GRAVIDEZ

Maio 30, 2009

Homens também engordam durante gravidez

Estudo mostra que homens ganham peso durante a gravidez de suas parceiras.

 

Uma pesquisa britânica, realizada pela empresa de marketing Onepoll, sugere que os homens ganham em média 6,3 kg durante a gravidez de suas parceiras. Foi observado também que a cintura daqueles que engordaram aumentou cerca de 5 centímetros.

 

Entre os 5 mil entrevistados, cerca de 25% afirmou ter comprado novas roupas, devido ao ganho de peso causado pela paternidade.

 

Um quinto dos pais pesquisados declarou que só percebeu o aumento de peso quando suas roupas não serviam mais. E 19% deles foram alertados sobre o ganho de peso por amigos, geralmente com piadas.

 

De acordo com a pesquisa, o aumento de peso pode estar relacionado com o maior consumo de alimentos, principalmente lanches e petiscos gordurosos.

 

Um quinto dos participantes afirmou ter feito refeições maiores durante a gravidez da parceira, e 41% revelaram que havia mais lanches e petiscos em casa. Entre os lanches prediletos estavam pizza, chocolate, batata frita e cerveja.

 

Logo, uma das conclusões do estudo foi que 25% dos homens consomem mais comida para fazer com que as parceiras grávidas se sintam melhores a respeito do próprio ganho de peso durante a gestação.

 

Um porta-voz da Onepoll disse que a mulher normal ganha quase 13 kg durante a gravidez. Ele acrescentou que as mulheres são estimuladas as consumir 300 calorias a mais por dia, comendo lanches saudáveis, para garantir que as necessidades nutricionais do bebê sejam atendidas.

 

“Então, se os armários da cozinha, de repente, estão cheios de lanches e comida, não é de se admirar que os homens fiquem tentados a comer também. O único problema parece ser que os homens estão escolhendo lanches como doces e bolos, e não acho que as mulheres possam ser responsabilizadas pelo fato de os maridos beberem mais cerveja”, afirmou.

 

Foi descoberto também que 42% dos casais entrevistados passaram a visitar mais restaurantes e bares, para tentar aproveitar o pouco tempo que teriam juntos antes do nascimento do bebê.

 

Mas, apesar do ganho de peso, apenas um terço dos pesquisados acompanhou a parceira em uma dieta após a gravidez.

 

“A pesquisa mostra que o comportamento dos pais durante a gravidez de suas parceiras é muito importante, não apenas para eles, mas devido ao impacto de seu comportamento no comportamento da mulher. Isto, claro, pode afetar a saúde do bebê”, afirmou um porta-voz da organização britânica Instituto Paternidade.

 

Fonte: BBC


PETRÓLEO

Maio 30, 2009

Brasil deverá abrir os seus vastos campos pré-sal para exploração internacional

Companhias petrolíferas internacionais serão convidadas a fazer ofertas para concessões nos enormes campos “pré-sal” no Brasil já no próximo ano, afirmou ao “Financial Times” o ministro brasileiro das Minas e Energia, Edson Lobão.

O Brasil parou de vender concessões na área marítima pré-sal – que, segundo os executivos da indústria petrolífera, rivalizará em tamanho e importância com os campos do Mar do Norte – logo após a sua descoberta em 2007.
Desde então o governo vem trabalhando em novas regulamentações para a área, que representa enormes desafios operacionais, mas onde as chances de se encontrar grandes quantidades de petróleo de alta qualidade são bem maiores do que em outros campos petrolíferos brasileiros.
Lobão disse que a Petrobras, a companhia petrolífera brasileira de capital aberto, mas controlada pelo governo, não poderia dar conta sozinha da enorme tarefa de explorar as reservas, que ficam distantes da costa, sob vários quilômetros de água, rocha e uma camada de sal difícil de ser perfurada.
“Certamente realizaremos leilões no ano que vem. Isso significa que as companhias de petróleo podem preparar as suas reservas financeiras”, disse ele em uma entrevista.
Analistas da indústria petrolífera ficaram surpresos com a declaração. “Ela baseia-se na premissa de que Brasília seja capaz de promulgar uma nova estrutura regulatória no curto prazo, mas há tantas partes envolvidas na exploração desses campos que o debate legislativo poderá ser mais árduo do que o esperado”, afirma Roseanne Franco, analista para a América Latina da PFC Energy, em Washington, D.C.
O Brasil vendeu várias concessões nos campos pré-sal antes que o potencial da área ficasse claro e prometeu não modificar esses contratos.
Os analistas dizem que a Petrobras, que tem parceiros como a ExxonMobil dos Estados Unidos, a BG do Reino Unido, a Galp de Portugal, a Repsol da Espanha e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, ficará ocupada durante muitos anos explorando essas concessões.
Muitos observadores acreditam que o governo tem pressa em aprovar novas leis, que serão controversas e dificilmente passarão pelo congresso brasileiro no futuro próximo, especialmente levando-se em conta que 2010 será um ano eleitoral.

