Saúde

Março 27, 2009

Falta de novas vacinas e remédios fez tuberculose ressurgir, diz especialista

 

Bactéria da doença também criou resistência porque tratamento é difícil.
De acordo com médico, faltam incentivos para avançar na pesquisa.

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Um caso clássico de seleção natural está fazendo a humanidade perder a guerra contra a tuberculose. Embora a doença seja coisa do passado nos países desenvolvidos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma pessoa seja infectada pela bactéria causadora da tuberculose a cada segundo no planeta, levando a quase 2 milhões de mortes por ano. A culpa, afirma um especialista alemão da ONG Médicos Sem Fronteiras, é a falta de novos medicamentos e vacinas contra o microrganismo nas últimas quatro décadas — situação que precisa ser revertida com urgência.

 

“Como faz 40 anos que nenhuma droga nova é desenvolvida, a bactéria acabou se tornando resistente a todos os medicamentos existentes”, contou ao G1 o especialista Tido Von Schoen-Angerer, que está no Brasil para participar de um encontro internacional sobre a doença por ocasião do Dia Mundial do Combate à Tuberculose, que acontece nesta terça (24).

 

“O outro grande problema é que o tratamento é lento e complicado, durando pelo menos seis meses, e nos países pobres os pacientes têm muita dificuldade de segui-lo até o fim”, conta ele. Trata-se de uma receita para o desastre, porque os tratamentos interrompidos acabam gerando sobreviventes da população de microrganismos no corpo das pessoas infectadas. E os micróbios que sobraram tendem a ser os que apresentam algum grau de resistência aos medicamentos, os quais acabam sendo passados para outras pessoas, o que faz com que elas sejam mais difíceis de curar. Trata-se de um caso clássico de seleção natural — no caso, a sobrevivência e multiplicação dos microrganismos mais resistentes.

 

Com cerca de 9 milhões de novos casos registrados por ano, a tuberculose também assusta por causa de sua associação com a Aids. “Isso é particularmente grave nos países do sul da África”, conta Von Schoen-Angerer. Como os pacientes com Aids têm o sistema imune (de defesa do organismo) enfraquecido, a doença se espalha com facilidade entre eles e, muitas vezes, acaba sendo a causa direta de sua morte. 

 

Prevenção

 

 ”Vacinar esses pacientes com sistema imune enfraquecido seria difícil, mas se conseguíssemos uma vacina eficaz para a população em geral, teríamos um reservatório menor para a bactéria, o que diminuiria a infecção dos pacientes com Aids”, afirma o médico alemão. “Também poderíamos tomar mais cuidado em hospitais, separando os pacientes de Aids dos pacientes com tuberculose.”

 

O grande problema, no entanto, é investimento. Segundo Von Schoen-Angerer, é preciso muito mais dinheiro para pesquisa em novos medicamentos e novas vacinas contra a tuberculose. “Hoje, esse financiamento vem quase exclusivamente da Fundação Bill e Melinda Gates”, diz ele, referindo-se ao órgão criado pelo fundador da Microsoft e sua mulher. A situação atual envolve uma série de possíveis novas vacinas, ainda sem eficácia comprovada, bem como alguns testes de drogas, um dos quais, na África do Sul, está se revelando promissor.

 

Mas, como são as populações mais pobres do planeta as mais ameaçadas pela epidemia, estratégias mais inovadoras precisam ser pensadas, diz o médico alemão. “Uma forma de incentivar a pesquisa poderia ser a criação de um prêmio em dinheiro para os criadores de novas abordagens contra a tuberculose”, sugere ele. “Quando remédios promissores surgirem, seria interessante criar um acordo para que eles sejam considerados genéricos desde o começo, com laboratórios competindo para produzi-los. Isso aumentaria a eficiência e diminuiria os custos relativamente rápido”, afirma.

 

Fonte: G1

 

Médico ensina a reconhecer os sintomas e os fatores de risco do AVC

 

 

 

Problema é cada vez mais comum e requer tratamento imediato.
Hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam chance de derrame.

                   

O acidente vascular cerebral sofrido pelo deputado Clodovil Hernandes mostra a importância do conhecimento, por parte da população, dos sinais e sintomas desse problema.  Os acidentes vasculares cerebrais ou derrames, como são conhecidos pelos leigos, podem ser de dois tipos: isquêmicos, quando falta sangue ao cérebro, ou hemorrágicos, quando acontece um sangramento dentro do cérebro.

 
Nos acidentes hemorrágicos, um vaso sanguíneo, artéria ou veia se rompe e o sangue se espalha. Um bom exemplo de como isso pode ocorrer é a ruptura de um aneurisma. Já os acidentes isquêmicos acontecem quando uma artéria fica obstruída, impedindo o fluxo de sangue normal para as células do cérebro. Dependendo da localização da artéria obstruída, uma área maior ou menor do cérebro ficará sem receber oxigênio e nutrientes. 

 

Como reconhecer um AVC

 

Os acidentes vasculares cerebrais são emergências médicas, e o tempo é o fator crucial para permitir um atendimento adequado e melhores chances de recuperação, além de menos sequelas posteriores.


Portanto, é importante lembrar que qualquer pessoa que apresente uma alteração que possa significar uma mudança do funcionamento cerebral deve ser levada a um serviço de emergência para avaliação. Quais os sinais que devem ser observados?


Perda súbita da força ou dos movimentos em um dos membros ou face, geralmente atingindo um dos lados do corpo; perda da visão de um dos olhos de forma súbita; dificuldade de equilíbrio do corpo para caminhar ou mesmo se manter de pé; dor de cabeça súbita e muito intensa inesperada.


Uma observação importante: todos esses sinais podem ocorrer de forma fugaz com recuperação espontânea, mas mesmo assim a avaliação especializada é indispensável.

