também a urina. Acompanha-se desse processo fisiológico uma sensação subjetiva de profundo prazer conhecida como orgasmo.
Como saber se tenho ejaculação precoce?
Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. A definição está na percepção, tanto sua quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado, de que não houve controle da ejaculação. As vezes o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já termina o que podia ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira “na mão”. Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante. Dificuldades maiores podem vir em seqüência, como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal.
Por que ocorre a EP?
Os adeptos de Darwin (evolucionista inglês que propôs a teoria da seleção natural – 1859) explicam que a EP seria uma forma antiga de defesa contra predadores.
Imaginem os primórdios da humanidade, onde havia centenas de perigos, sendo o “animal-ser-humano” muito frágil e pequeno frente aos riscos de seu meio ambiente!
Aqueles indivíduos que demorassem muito para ejacular nas suas parceiras estariam muito mais predispostos a deixar seu flanco aberto às agressões de inimigos e animais selvagens.
O ejaculador precoce tinha mais vantagens em terminar logo a inseminação e fugir, deixando também a “fêmea” escapar, para poder inseminar o maior número delas em menor tempo.
Desta forma estaria aumentando a probabilidade de propagação de seus genes.
Outras razões levantadas como causas da EP seriam:
§ aumento anormal de sensibilidade da glande peniana;
§ ansiedade frente ao desempenho sexual;
§ inexperiência sexual;
§ primeira experiência com parceira que tenha estimulado um coito rápido; e
§ culpa ou sentimentos negativos em relaçao à parceira.
Raramente há um problema médico que explique a EP, como a prostatite aguda ou a esclerose múltipla. Na verdade, não existe uma única causa comprovada cientificamente de EP.

E tem cura?
Existe tratamento, tanto medicamentoso quanto psicoterápico. A primeira linha de tratamento é a reorientação e a reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal. Clareiam-se as situações em que se considera como “normal” o tempo de ejaculação mais curto ou insatisfatório (comum em jovens, com novos parceiros, ou após longa abstinência). Quando a EP se torna persistente, ou seja, aparece em mais da metade dos encontros sexuais, um tratamento mais específico se faz necessário.
A segunda linha terapêutica é o chamado tratamento cognitivo-comportamental. Constitui-se em uma série de exercícios e tarefas para serem realizadas em casa para controle do tempo de ejaculação. Seguem-se alguns exemplos meramente ilustrativos:
§ Técnica de distração
Durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue de sexo, como em morte de alguém, ou em alguma mulher que não o agrada ou em contas bancárias. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Deve usar essa distração, algumas vezes, para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.
§ Técnica de compressão
O homem deve comprimir a base da glande (cabeça do pênis) por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. Com esse procedimento vai dificultar a entrada de sangue no pênis e retardar um pouco a ejaculação.
§ Técnica stop-start
Consiste em orientar o homem a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos próximo ao momento de maior excitação. Pode usar a técnica de distração concomitantemente.
O objetivo destas tarefas é fazer o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estagio de ejaculação, podendo voluntariamente controlar quando deseja ejacular, evitando frustração a ele e à parceira.
Pode-se combinar uma terceira linha de tratamento a esses exercícios: as medicações. Existe uma ampla gama de medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no organismo. Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos são contra-indicados a pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Algumas medicações tópicas (pomadas) à base de ervas ou anestésicos não foram comprovadas cientificamente como eficazes para o tratamento da EP.
De qualquer forma, esta disfunção sexual tem bom prognóstico, ou seja, apresenta bons índices de cura para a grande maioria dos indivíduos que procura orientação especializada. Geralmente, seis a dez sessões são suficientes para a melhora da vida sexual do homem e do casal.
Fonte: ABC da Saúde