Lobão disse ser favorável a cláusulas restritivas para as novas companhias que explorarão os campos pré-sal e à criação de uma nova companhia petrolífera inteiramente controlada pelo governo para supervisioná-los. Não obstante, ele afirmou estar consciente do risco de alienar as companhias petrolíferas internacionais, e citou a experiência amarga da Venezuela e do México.
Após mais de 50 anos de domínio, o México e a Venezuela correm o risco de perder as suas posições como os dois mais importantes exportadores de petróleo do continente, o que significaria abrir mão da influência internacional derivada do fato de abastecerem os Estados Unidos, a maior economia mundial.

Ao mesmo tempo em que vários governos, da China aos Estados Unidos, bem como companhias petrolíferas internacionais, fazem fila para auxiliar o Brasil a explorar os seus vastos campos petrolíferos, eles estão desdenhando o México e as suas cláusulas financeiras restritivas e saindo da Venezuela após anos de dolorosas renegociações de contratos.
Hugo Chávez, o presidente populista da Venezuela, confiscou campos de petróleo de posse de grupos petrolíferos internacionais e recentemente ordenou às forças armadas que assumissem os projetos das empresas de serviços petrolíferas que ele não é mais capaz de pagar. Chávez dizimou a PDVSA, a companhia petrolífera nacional que no passado era respeitada.
Tudo isso afetou profundamente a capacidade venezuelana de produzir petróleo. A produção caiu de 3,4 milhões de barris diários pouco antes de Chávez assumir o poder em 1999 para os atuais 2,4 milhões – bem abaixo da meta de seis milhões de barris diários que o governo anterior do país tinha estabelecido para 2012.
O México está sem dúvida em uma situação ainda pior. Durante décadas o país usou a Pemex como o cofre nacional, obrigando a empresa a incorrer em profundas dívidas, mas proibindo-a de recorrer a companhias petrolíferas estrangeiras para a obtenção de ajuda de investimento nos seus campos de petróleo.

Tudo isso teve graves consequências. A Pemex tem sido incapaz de deter o declínio natural acentuado do gigantesco e antigo campo de petróleo Cantarell, que no seu apogeu produzia mais de dois milhões de barris diários, e que atualmente não produz nem a metade disso.
Apesar das recentes reformas políticas, o México enfrenta atualmente a perspectiva assustadora de tornar-se um importador líquido de petróleo dentro de uma década.
Já o Brasil nos últimos dez anos dobrou a sua produção diária de petróleo para 2,3 milhões de barris e está começando a exportar. Lobão chegou a dizer que o país entrará para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), tão logo o volume das exportações aumente.
Fonte: Financial Times / Tradução: UOL


Entrevista de emprego

Maio 30, 2009

Como se comportar em uma entrevista de emprego

Para se dar bem na entrevista de emprego, controle a ansiedade… Sinceridade e informações sobre a empresa são os requisitos para brilhar nas seleções.

 

Você está sendo observada. É o centro das atenções. As mãos tremem, o coração dispara, os pensamentos embaralham. Quem vai para a entrevista de emprego nervosa ou com medo de encarar o desconhecido comete o mais crucial dos erros, que pode comprometer todo o processo. Afinal, este é o seu momento, a oportunidade única de vender seu peixe, de convencer o entrevistador de que é a candidata ideal para a vaga. Portanto, muita calma nesta hora. Respire fundo e tente controlar a ansiedade.