A prevenção, como sempre, é a melhor opção. Para isso, é preciso conhecer os principais fatores de risco para a ocorrência de um AVC. A hipertensão arterial é a principal causa associada aos derrames. Os hipertensos, se não tratados adequadamente, têm de quatro a seis vezes mais chances de sofrer um AVC. Estudos científicos mostram que, apesar do diagnóstico de hipertensão ser feito com frequência, o tratamento não é seguido na maioria dos casos.


Além da hipertensão, outros fatores contribuem para tornar o acidente vascular cerebral uma epidemia real em nossa sociedade. A fibrilação atrial, uma alteração do ritmo do coração, aumenta o risco de derrames. O diabetes e o tabagismo também são vilões para a ocorrência de um AVC. 

 

As opções de tratamento

 

O cérebro humano, quando atingido por um acidente vascular, pode ser salvo se receber tratamento adequado e em tempo. Os acidentes isquêmicos são os mais freqüentes, respondendo por mais de 85% dos “derrames” — aqueles causados quando uma artéria fica obstruída por um coágulo, impedindo o sangue de alimentar as células.


Existe um tratamento para desobstruir as artérias: trata-se da injeção de uma substância capaz de dissolver esses coágulos – os trombolíticos. Ela atua sobre o coágulo e pode restaurar o fluxo natural de sangue. Infelizmente, poucos pacientes recebem esse tratamento.


Mesmo nos Estados Unidos, segundo um trabalho realizado pela Cleveland Clinic de Ohio, somente 2% das vítimas de acidentes vasculares cerebrais recebem o tratamento com trombolíticos. A principal causa para essa pequena utilização está no fato de que o tratamento só é efetivo se for administrado nas primeiras três horas após o início dos sintomas.


Além dessa razão, existem contra-indicações ao método que devem ser respeitadas pela equipe que está tratando da vítima do derrame. Um paciente tratado a tempo pode ficar sem déficits neurológicos ou ter as conseqüências do problema bastante diminuídas. 

 

O que deve ser feito

 

É muito importante prevenir a ocorrência dos AVCs através do controle dos fatores de risco. Além disso, é fundamental que a população reconheça os sintomas dos derrames a tempo e que o tratamento esteja disponível para todos que precisarem.

 

Fonte: G1 – Por Luis Fernando Correia (médico e apresentador do “Saúde em Foco”, da CBN)

 

 


Economia

Março 27, 2009

Exportações caem pela metade no Japão em fevereiro

 

Venda de carros japoneses caiu no exterior

 

O Japão anunciou nesta quarta-feira que as exportações em fevereiro caíram 49,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

O dado, divulgado pelo Ministério das Finanças, é mais um sinal de agravamento da crise econômica no país.

 

As vendas para os Estados Unidos, maior parceiro comercial do arquipélago, tiveram uma retração sem precedentes de 58,4%.

 

Esta foi a pior queda nas exportações do Japão, desde 1980, quando o governo começou a pesquisa, superando o recorde anterior registrado em janeiro deste ano (45.7%).

 

O setor mais afetado foi o automotivo. As montadoras registraram uma redução de 70,9% nas vendas ao exterior mês passado em comparação a um ano antes. A Toyota, maior fabricante de carros do mundo, teve uma queda de 69% nas exportações.

 

Outros setores bastante afetados pela redução nas exportações foi o de semicondutores, que diminuiu 51,1%, e de televisores (63%).

 

Além dos Estados Unidos, o Japão registrou grandes quedas nas vendas para Europa (54,7%) e Ásia (46,3%). O envio de produtos para a China, por exemplo, sofreu redução de 39,7%.

 

Analistas preveem uma queda no PIB de 12,1% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2008.

 

A retração registrada no final do ano passado tinha sido até então a pior desde 1974.

 

Balança comercial

 

A boa notícia do dia foi o registro de um superávit na balança comercial, que há cinco meses consecutivos estava no vermelho. Isto aconteceu por causa da queda também nas importações.

 

Em fevereiro, o país registrou um saldo comercial positivo de cerca de US$ 842 milhões, o que representou um recuo de 91,2% na comparação anual.

 

O ministro das Finanças Kaoru Yosano classificou a queda nas exportações como “chocante”.

 

“Com uma possível contração econômica na casa dos 12%, o país precisará crescer muito rapidamente nos próximos trimestres. Porém, não existem sinais de que isso possa acontecer”, admitiu o ministro em entrevista nesta semana.

 

Produção menor

 

Com a redução nas exportações, diminuiu também a produção na indústria japonesa. Só o setor automotivo registrou uma acentuada diminuição na fabricação de carros.

 

A Toyota cortou em 65% a produção doméstica na comparação anual. Foi a maior queda registrada pela empresa desde 1977. Já a produção mundial da fabricante diminuiu 49,6%.

 

Honda, Nissan, Mitsubishi e Mazda também cortaram quase pela metade a produção de veículos.

 

Segundo relatório da Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão, a previsão é que as vendas domésticas para este ano fiscal, que termina semana que vem, registrem uma queda de 12,2% na comparação anual.

 

Sem perspectivas de melhora nas vendas, as fabricantes de veículos devem continuar cortando a produção. Por isso, as condições econômicas e o mercado de trabalho no Japão devem se manter instáveis pelos próximos meses.

 

Fonte: BBC Brasil

 

Tailândia dá cheques a 10 milhões para atenuar crise

 

O Governo da Tailândia começou hoje a dar cheques de ajuda no valor de 2.000 bat (US$ 55) a mais de dez milhões de trabalhadores, em uma tentativa de reativar sua economia.


O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, que entregou os primeiros cheques em Bangcoc, afirmou que a medida ajudará a reduzir os efeitos da iminente recessão no país.


“Eu gostaria que as pessoas gastassem o dinheiro para manter seu status de vida e ajudar, assim, a estimular a economia. O Governo não quer que os cidadãos gastem o cheque com luxos, mas sim para remediar as dificuldades geradas pela redução da renda”, afirmou o chefe do Executivo.


Cerca de 10 milhões de tailandeses, os contribuintes com rendas mais baixas, são os alvos dessa ajuda.


