OMS eleva alerta da gripe suína; mortos podem chegar a 149 no México
A OMS (Organização Mundial de Saúde) elevou o alerta para a gripe suína do grau 3 para o grau 4, em escala que vai de 1 a 6, nesta segunda-feira. Quanto mais alto o grau, maior o risco de contaminação.
O nível 4 é caracterizado pela transmissão de humano a humano e espalhada em nível de comunidades. O grau 5 é declarado quando há focos em mais de dois países de uma mesma região; e o 6, quando a pandemia é oficial. Essa escala da OMS foi feita em 2005 devido à gripe aviária.
No México, a gripe suína contaminou mais de 1.600 pessoas e matou 22 –esse número pode chegar a 149, se exames laboratoriais apontarem gripe suína como causa da morte em todas as suspeitas. Nos Estados Unidos, o número de casos confirmados é de 40, sendo 20 apenas na cidade de Nova York, em um grupo de alunos de uma escola particular católica que viajou para o México recentemente. No Canadá, há sete casos confirmados.
Foram confirmados casos também na Europa –um na Espanha e dois na Escócia.
No total, 11 países –Colômbia, Suíça, Dinamarca, Reino Unido, Nova Zelândia, Israel, Suécia, China (em Hong Kong), França, Peru e Alemanha– investigam casos de suspeita de gripe suína, sempre envolvendo passageiros que estavam em trânsito no México ou pessoas que tiveram contato direto com esses passageiros.
No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou na noite desta segunda-feira uma nota informando que acompanha o estado de saúde de 11 pessoas que vieram dos países afetados pela gripe suína com os sintomas da doença. De acordo com o órgão, no entanto, nenhum caso foi confirmado até a noite desta segunda-feira.
Segundo o órgão, três casos estão sendo investigados em Minas, dois no Rio, dois no Amazonas, outros dois no Rio Grande do Norte, um em São Paulo e o último no Pará. As pessoas estão sendo monitoradas pelas respectivas secretarias estaduais de Saúde.
O Ministério da Saúde pede que viagens desnecessárias sejam adiadas e que os brasileiros que viajarão para México e EUA usem máscaras cirúrgicas, para evitar contágio.
Fonte: Folha Online
Vírus de gripe suína não pode mais ser contido, diz OMS
O vírus da gripe suína detectado pela primeira vez no México não pode mais ser contido e os governos agora devem se focar em medidas para mitigar seus efeitos, disse um representante de alto escalão da Organização Mundial de Saúde (OMS). A declaração foi feita pelo diretor-geral-assistente da OMS, Keiji Fukuda, quando a organização anunciou que estava aumentando o nível de alerta para quatro – dois níveis abaixo do referente a uma pandemia.
“Com a disseminação do vírus…fechar fronteiras ou restringir viagens tem muito pouco efeito na contenção desse vírus”, disse Fukuda.
Segundo ele, o aumento no nível de alerta sinaliza “um passo significativo em direção a uma pandemia de gripe”, mas ele ressaltou “que uma pandemia não é considerada inevitável”.
Nesta terça-feira pela manhã, a OMS confirmou que 73 casos foram diagnosticados no mundo.
Alerta
A decisão da OMS de aumentar o nível de alerta para 4 – em uma escala que vai até 6 – foi tomada após uma reunião de emergência de especialistas, que foi antecipada em um dia por causa de preocupações com o aumento do surto.
O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em níveis comunitários.
Os primeiros lotes de vacina contra a gripe suína podem estar prontos em quatro ou seis meses, mas, de acordo com Fukuda, levará mais alguns meses para que ela seja produzida em grandes quantidades.
Especialistas em saúde afirmam que o vírus da gripe suína tem a mesma origem de vírus que causam surtos periódicos em humanos. Mas eles afirmam que a nova versão do vírus que foi detectada contém material genético de vírus que normalmente afetam porcos e pássaros.
Mortes no México
Também nesta segunda-feira, o ministro da Saúde do México, José Angél Córdova, afirmou que o número de mortos com suspeita da doença no país aumentou para 152. Destes, no entanto, apenas 20 casos tiveram relação confirmada com a gripe.
Todos os que morreram, segundo Córdova, tinham entre 20 e 50 anos de idade.
Outras pandemias, segundo especialistas, também se caracterizaram por infectarem adultos jovens e saudáveis.
“Estamos em um momento decisivo da crise, o número (de mortos) deve continuar aumentando”, disse Córdova em uma entrevista coletiva.
Córdova afirmou que cerca de 2 mil pessoas foram hospitalizadas desde que o primeiro caso de gripe suína foi registrado, em 13 de abril. Metade delas, no entanto, já teria sido autorizada a voltar para casa.
Escolas em todo o México devem permanecer fechadas até o dia 6 de maio, na medida em que o país tenta combater o surto.
Enquanto Córdova concedia a entrevista coletiva na Cidade do México, onde o surto está concentrado, a capital do país foi atingida por um terremoto de 5,6 graus na Escala Richter. Não houve registros de mortos ou feridos, no entanto.
Outros países
Em quase todos os casos registrados de gripe suína fora do México, os infectados ficaram apenas levemente doentes e conseguiram se recuperar completamente.
Nos Estados Unidos, mais 20 casos foram confirmados no Estado de Nova York. Casos também foram registrados nos Estados de Ohio, Kansas, Texas e Califórnia. O total de casos confirmados no país já chega a 40.