 

Antes de mais nada, prepare-se bem. Faça uma reflexão mental sobre a sua carreira: Quais são suas qualidades? E seus defeitos? Você sabe citá-los e explicar como está tentando superá-los? O que é marcante na sua personalidade? Como sua carreira tem evoluído? Onde pretende chegar daqui a cinco anos? São perguntas que certamente aparecerão na entrevista e você deve estar pronta para respondê-las. 

 

Na hora de falar sobre a vida profissional, seja clara, objetiva e segura. Nada de dar detalhes sobre todos os empregos pelos quais já passou. Isso está no currículo e pode fazer o sujeito que está analisando-a bocejar de tédio.

 

Mandar aquela resposta pronta e bonitinha só porque ouviu dizer que “pega bem” também não está com nada. Falar que seu defeito é “ser perfeccionista”, por exemplo, é um dos maiores clichês das entrevistas. As pessoas gostam de citá-lo porque a perfeição, na verdade, é vista mais como uma virtude do que uma falha. Mas se você NÃO é perfeccionista, por favor, cite um defeito verdadeiro. Os psicólogos não são bobos e sabem quando o candidato está mentindo.

 

Fale a verdade!!

                                                        

“Ser sincera é sempre a melhor saída”, garante Roberta Giuliano, sócia da Passarelli Consultores, empresa paulista que faz seleção de altos executivos. Se você não é fluente em inglês, por exemplo, mas diz que é, corre o risco de pôr toda a entrevista a perder. Imagine se o entrevistador resolve testar o seu nível do idioma. E já de cara você se enrola para responder… Foi desmascarada e perdeu a confiança do representante   da companhia… 
A paulistana Carla Godoy Takatohi, 28 anos, ficou desempregada durante cinco meses e passou por seis processos de seleção até conseguir ser contratada, em maio deste ano, como gerente de marketing e novos negócios de uma confecção. Na opinião dela, é importante ser natural e mostrar quem você é, sem truques. “Assim a empresa pode analisar se o seu perfil interessa ou não. Se a companhia comprar gato por lebre, essa parceria pode não dar certo. A contratação pode ser malsucedida e os dois lados saírem perdendo.”

Carla aconselha mostrar resultados práticos do seu trabalho durante a conversa. “Se você é vendedor e aumentou as vendas na empresa em que trabalhou, por exemplo, leve os números e apresente. Se você tinha uma meta a cumprir e a atingiu, mostre os dados. Resultados técnicos sempre impressionam.”

 

Mostre vontade

 

Fazer uma pesquisa sobre a empresa na qual você disputa uma vaga é essencial. Gladys Zrncevich, sócia da A2Z Consultores, que também seleciona executivos para grandes empresas, afirma que é imperdoável seguir para uma entrevista sem saber, em detalhes, o que a empresa faz, qual o seu tamanho e seus valores. “Isso evidencia desinteresse do candidato pelo posto. E o objetivo da seleção é justamente escolher quem melhor se encaixa na empresa e na função a ser exercida.” A dica então é se empenhar. Vasculhe sites à procura de todas as informações possíveis. 

 

Sacar o “jeitão” da companhia, segundo Gladys, ajuda até na hora de decidir o que vestir para se apresentar. “Se a empresa é informal, chegar lá de terninho não vai ser uma boa. Também pode acontecer o contrário: se o empregador é muito formal, aparecer de jeans não é a escolha correta.”

 

E lembre-se: se você realmente está interessada na vaga, demonstre sua vontade de fazer parte daquela companhia. Motivação e postura positiva contam muitos pontos na hora da seleção.

 

O momento da entrevista também serve para você avaliar se a vaga em questão lhe interessa. Então,  não se acanhe em perguntar sobre as atribuições do cargo, tamanho da equipe, estilo de gerenciamento, enfim, tudo o que for necessário para tirar suas dúvidas.