A iniciativa faz parte de um pacote de medidas para combater a crise anunciadas em janeiro pelo premiê, em um plano que chega a 117 bilhões de bat (US$ 3,266 bilhões).


Está previsto que a economia da Tailândia tenha contração este ano de 3%, a primeira vez que isso ocorre desde a crise financeira asiática de 1997, como admitiu ontem o Ministério das Finanças.

 

Fonte: UOL Economia / Agência EFE

 

1% da população adulta detém 40% da riqueza mundial, indica estudo

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Um pouco de desigualdade pode ser bom, segundo economista

 

Dois quintos da riqueza mundial estão concentrados nas mãos de 37 milhões de indivíduos, ou 1% da população adulta, segundo indica um estudo da Universidade das Nações Unidas lançado em Londres nesta terça-feira.

 

Se considerados os 10% mais ricos do mundo, a proporção da riqueza mundial nas mãos desse grupo é de 85,2%.

 

Na outra ponta, os 50% mais pobres do mundo são donos de apenas 1% da riqueza global.

 

O estudo, compilado no livro “Personal Wealth From a Global Perspective” (Riqueza pessoal a partir de uma perspectiva global), é a mais ampla iniciativa para investigar o tamanho da desigualdade na distribuição da riqueza pelo mundo.

 

Efeito positivo

 

Segundo o coordenador do estudo, o economista James Davies, um pequeno grau de desigualdade entre os países tem um efeito positivo para o desenvolvimento, por servir como incentivo ao empreendedorismo.

 

“Os candidatos a ser empreendedores precisam ter algum incentivo, precisam pensar que podem ficar ricos, para se aventurarem”, diz.

 

Davies comenta que os países ricos, durante seu processo de desenvolvimento nos séculos 18 e 19, tiveram um aumento na desigualdade em um primeiro momento, seguido de uma redução, provocada principalmente pela elevação do nível de renda da classe média.

 

Segundo ele, muitos países em desenvolvimento acelerado – como a China, por exemplo – podem estar seguindo esse padrão hoje, com um aumento na desigualdade.

 

Mas ele adverte que a desigualdade extrema – como no caso do Brasil – é prejudicial ao crescimento econômico. Segundo ele, a desigualdade deve ser combatida principalmente em setores como educação.

 

Concentração entre países

 

A compilação de dados das pesquisas coordenadas por Davies mostram também o nível de concentração da riqueza individual entre os países.

 

Dois países – Estados Unidos e Japão – concentram 64,3% dos indivíduos entre o grupo de 1% mais ricos do mundo. O Brasil tem 0,6% dos indivíduos nesse grupo, que representam aqueles com patrimônio superior a US$ 512,4 mil.

 

Entre os 10% mais pobres do mundo, 26,5% estão na Índia, 6,4% na China e 2,2% no Brasil. Os Estados Unidos têm apenas 0,2% de sua população nesse grupo, com patrimônio total inferior a US$ 178.

 

Os dados da pesquisa mostram ainda que, apesar do forte crescimento da China nas últimas três décadas, os chineses ainda concentram apenas 2,6% da riqueza mundial, apesar de representarem 22,8% da população.

 

Os indianos, que são 15,4% da população mundial, detêm 0,9% da riqueza global. Na África, que tem 10,2% da população, está apenas 1% da riqueza mundial.

 

Na outra ponta, a América do Norte, com 6,1% da população mundial, concentra 34,4% da riqueza, enquanto a Europa, que tem 14,9% da população, detém 29,6% da riqueza.

 

O grupo de países ricos da Ásia e do Pacífico, que inclui o Japão, tem apenas 5% da população mundial, mas concentra 24,1% da riqueza global.

 

Fonte: BBC Brasil


Política

Março 27, 2009

Sarney, ACM e Renan criaram 4.000 vagas no Senado 

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Nos últimos 14 anos, atos assinados por três senadores ajudaram a inchar o Senado, que hoje tem cerca de 10 mil servidores para atender a apenas 81 congressistas. Deste total, cerca de 4.000 vagas foram criadas a partir de 1995 e são preenchidas por indicação política, os chamados comissionados.

 

Nem todas as vagas são preenchidas. Mesmo assim, o número atual de comissionados (3.000) e terceirizados (3.500) é 116% maior do que os 3.500 concursados.

 

A multiplicação dos cargos de livre nomeação no Senado começou a partir do primeiro mandato de José Sarney (PMDB-AP), e continuou nas gestões de Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Por atos administrativos, criaram cargos e permitiram aos senadores dividirem as novas vagas.

 

A divisão possibilitou que com o salário de um cargo (o maior valor é de R$ 10.869,34), os senadores pudessem contratar até oito pessoas com salários menores. O pagamento de hora extra cheia (R$ 2.650) para servidores do Senado é uma forma de aumentar os salários, que ficam menores com a divisão dos cargos. Os pagamentos de hora extra e outros adicionais não são registrados nem nos contracheques para evitar a divulgação do subterfúgio.

 

Sarney inaugurou a prática da multiplicação dos cargos no seu mandato de 1995 a 1997, repetida por outras gestões.

 

Por isso atualmente cada gabinete pode contar com até 53 servidores nomeados, além de até nove efetivos, o que corresponde a números de uma pequena empresa, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Na Mesa Diretora, que reúne sete senadores, com essa regra, cargos comissionados podem chegar a 692. A média salarial destes servidores sem concurso é de R$ 8.000.

 

Até 1995, os gabinetes funcionavam com um assessor e três secretários parlamentares, estrutura que perdurava havia 20 anos. Sarney criou dois cargos e permitiu a divisão de um deles em quatro. Com isso, o número de vagas comissionadas passou de 400 para 900.

 

Sucessor de Sarney, ACM, morto em 2007, que presidiu de 1997 a 2001, ampliou o poder de indicação dos senadores. Criou dois cargos e permitiu que um deles fosse dividido em até oito e o outro em até quatro, o que provocou nova explosão de comissionados –mais 1.200 cargos. Também foi ACM quem permitiu aos senadores lotar servidores não concursados em qualquer local do país. Sarney, em nova gestão, de 2003 a 2005, criou mais um cargo multiplicado em oito.