Apenas uma pessoa teria sido hospitalizada por ter contraído o vírus nos EUA, mas já teria se recuperado.
No Canadá, seis casos foram registrados em pontos diferentes do país.
A gripe suína chegou oficialmente chegou à Europa nesta segunda-feira, quando testes confirmaram que um jovem na Espanha e duas pessoas na Escócia estavam infectados com o vírus. Todos eles haviam visitado o México recentemente.
Os infectados na Europa, segundo as últimas informações, estariam se recuperando bem.
Viagens
Também nesta segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado onde recomenda que os cidadãos americanos evitem viagens “que não sejam essenciais” ao México.
“O Departamento de Estado alerta os cidadãos americanos sobre os riscos para a saúde de se viajar para o México no momento, por causa de um surto do vírus H1N1, a “gripe suína”. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) recomenda que sejam evitadas todas as viagens não essenciais ao México no momento”, diz o comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha também pediu que os cidadãos do país evitem viajar para o México.
Fonte: BBC Brasil
Saiba quais os sintomas da gripe suína e recomendações do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde intensificou o monitoramento nos aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da gripe suína, nos voos procedentes do México e dos Estados Unidos.
A partir desta segunda-feira, panfletos serão distribuídos nos aeroportos internacionais com informações sobre a gripe suína que já matou mais de 100 pessoas no México, tem casos confirmados nos Estados Unidos, Espanha e Canadá e suspeitos em outros cinco.
De acordo com ministério, quem esteve nas áreas afetadas pela gripe suína, nos últimos dez dias, deve procurar um posto de saúde caso apresente os sintomas da doença, que são similares àqueles da gripe convencional: febre repentina, tosse, dores musculares e cansaço extremo. Este novo surto, aparentemente, também causa mais diarréia e vômitos que a gripe convencional.
As tripulações das aeronaves vindas dos Estados Unidos e México serão orientadas a informar os passageiros, ainda durante o vôo, sobre os sintomas que definem casos suspeitos, como febre acima de 39 graus, acompanhadas de tosse e/ou dores de cabeça, nos músculos e nas articulações.
Aqueles que apresentarem esses sintomas serão orientados a procurar o posto da Anvisa no aeroporto de desembarque no Brasil e, se necessário, encaminhados para unidades de referência de atendimento na rede pública de saúde.
O ministério também recomenda alguns cuidados que devem ser tomados para quem for viajar para esses lugares:
- Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência em áreas afetadas. Substituir as máscaras sempre que necessário.
- Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
- Evitar locais com aglomeração de pessoas.
- Evitar o contato direto com pessoas doentes.
- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
- Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar.
- Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
- Não usar medicamentos sem orientação médica.
Por meio de nota, o ministério ressalta que não há evidências da circulação do vírus Influenza em humanos no Brasil. O documento informa ainda que o consumo de produtos de origem suína não representa risco à saúde das pessoas.
Um Gabinete Permanente de Emergência – formado por representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – já foi acionado e se reunirá diariamente em Brasília para acompanhar a evolução epidemiológica da situação e indicar as medidas adequadas ao país.
As coordenações estaduais de vigilância em saúde foram orientadas para comunicar imediatamente a ocorrência de casos suspeitos ao Ministério da Saúde, por meio das 19 unidades que integram a rede do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).
Fonte: IG / Último Segundo
Cinco países anunciam embargo à carne suína
O embargo à carne suína se prolifera, mesmo com as garantias da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e de produtores de que o consumo não aumenta o risco de pandemia de gripe suína. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) disse que o nome da doença está incorreto e deveria chamar-se “gripe americana”, já que tem origem na América do Norte. Segundo a OIE, não há nenhum porco afetado. Por isso, o nome mais adequado deveria ser influenza americana, assim como foi denominada a gripe que atingiu o mundo em 1918 e 1919 e matou 50 milhões de pessoas.
China, Rússia, Coreia do Sul, Indonésia e Tailândia anunciaram que estão impedindo a entrada de carnes dos Estados Unidos e do México. Por enquanto, o país mais afetado são os Estados Unidos – 25% da produção de carne suína norte-americana é exportada. Segundo a Federação de Exportadores de Carne dos Estados Unidos, o setor vendeu US$ 4,9 bilhões ao exterior em 2008.
Em teoria, o embargo poderia favorecer as exportações brasileiras, que não foram atingidas pela restrição. Mas os produtores e o governo brasileiros estão cautelosos e preferem garantir que não haja fechamento dos mercados. “Não queremos que esse problema se chame gripe suína. Ela é uma gripe mexicana”, disse Pedro Camargo, presidente da Associação dos Produtores de Carne Suína no Brasil. “O problema é de saúde humana, não animal”, disse, temendo que um caso no Brasil acabe colocando o País na lista dos exportadores que sofrem embargos.
O Brasil iniciou uma ofensiva diplomática para que entidades internacionais esclareçam que o consumo de carne não é uma ameaça. O Ministério da Agricultura do País entrou em contato ontem com a alta cúpula da OIE e conseguiu um compromisso da entidade de que um comunicado seria publicado, alertando que não existe um problema de saúde animal e o consumo de carne não precisa ser suspenso. Ontem, circularam rumores de que a Ucrânia iria barrar toda a carne suína das Américas, inclusive do Brasil.
Escrito por eduardoferreira 
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