 

Regras mais do que básicas

 

>> Bom senso e bons modos causam boa impressão. Evite decotes, saias curtas ou maquiagem carregada. E nada de gírias ou informalidades como chamar a recrutadora de “querida”. Chegar atrasada nem pensar.

 

>> Se você tiver um blog pessoal, não precisa incluí-lo no currículo. Cuidado também com sua página no Orkut. Muitas companhias pesquisam páginas pessoais na internet para saber se o candidato tem algo a esconder. Seja criterioso ao escolher comunidades e ao fazer comentários em redes de relacionamentos da web.

 

>> Nunca fale mal de antigos chefes ou colegas, por mais que não goste deles.

 Fonte: Revista M de Mulher – Por: Regina Terraz


Saúde Bucal

Maio 30, 2009

Clareamento Dental

Como é realizado o clareamento de dentes?

 

Há muitas maneiras de clarear os dentes, de creme dental com ação clareadora e outros produtos que removem manchas superficiais a custos reduzidos, a técnicas ativadas por luz executadas no consultório de um dentista e que podem custar em torno de R$ 1.000 ou mais dependendo do profissional.

 

Todas as técnicas de clareamento são realizadas de uma dessas duas maneiras:

 

Procedimentos clareadores que modificam a cor natural dos dentes, deixando-os com tons de cinco a sete vezes mais claros. Tanto o clareamento realizado no consultório (assistida) quanto aquele realizado em casa (moldeira) utilizam alvejantes. Os princípios ativos mais freqüentemente contidos nos alvejantes são o peróxido de carbamida e o peróxido de hidrogênio a concentrações de 10 a 22%, que ajudam na remoção tanto das manchas superficiais quanto das profundas. Há diferenças de custo entre os diferentes procedimentos:

 

  • Uma sessão de clareamento ativada por luz no consultório do dentista, às vezes chamadas clareamento assistido (clareamento no consultório), pode custar em torno de R$ 500 ou mais dependendo do profissional, e seus resultados são dentes muito mais brancos, instantaneamente. Porém, após um ano comendo e bebendo normalmente (café, chá, refrigerantes), seus dentes perdem ligeiramente a cor e novas manchas aparecem. Para ter seus dentes brancos novamente você deverá repetir a sessão de clareamento ativado por luz.
  • Uma moldeira personalizada criada pelo seu dentista para clarear os dentes em casa, custa por volta de R$ 300 por arcada dentária, e deve ser usada durante muitas horas durante o dia, ou durante a noite por duas semanas. Quando você observa novas manchas, deve apenas usar a moldeira novamente por uma ou duas noites para removê-las.
  • Produtos vendidos sem receita nas farmácias para clarear os dentes incluem moldeiras que se adaptam depois de aquecer e morder, gel alvejante aplicado por um pincel, e fitas de clareamento com preços que variam em torno de R$ 20 a R$ 150, dependendo do produto de branqueamento.

 

Procedimentos não clareadores funcionam por ação física e/ou química para ajudar a remover manchas superficiais. Todas os cremes dentais recaem no uso de um leve desgaste para remoção de manchas superficiais entre consultas odontológicas. Cremes dentais clareadores contêm agentes químicos ou polidores para promover a remoção adicional das manchas. Uma limpeza profissional feita por uma dentista ou higienista também envolve desgaste para remoção de manchas mais externas causadas por alimentos ou tabagismo.

 

Cada um responde de maneira diferente a cada tipo de clareamento. Algumas pessoas respondem bem aos cremes dentais clareadores, enquanto outras, com dentes acinzentados ou outro tipo grave de descoloração, necessitam de facetas laminadas de porcelana(abordados ainda nessa sessão) para obter os sorrisos que sempre desejaram. Apenas seu dentista ou higienista podem determinar o que é melhor para você.

 

Fonte: TERRA / Saúde / Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive


Ecologia – Créditos de Carbono

Maio 30, 2009

Como funcionam os créditos de carbono?