 

Renan presidiu a Casa de 2005 a 2007, quando criou três cargos comissionados para atender a presidentes de comissão. Foi na gestão de Renan que os suplentes com cargo na Mesa (quatro, no total), também ganharam metade da estrutura dos membros titulares.

 

O desdobramento dos cargos fica a critério dos senadores. Eduardo Suplicy (PT-SP), por exemplo, tem 12 comissionados. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que apresentou projeto cortando esses cargos em 50%, tem 30.

 

“Trem da alegria”

 

Entre os servidores efetivos, nem todos são concursados. Estes somam cerca de 1.200.

 

Entre 1971 e 1984, os senadores aproveitaram para efetivar servidores por meio de atos administrativos, embora isso fosse vedado pela Constituição. A atual líder do governo no Senado, Roseana Sarney (PMDB-MA), é servidora do Senado graças a um “trem da alegria” de 1982 assinado pelo então senador Jarbas Passarinho. O último foi pilotado por Moacyr Dalla, em 1985, e colocou 500 pessoas na Casa.

 

O Senado também tem 3.500 servidores terceirizados. Na sua primeira gestão, Sarney permitiu a contratação de empresas para fornecer mão de obra à estrutura de comunicação da Casa. A Constituição, porém, permite apenas a terceirização no caso de função atípica ao serviço público.

 

Em 2008, o Senado gastou R$ 128 milhões com empresas de terceirização. Vinte e nove empresas têm contratos com a Casa desde 2006.

 

Os gastos com servidores no Senado no ano passado foram de R$ 2,3 bilhões, contra R$ 2,6 bilhões da Câmara que tem 513 deputados e cerca de 15 mil funcionários.

 

Outro lado

 

O senador José Sarney (PMDB-AP) disse, por meio da assessoria, que o crescimento na estrutura administrativa do Senado é fruto de várias gestões e de práticas do passado em que as áreas administrativas levavam propostas para a comissão diretora, formada por um grupo de senadores, avalizar.

 

As mudanças propostas pelos servidores eram vistas pelos senadores como meros atos burocráticos. Na semana passada, ele anunciou um acordo com a Fundação Getúlio Vargas para uma auditoria administrativa na Casa.

 

Renan Calheiros (PMDB-AL) vai mais longe. Para ele, “os servidores do Senado acumulam privilégios desde que a Casa foi transferida do Rio para Brasília. Naquele momento Juscelino Kubitschek dobrou o salário dos servidores, o que gera distorções até hoje. É por isso que muitos servidores ganham mais que os senadores. Isso precisa ser enfrentado”. Sobre os cargos que criou, Renan disse que essa é mais uma atribuição do primeiro-secretário que do presidente.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 

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Governo promete liberar R$ 1,6 bilhão em emendas parlamentares

 

O governo promete liberar R$ 1,6 bilhão de emendas parlamentares individuais na tentativa de minimizar o impacto e as reclamações dos prefeitos por conta da queda no repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O assunto foi discutido na tarde de hoje (24) pelos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e de Relações Institucionais, José Múcio,em reunião com líderes da base aliada.


As emendas individuais totalizam R$ 5,9 bilhões e as de bancada e comissões, R$ 13 bilhões – dessas, R$ 7,9 bilhões foram bloqueados. Segundo Múcio, o valor de R$ 1,6 bilhão corresponde aos projetos dos municípios que já estão nos ministérios.


“O ministro Paulo Bernardo ficou de estabelecer ainda nesta semana um cronograma de liberação para que os municípios brasileiros comecem a ser atendidos”, disse Múcio, após reunião no Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB), sede da Presidência da República durante a reforma do Palácio do Planalto.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o repasse de março do FPM caiu 19% – de R$ 310 milhões para R$ 250 milhões. A queda deve-se à redução na arrecadação de impostos do governo federal, que sofreu perda de R$ 48 bilhões.


“Estão chegando listas, as entidades estão reclamando, os deputados têm um conjunto de prefeitos na sua base, os governadores estão telefonando. A prioridade do governo nesta semana é começar a pensar numa solução”, disse Múcio sobre as reclamações dos prefeitos.


No encontro, Bernardo evitou promessas sobre o pagamento das emendas de bancada e comissões. “Não temos como assumir compromisso com as emendas de bancada e comissões”, disse ele.


O ministro José Múcio voltará a se encontrar com os líderes aliados quinta-feira (2).

Ao participar hoje de um evento na região metropolitana de Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que dará atenção às reivindicações dos prefeitos. “Temos que olhar com carinho essa queda do FPM porque, se as cidades estiverem na situação que vocês [prefeitos] estão dizendo, é muito ruim para o povo que mora nelas, se o prefeito não conseguir sequer pagar o salário do funcionário”, afirmou.

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Fonte: Agência Brasil – Por Carolina Pimentel

 

Governo amplia em duas parcelas o seguro-desemprego para demitidos em dezembro

 

Os trabalhadores demitidos em dezembro do ano passado terão direito a receber até sete parcelas do seguro-desemprego. O anúncio foi feito hoje (24) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. De acordo ele, pessoas que perderam o emprego em 42 setores – entre eles, os das indústrias têxtil, metalúrgica e mecânica – passarão a ter o benefício a partir de 1º abril. Segundo dados dos ministério, 103,7 mil desempregados vão ser atingidos pela medida.


A ampliação de cinco para sete do número máximo de parcelas do segundo-desemprego precisa ser  aprovada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat)  durante reunião agendada para o próximo dia 30.


O ministro explicou que o critério usado para que as duas parcelas a mais sejam concedidas a esses trabalhadores  foi a comparação da média entre 2003 e 2009, da evolução do emprego com carteira assinada em cada subsetor de atividade, com base no movimento dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro últimos.