Países desenvolvidos podem comprar créditos para atingir as metas de diminuição da emissão de poluentes

 

Para entender os créditos de carbono, é preciso compreender primeiro o efeito estufa e o Protocolo de Kyoto. O efeito estufa faz parte da dinâmica do planeta e, graças a ele, a Terra é mais quente do que o espaço e tem a temperatura ideal para que os seres vivos sobrevivam. Funciona da seguinte forma: parte do calor irradiado pelo Sol é devolvido ao espaço. Porém, parte desse calor fica presa na atmosfera e é responsável por manter o planeta aquecido. O problema é que o excesso dos chamados gases estufa (gás carbônico, metano, óxido nitroso, fluoretos de enxofre e vapor d´água) amplifica esse fenômeno e faz com que mais calor seja retido na superfície do planeta, provocando o aquecimento global. Hoje em dia, os pesquisadores descobriram que não são só os gases que provocam esse efeito. O chamado carbono negro, que é a fuligem da fumaça, também tem papel importante nesse mecanismo. “A fuligem provoca o sombreamento da superfície e esquenta a atmosfera. Além disso, modifica a formação das nuvens, o que muda o equilíbrio térmico do planeta”, explica Kenny Tanizaki Fonseca professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Mais sobre efeito estufa

 

Apesar de ser impossível prever com certeza quanto o planeta deve aquecer nos próximos anos, a preocupação para minimizar os efeitos do aquecimento global é presente no mundo todo. Em 1997, 189 países membros das Nações Unidas se reuniram em Kyoto, no Japão, e assinaram um tratado em que se comprometem a reduzir as emissões de gás estufa em 5% em relação aos níveis de 1991. Em 2005, esse protocolo entrou em vigor e os países signatários deveriam atingir a meta até 2008. Até 2012 deve ser firmado um novo acordo, que já está em negociações. Uma das críticas ao Protocolo é que só estão obrigados a diminuir as emissões os países na lista de nações desenvolvidas. Ou seja, o Brasil ainda não tem metas a cumprir, apesar de estar na lista dos 20 países que mais poluem. “Ao contrário do que acontece no resto do mundo, 2/3 das emissões brasileiras estão ligadas ao uso do solo, desmatamento, queimadas e conversão de florestas em sistemas agropecuários. O próximo acordo também deve  incluir o desmatamento, que tem a ver diretamente com o nosso país”, afirma Kenny.
Um dos mecanismos a que os países desenvolvidos podem recorrer para cumprir a meta é comprar os chamados créditos de carbono de países que diminuíram suas emissões. Assim, uma empresa brasileira, por exemplo, pode desenvolver um projeto para reduzir as emissões de suas indústrias. Esse projeto passa pela avaliação de órgãos internacionais e, se for aprovado, é elegível para gerar créditos. Nesse caso, a cada tonelada de CO2 que deixou de ser emitida, a empresa ganha um crédito, que pode ser negociado diretamente com as empresas ou por meio da bolsa de valores. “Porém, os países só podem usar esses créditos para suprir apenas uma pequena parte de suas metas”, explica Kenny Fonseca. Mesmo com essa restrição, o mercado de crédito de carbono está em pleno desenvolvimento, principalmente por causa do chamado mercado voluntário. Nele, mesmo países que não precisam diminuir suas emissões ou que não assinaram o Protocolo de Kyoto podem negociar créditos. Segundo um relatório divulgado por duas organizações americanas do setor de mercado ambiental, Ecosystem Marketplace e New Carbon Finance, em 2008 o mercado voluntário de carbono movimentou 705 milhões de dólares, por um preço médio de 7,34 dólares por crédito de carbono. Kenny Fonseca explica que o Brasil é um dos países que mais formulam projetos que geram créditos de carbono e que a expansão desse mercado é inevitável. “É muito difícil para os países desenvolvidos conseguirem atingir suas metas. Desde que o Protocolo de Kyoto foi assinado, houve um aumento populacional, acompanhado do aumento da necessidade de insumos. E isso acarreta um aumento natural da emissão de poluentes”, afirma.

 

Fonte: Revista NOVA ESCOLA – Por Paula Sato (novaescola@atleitor.com.br)


Dólares – Investimentos estrangeiros

Maio 30, 2009

Brasil volta a ser o paraíso dos investimentos estrangeiros, diz “El Pais”

O Brasil voltou a ser “o paraíso dos investidores estrangeiros”, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário espanhol “El País” em sua versão online.
“Apesar da crise financeira mundial, os investimentos que chegaram de fora do país duplicaram em abril. Os analistas econômicos opinam que, depois de um primeiro trimestre incerto, os investidores estrangeiros estão devolvendo a confiança ao Brasil”, diz o jornal.

 

Segundo a reportagem, o fato tem duas explicações. A primeira, que a crise mundial afetou apenas “ligeiramente” o Brasil, e o país poderá crescer em 2010 de 4% a 5%, segundo o ministro (da Fazenda) Guido Mantega”.
Em segundo lugar, os juros, que já baixaram a 10,25% e podem chegar a 9% até o final do ano, continuam entre os maiores do mundo e “seguem sendo apetitosos para os investidores”.
O jornal observa que a não ser que haja uma forte retirada de recursos nos últimos dias do mês, o resultado dos investimentos estrangeiros em maio deverá ser o melhor desde abril do ano passado.
Apesar dos números positivos em relação aos investimentos, a reportagem comenta que eles trazem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a preocupação com a valorização do real por conta da forte entrada de recursos no país.
“The Times”
A situação econômica do Brasil e os efeitos da crise mundial também foram tema de um artigo de opinião publicado nesta quinta-feira pelo diário britânico “The Times”.
O colunista econômico Anatole Kaletsky, após visitas à África do Sul e ao Brasil, diz que os dois países, apesar de atingidos fortemente pela crise, “parecem mais fortalecidos do que deprimidos pela experiência”.
“A notável resistência dessas economias e a confiança de suas comunidades empresariais, de sua mídia e de seus mercados financeiros, em contraste com a melancolia apocalíptica na Grã-Bretanha, Europa e Estados Unidos, destaca as três transformações que esta crise trouxeram à tona”, diz o colunista.
A primeira transformação, segundo ele, é a emergência da classe média nos países desenvolvidos como principal motor do crescimento econômico global nas próximas décadas.
Ele observa que os cálculos do FMI indicam que as economias emergentes contribuirão com 100% do crescimento global até 2010, e pelo menos 70% nos cinco anos seguintes.
A segunda transformação, de acordo com Kaletsky, é “a habilidade das economias emergentes de determinar seus próprios destinos, independentemente do sucesso ou do fracasso das políticas econômicas dos Estados Unidos ou da Europa”.
“Apesar de as economias emergentes não terem conseguido se isolar completamente da crise global, elas conseguiram finalmente refutar o clichê de que quando os Estados Unidos espirram, o mundo pega pneumonia”, diz o artigo.

A terceira mudança, segundo o colunista, é a transformação política e social provocada pelo crescimento da classe média, com o fortalecimento de democracias de livre-mercado plurais e liberais.

 

Fonte: BBC Brasil


PAC – Somente promessas eleitoreiras?

Maio 30, 2009

PAC 2 anos: apenas 3% das obras estão concluídas

PAC_Dilma_Lula

 

Levantamento inédito realizado pelo Contas Abertas, com base nos relatórios estaduais divulgados pelo comitê gestor do programa, aponta que de um total de 10.914 empreendimentos distribuídos nas 27 unidades federativas do país, apenas 3% foram concluídos e 74% sequer saíram do papel nos dois primeiros anos do PAC. As informações englobam investimentos previstos pela União, empresas estatais e iniciativa privada – período 2007-2010 e pós 2010 - atualizados até dezembro de 2008.

 

Em relação à quantidade global de empreendimentos, o estado de São Paulo é o mais bem contemplado pelo PAC, com 1.051 projetos exclusivos do programa. Também é o estado com o maior número de obras em andamento (287) e com a maior porção de projetos concluídos em relação às demais unidades federativas (39).
Apesar disso, outros 725 empreendimentos no estado mais rico do país ainda estão no papel; em fase de contratação ou contratado, licitação ou apenas no estágio de ação preparatória. O trem de alta velocidade que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, por exemplo, ainda está listado como ação preparatória, tal como outros quatro projetos para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, e dois para o aeroporto internacional de Guarulhos.
Já o estado de origem da ministra-chefe da Casa Civil e “mãe do PAC”, Dilma Rousseff, é o segundo em quantidade de obras previstas e o terceiro em empreendimentos concluídos. Em Minas, são 1.005 projetos, dos quais 776 ainda estão no papel, o equivalente a 77% do total de obras no estado, como a construção da pista dupla do contorno de Belo Horizonte, BR-381, que está em fase de ação preparatória. Outros 204 projetos estão em andamento. De acordo com o relatório estadual, 25 obras exclusivas para Minas Gerais foram finalizadas.