 
“Os que tiveram saldo negativo 30% superior a essa média entraram no benefício. Portanto, quem foi demitido em dezembro, dentro dos subsetores e estados selecionados, terá mais duas parcelas. Quem tinha direito a três meses de seguro-desemprego, receberá cinco. Quem receberia cinco, contará com sete”, disse Lupi.


O valor a ser recebido varia de R$ 465,00 (valor do salário mínimo) a R$ 870,01. O ministério estima que o gasto será de R$ 126 milhões.

 

O ministro disse ainda que não espera que seja feita novamente uma nova ampliação do seguro-desemprego porque no mês de fevereiro já houve uma recuperação no número de novos empregos. “Se tivéssemos uma média continuada de demissões negativas acima de 30% nos setores, poderíamos solicitar uma nova autorização”, explicou.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Roberta Lopes


Política Habitacional

Março 27, 2009

Com déficit de 8 milhões de residências no país, governo lança hoje pacote para 1 milhão de moradias

 

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O governo federal anunciará nesta quarta-feira (25) um pacote habitacional que prevê a construção de 1 milhão de moradias até o final de 2010. Com o subsídio ao financimento da casa própria, o governo pretende reduzir o déficit habitacional, estimado em 8 milhões de residências no país, e gerar empregos no setor de construção civil.

 

O pacote, que deverá ser direcionado à população de baixa renda, foi negociado pelo Executivo com governadores e prefeitos de várias partes do país. O governo quis saber quais as contribuições que Estados e municípios poderiam oferecer e teria incentivado a disponibilização de áreas para construção das habitações.


Ontem (25), o Ministério do Trabalho divulgou que R$ 12 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) serão liberados o programa habitacional. A previsão é que R$ 4 bilhões sejam utilizados ainda este ano e o restante entre na proposta orçamentária do ano que vem.


Em discurso em Rondônia, no último dia 12, o presidente Lula disse que as prestações devem ser isentas de seguro de vida, o que baratearia o financiamento. Disse ainda que o pagamento do valor integral da parcela seria exigido apenas depois da entrega das chaves. O presidente também antecipou que o padrão de juros do financiamento das moradias seria “totalmente diferente”.

O pacote poderá incluir ainda redução de impostos para a construção civil. As casas a serem financiadas teriam padrões diferentes. Um para quem ganha até três salários mínimos (R$ 1.395), outro para quem tem renda de até R$ 4.650. O valor máximo do imóvel seria R$ 130 mil.


Os sindicalistas defendem a contratação de trabalhadores para as obras de construção das moradias apenas com registro em carteira. Segundo os representantes, mais da metade dos trabalhadores da construção civil não tem carteira assinada.


As casas poderão ter um sistema de energia solar, uma reivindicação dos representantes sindicais para reduzir os gastos com a conta de luz. Também há a expectativa que os imóveis não possam ser revendidos durante um determinado período.


Pacote contra a crise


Inicialmente, o governo previa a construção de 200 mil casas. O número subiu para 500 mil, até chegar ao total de 1 milhão.


Antes de anunciar o pacote, o governo realizou vários encontros com governadores e prefeitos, essencialmente para saber quais as contribuições que Estados e municípios poderiam dar para reduzir os custos do financiamento. Uma das idéias era a disponibilização de áreas para a construção das casas.


O governo também buscou formas de reduzir o peso do seguro de vida sobre as prestações, já que ele aumenta de acordo com a idade do mutuário. O padrão de juros também deveria ser “totalmente diferente”, na visão do presidente Lula.


Nas reuniões com o Executivo, os governadores defenderam a desburocratização do processo e a descentralização dos recursos. Nesta terça, o secretário da Habitação de São Paulo, Lair Krähenbühl, disse que o governo federal poderá ter “dificuldades” para cumprir a promessa dentro do prazo anunciado, por conta do “processo lento” de construção de casas.

 

Fonte: UOL Notícias –  Com informações da Agência Brasil e da Folha Online

 

CONSELHO DO FGTS LIBERA 12 BILHÕES DE REAIS! SERÁ MESMO?

      

1. O JN informou que “o conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a liberação de R$ 12 bilhões para o pacote de medidas que o presidente Lula anunciou nesta quarta-feira. O novo programa habitacional pretende construir um milhão de moradias, com subsídios para famílias que ganham até três salários mínimos.”

    

2. O último balanço do FGTS foi publicado em abril de 2008, correspondente aos anos de 2007 e 2006. Nele se verifica na página 24 que a maior razão de saques no FGTS são as “demissões sem justa causa”, que alcançaram 23,2 bi em 2007. Não há nenhuma dúvida que com a crise, as receitas adicionais do FGTS vão diminuir e os saques vão aumentar, afetando o seu Patrimônio.

    

3.  Portanto, cabe avaliar se o Patrimônio Líquido do FGTS pode suportar um compromisso adicional de 12 bilhões de reais. Nas páginas 29 e 30 estão os balanços do FGTS em 2006 e 2007. O Patrimônio Líquido do FGTS em 2007 era de 22,9 bilhões de reais. Será que num período onde esse patrimônio tenderá a diminuir em função de menor arrecadação e maiores saques, o FGTS pode comprometer 52% (usando 2007 como referência) de seu Patrimônio Líquido?  Ou é mais uma das promessas “pac-ianas” de Lula, que nunca se realizam?

   

Fonte: Ex-blog do César Maia


Trabalho

Março 27, 2009

Desemprego tem crescimento recorde, mas taxa é a menor desde 98

 

 

 

O desemprego em seis das principais regiões metropolitanas do país –Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo– ficou em 13,9% em fevereiro, contra 13,1% em janeiro, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira.

 

Apesar de esperado, o crescimento foi o mais intenso para o período de toda a série, iniciada em 1998. Em relação à taxa de desemprego, porém, trata-se da mais baixa para um mês de fevereiro. No ano passado, no mesmo período, a taxa era de 14,5%.

 

No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,756 milhões de pessoas, 136 mil a mais do que no mês anterior.

 

Em fevereiro, o nível de ocupação diminuiu 1,3%, pelo segundo mês seguido, o que também era esperado de janeiro para fevereiro, segundo o Dieese/Seade. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17,107 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa), em 19,863 milhões.

 

O crescimento da taxa de desemprego ocorreu em quase todas as regiões, com exceção de Salvador, onde ficou estável em 19,4%. No Distrito Federal a taxa passou de 15,7% em janeiro para 16,3% em fevereiro; em Belo Horizonte foi de 8,8% para 9,4%; em Porto Alegre, de 10% para 10,4%; em Recife, de 18,3% para 19,1%; e em São Paulo, de 12,5% para 13,5%.

 

Segundo os principais setores de atividade, houve queda em todos os pesquisados. O nível ocupacional recuou nos serviços (eliminação de 88 mil ocupações), na indústria (77 mil), na construção civil (27 mil), comércio (27 mil) e em outros setores (10 mil).

 

Em janeiro, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados ficou estável (leve alta de 0,2%) e passou a valer R$ 1.193, enquanto o dos assalariados permaneceu em R$ 1.255.

 

São Paulo

 

Na cidade de São Paulo, em fevereiro, o contingente de desempregados foi estimado em 1,397 milhão de pessoas, 92 mil a mais do que em janeiro. O nível de ocupação (8,953 milhões) em fevereiro recuou 2% em relação ao mês anterior (9,132 milhões).

 

Apesar do crescimento da taxa de desemprego para 13,5%, trata-se do menor patamar para um mês de fevereiro desde 1996.

 

Por setor, o emprego na indústria retraiu 4,1% (terceiro mês seguido de queda), em serviços caiu 0,9%, no comércio recuou 0,7% e em outros serviços (construção civil e doméstico principalmente), teve queda de 5,4%.

 

O rendimento médio real dos ocupados aumentou 0,8% em janeiro ante dezembro e passou para R$ 1.229, e o dos assalariados, subiu 0,4%, para R$ 1.271.

 

Fonte: Folha Online – Por Deise de Oliveira

 

Jornada de trabalho de brasileiro é uma das menores da América Latina

 

 

País tem também as maiores férias, segundo pesquisa que analisou regras trabalhistas em cinco outras nações da região

 

Uma pesquisa promovida pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional) sobre relações de trabalho na América Latina revela peculiaridades da jornada de trabalho no Brasil.

 

O estudo comparou dados relativos a Argentina, Bolívia, Venezuela, Equador e Nicarágua e constatou que, do ponto de vista da duração da jornada, apenas os trabalhadores do Equador trabalham menos do que os brasileiros. Nesse país, a jornada é de 40 horas semanais, enquanto que no Brasil, Venezuela e Guatemala ela chega a 44 horas.

 

A pesquisa revela que alguns países têm legislações que admitem jornadas diferenciadas. No Uruguai, por exemplo, os trabalhadores do comércio atuam 44 horas e os da indústria, 48 horas semanais.

 

Descanso

 

Enquanto a maioria dos países limita seus períodos de descanso e alimentação a 30 minutos por dia, o Brasil fixa um intervalo mínimo de uma hora e um máximo de duas horas para alimentação e descanso, mas essas horas não contam como trabalho. Em países como Chile, México, Guatemala e Venezuela o horário de alimentação e descanso é de 30 minutos diários, mas este tempo é considerado como parte da jornada.

 

Os feriados têm, praticamente, o mesmo conceito em todos os países. O trabalhador recebe o dia e não há trabalho normal. Quando, em casos excepcionais, há trabalho nos dias de feriados, os trabalhadores recebem as horas como extras. Brasil e Uruguai aparecem como os países que registram o maior número de feriados. Ambos têm 13 feriados por ano.

 

O Brasil é o único país que fixou férias iguais para todos os empregados, desde que completem um ano de casa e ainda com um adicional de 33% sobre o salário. Na Argentina, para um trabalhador ter direito a férias de 28 dias, precisa estar na empresa há pelo menos 10 anos, algo similar ao que ocorre no Paraguai. Na Bolívia, para ter direito a um mês de férias o trabalhador tem que completar, antes, 30 anos de trabalho. Essa diferença de tratamento faz das férias no restante da América Latina um fator de recompensa, ao contrário do que ocorre no Brasil.

 

Já quanto ao trabalho noturno, a legislação brasileira dá menos direitos aos trabalhadores do que em outros países pesquisados. Aqui, os empregados que atuam entre 22h e 5h da manhã têm direito a receber pagamento adicional, sendo que em países como o Equador a remuneração por trabalho noturno corresponde ao horário entre 18h e 8h.

 

Para o especialista em Recursos Humanos José Carlos Rodrigues, a diferença entre os países é uma questão puramente cultural. “Aqui, nossos sindicatos são muito fortes, apesar de muitas pessoas acreditarem que nossos vizinhos são mais politizados”, explica. “Eles acham que quanto menor a jornada de trabalho, mais vagas serão abertas para dar conta da produção.”

 

De modo geral, os dados revelam que a jornada de trabalho no Brasil é uma das menores da América Latina. “No Brasil, trabalhamos 173 horas por ano a menos do que os argentinos e 404 horas a menos por ano do que os mexicanos, o que certamente se reflete no custo das mercadorias e no valor dos serviços prestados, reduzindo a competitividade do Brasil”, alerta Pessoa. “Nos países em que se trabalha mais, também se produz mais.”

 

“O que aumenta os custos são os encargos trabalhistas alocados na mão-de-obra”, acredita Rodrigues, que também é sócio-diretor da Pay Systems, empresa que presta consultoria sobre questões trabalhistas. Ele acha que a síntese não pode ser feita de uma maneira tão radical.

 

“Para mim, o aspecto que mais chama a atenção na pesquisa é o fato de, apesar de já termos a menor jornada da região, existirem propostas que querem diminuí-la ainda mais”, examina Pessoa, da ABRH. 

 

Fonte: IG – Empregos – Por Andreza Emília Marino


VOCE É BRANCO? CUIDE-SE!!!

Março 27, 2009

Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

 

Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

 

Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também – passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

 

Aos ‘quilombolas’, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não  os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades,  tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

 

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria!

 

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num  reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este ‘privilégio’, porque cumpre a lei.

 

Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para ‘ressarcir’ àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

 

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

 

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

 

 

Autor: Ives Gandra da Silva Martins – é renomado professor emérito das universidades  Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).


Bárbara Borges

Março 27, 2009

 

Bárbara da Silva Borges e Cunha é uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1979.

 

Sua estréia na TV foi como Paquita (assistente de palco da apresentadora Xuxa Meneghel) em 1995, trabalho que durou quatro anos.

 

Em 1999, faz sua primeira peça de teatro A Lista, de Oswaldo Montenegro.

 

Em 2001 participa de sua primeira novela na Rede Globo, Porto dos Milagres, de Aguinaldo Silva. Em seguida, é convidada pelo ator André Valli para atuar na peça Uma História Muito Estranha. Depois da peça, entra para o elenco da novela teen Malhação, em que fica por duas temporadas.

 

Em 2004, é convidada para a novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, onde interpretou a lésbica Jennifer.

 

Novamente com Oswaldo Montenegro, participa do musical Léo e Bia.

 

Logo após, faz diversas participações em programas de TV como A Diarista, Sob Nova Direção, Carga Pesada e na novela Pé na Jaca, de Carlos Lombardi.

 

Ao lado de Susana Vieira, atua na peça Namoradinha do Brasil, de Fernando Ceylão.

 

Em fevereiro de 2005, faz um ensaio fotográfico para a revista Playboy.

 

Recentemente, esteve no ar, na Rede Globo, com a novela Duas Caras, também de Aguinaldo Silva, interpretando mais uma personagem complexa e de grande apelo para o público: a jovem Clarissa, uma garota disléxica que tem uma relação muito intensa com sua mãe, Célia Mara, interpretada por Renata Sorrah.

 

Em 2008, participa do quadro “Circo do Faustão” no “Programa do Faustão” na Rede Globo e estréia no cinema no filme “Vingança” de Paulo Pons.

 

Em Fevereiro de 2009 a atriz assinou contrato com a Rede Record por três anos.

 

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Stop TB: você pode parar a tuberculose!

Março 25, 2009

Junte-se a nós no combate a tuberculose. Ação social na web e blogagem coletiva.

 

Eu posso parar a TB é mais do que um slogan. É a continuidade de uma campanha lançada em 2008, que pertence a pessoas em todos os lugares que estão fazendo sua parte no combate a tuberculose.

 

O dia mundial da tuberculose, 24 de março, é dedicado a celebrar a vida de pessoas afetadas pela tuberculose, e também daqueles que tomam parte no seu tratamento, como médicos, enfermeiros, pesquisadores e colaboradores.

 

Este Blog, em conjunto com o Banco de Saúde apóia esta iniciativa e convida todos os seus visitantes para participar. Isto pode ser feito de diversas maneiras: Conversando sobre tuberculose com seus amigos e familiares, divulgando as medidas de prevenção e a conscientização coletiva.

 

Utilize seu blog, comunidade e página pessoal para divulgar esta campanha.

tuberculose

Tuberculose

 

A tuberculose é uma das doenças infecto-contagiosas que mais mata no Brasil.

 

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um microrganismo chamado “bacilo de Koch” (BK), conhecido também pelo seu nome científico de Mycobacterium tuberculosis.

 

Apesar de atingir principalmente os pulmões, pode ocorrer em outras partes do nosso corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

 

Muitas vezes, sem ter nos meios de comunicação o mesmo espaço que dengue e AIDS, a tuberculose atinge, sobretudo as classes menos favorecidas. Apontada por muitos como um “mal social”, a sua proliferação está intimamente ligada às condições precárias de vida.

 

Causa da tuberculose

 

A tuberculose é causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”. Esta bactéria espalha-se pelo ar quando é eliminada através da fala, tosse ou espirro de pessoas portadoras de tuberculose, e que não estão em tratamento.

 

Devido a esta forma de transmissão, a convivência com pessoas portadoras de tuberculose, especialmente em ambientes fechados, favorece a contaminação.

A tuberculose não é uma gripe ou pneumonia mal curada. Frio, beber algo gelado não causa tuberculose.

 

Mas algumas condições que reduzem as defesas do organismo podem aumentar a chance de infecção pelo bacilo da tuberculose, incluindo desnutrição, alcoolismo, tabagismo e doenças imunossupressoras, como a AIDS.

 

Sintomas da tuberculose

 

Os sintomas da tuberculose são insidiosos, ou seja, alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante meses ou anos.

 

Os sintomas de tuberculose incluem:

 

·         Tosse seca e contínua (geralmente no início do quadro).

·         Tosse com catarro quando a doença evolui. Podendo surgir pus ou sangue no catarro.

·         Febre baixa, geralmente no final da tarde.

·         Suores noturnos.

·         Perda de apetite.

·         Fraqueza, cansaço e prostração.

·         Perda de peso.

 

Em casos mais graves os sintomas da tuberculose evoluem para:

 

·         Dificuldade para respirar.

·         Dor no peito.

·         Tosse com eliminação de sangue.

 

Diagnóstico da tuberculose

 

O diagnóstico da tuberculose é feito pelo médico com base na história, exame clínico e exames complementares, que podem incluir:

 

·         Radiografia de tórax;

·         Baciloscopia (exame que procura os bacilos da tuberculose no escarro).

 

Tratamento da tuberculose

 

Todo paciente com tuberculose pode ser curado, desde que siga as orientações do médico e faça o tratamento de forma regular.

 

Na maior parte dos casos são utilizados 03 antibióticos, tomados da seguinte maneira: duas cápsulas vermelhas que contém os remédios rifampicina e isoniazida e quatro comprimidos brancos que contém o medicamento pirazinamida.

 

O tempo necessário para o tratamento da tuberculose é, em geral, seis meses.

O tratamento da tuberculose está disponível gratuitamente nos postos de saúde.

 

Caso surjam efeitos colaterais não existentes antes do tratamento, o paciente deverá procurar o posto de saúde no qual está fazendo o tratamento para receber orientações dos profissionais de saúde responsáveis. Não há justificativa para parar o tratamento, a não ser por expressa orientação do médico.

 

Somente o médico pode avaliar se o doente está curado ou não. Muitas vezes, o paciente melhora após um mês de tratamento, mas isto não significa que a tuberculose esteja curada. Ainda assim, o tratamento só deverá ser interrompido por ordem médica.

 

Como prevenir a tuberculose

 

Para prevenir a tuberculose é necessário imunizar as crianças com a vacina BCG. Esta vacina é geralmente aplicada nos primeiros meses de vida.

 

Fonte: Site Banco de Saúde


Febraban prevê inadimplência recorde e admite recessão em 2009

Março 25, 2009

O agravamento do impacto da crise internacional no início do ano refletiu-se em expressiva piora das projeções macroeconômicas das instituições financeiras para o Brasil em 2009, incluindo o aumento da inadimplência e a possibilidade de recessão. “Se a previsão atual se confirmar, vamos ter o nível mais alto de inadimplência em pelo menos sete anos”, disse a jornalistas o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg.

 

Desde a última edição da pesquisa da entidade, em janeiro, a expectativa dos bancos para atrasos superiores a 90 dias nos pagamentos de empréstimos subiu de 4,9% para 5,4% até dezembro.


A consulta feita com 33 instituições também apontou diminuição na expectativa de crescimento do PIB brasileiro, passando de 1,9% para apenas 0,3% neste ano. Sardenberg, no entanto, não descarta a possibilidade de recessão.


“Há possibilidade disso acontecer. Os números da pesquisa sugerem que pode haver novas rodadas de piora”, afirmou.


Consequentemente, os bancos também moderaram as previsões para expansão da carteira de crédito do sistema até dezembro, de 16,2% para 14,2%.

“E esse crescimento vai se dar mais em função do estoque já existente do que por novas operações”, disse.


A maior desaceleração deve se dar nos empréstimos para empresas, segmento cuja expectativa de aumento em 2009 mudou de 19,1% para 15,8%.


Sardenberg avaliou, contudo, que essa deterioração no cenário não deve implicar em aumento adicional dos spreads (diferença entre a taxa paga pelos bancos para captar recursos e a cobrada na concessão de empréstimos).


“Já houve uma antecipação dos bancos. Não acredito em novos aumentos, a não ser que tenha uma nova rodada de piora nas expectativas”, disse o economista.

De acordo com a mediana da pesquisa, 60% dos bancos acreditam que a economia deve começar a se restabelecer em 2010, com um crescimento de 3,2% do PIB.

 

Fonte: Último Segundo /  Reuters


Brasil quer reverter escolha de australiano para órgão da ONU

Março 25, 2009

O governo brasileiro prepara, nos bastidores, uma virada de mesa nas eleições da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma iniciativa que promete causar polêmica no mundo diplomático. O Itamaraty quer impedir que a agência da ONU responsável pela criação de leis de patentes confirme a eleição que escolheu o australiano Francis Gurry como o novo diretor da entidade, derrotando o candidato brasileiro José Graça Aranha por apenas um voto, há cerca de um mês.

 

A guerra das patentes já dura anos nas organizações internacionais e o Brasil insiste que as leis não podem apenas garantir um monopólio permanente para as empresas farmacêuticas, afetando a capacidade dos países emergentes de ter acesso a remédios. O tema se transformou em um dos pilares da política externa comercial, com repercussões nas relações do Brasil com os Estados Unidos e a Europa.


No último sábado, o chanceler Celso Amorim se reuniu com Aranha e com diplomatas em Genebra para delinear uma estratégia de atuação para as próximas semanas.


Gurry foi eleito com o apoio dos países desenvolvidos há cerca de um mês durante a reunião do comitê executivo da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). Mas muitos dos governos de economias emergentes não ficaram satisfeitos com sua escolha e querem abrir um novo processo antes que a Assembléia Geral da entidade, marcada para setembro, confirme o nome do australiano.


Amorim, segundo fontes de seu próprio gabinete, admitiu que a situação do australiano poderia ser insustentável, já que sua permanência poderia significar uma verdadeira paralisia da entidade por causa da briga entre ricos e pobres.


O Brasil, portanto, está inclinado a relançar o debate sobre a votação. Mas o chanceler não exclui a possibilidade de que o novo diretor venha de um terceiro país e não seja o brasileiro Graça Aranha. O objetivo principal do Itamaraty, portanto, seria garantir que o posto máximo na estrutura de patentes no mundo fosse ocupada por alguém “simpático” às posições dos países emergentes. Brasil, Argentina e outros governos insistem que a estrutura de patentes precisa dar espaço para a transferência de tecnologia, maior uso de genéricos e acesso ao conhecimento científico por todos.


Ameaças

Gurry, que é o atual vice-diretor da entidade, ainda está envolvido em uma segunda polêmica. O australiano teve sua imunidade diplomática retirada pela Justiça suíça depois que denunciou à polícia cartas que o ameaçavam e que alegavam ter provas de desvio de recursos e assédio sexual.


As cartas anônimas exigiram que a polícia local fizesse uma busca na OMPI, colhendo inclusive impressões digitais e DNA de funcionários.


Assessores próximos à Amorim confirmaram ao Estado que uma definição do futuro da entidade será tomada nas próximas semanas. O governo fará contatos informais com outros países na tentativa de evitar que o representante dos países ricos assuma o poder por seis anos.

 

Fonte: Agência Estado