A Bahia ocupa o terceiro lugar na lista de estados mais favorecidos pelo programa em relação à quantidade de obras. São 917 empreendimentos previstos para a unidade federativa, das quais 80% não passaram das fases licitatória, de contratação, em contratação ou de ação preparatória. Outros 168 projetos já inauguraram o canteiro de obras, e somente 16 projetos, o que representa 2% do total, foram concluídos. Entre os já inaugurados estão o campo de gás natural de Manati, no sul do estado, e a ampliação e readequação do sistema viário de acesso ao aeoporto de Salvador.
O Mato Grosso do Sul, por sua vez, é o terceiro estado com o maior número de obras concluídas (26), atrás de São Paulo e Minas Gerais. Com apenas 300 empreendimentos previstos, o estado tem 104 obras em andamento e 170 ainda em fases precedentes. Somados, os projetos concluídos apenas nestes três estados (MS, SP e MG), 90 no total, equivalem ao mesmo número de obras concluídas em toda a região Nordeste mais as cinco menores unidades federativas do Norte – Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins.
No Nordeste, a propósito, todos os estados apresentam percentual de obras concluídas inferior a 2% em relação ao total de empreendimentos em cada unidade federativa. O Maranhão, por exemplo, tem o pior desempenho, com apenas três obras finalizadas, de um total de 385 empreendimentos previstos para o estado. Mais de 320 deles ainda estão em fase inicial no estado, como a linha de transmissão Açailândia-Presidente Dutra e a construção do berço 108 no porto de Itaqui.
No Piauí, dos 418 projetos previstos, mais de 87% das obras também continuam no papel. Também no Nordeste, o estado natal do presidente da República, Pernambuco, é o segundo com o maior índice de projetos que ainda não estão em fase de execução física. Cerca de 86% dos 679 empreendimentos distribuídos pelo estado se encontram nessa situação. Clique aqui para ver o levantamento dos estágios das obras do PAC por estado.

Ineficiência

Embora os números e resultados não sejam favoráveis ao programa, para José Matias Pereira, especialista em finanças públicas, o desenvolvimento de um projeto da dimensão do PAC não depende apenas de vontade política. “Na prática você encontra uma série de dificuldades e uma delas é a ineficiência da máquina governamental, que não tem estrutura para suportar um programa dessa dimensão”, afirma Matias.

 

Segundo o especialista, existe a expectativa de que o presidente Lula consiga fazer um sucessor e que este continue com o PAC. “Creio que o programa continuará no próximo governo, mesmo que com outro nome ou nas mãos de outro governo. Imagino, também, que o governo já esteja consciente de que não vai conseguir inaugurar essas obras até o fim de 2010, mas certamente ele irá priorizar obras de maior impacto político, econômico e social, até para mostrar que o PAC cumpriu seu objetivo”, destaca.
O levantamento do Contas Abertas foi encaminhado, por e-mail, para apreciação da Casa Civil da Presidência da República, órgão responsável por gerir o PAC. No entanto, até o fechamento da matéria, a pasta não se manifestou sobre os dados. De forma geral, há um reconhecimento por parte de autoridades do governo de que a execução do PAC não é a ideal por motivos relacionados a questões ambientais, questionamentos sobre áreas indígenas, recursos em licitações e paralizações determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“PAC orçamentário”
Tratando-se do “PAC orçamentário”, ou seja, obras e projetos da administração federal direta passíveis de monitoramento por meio do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), os investimentos também esbarram na lentidão. Dos R$ 56,3 bilhões previstos desde 2007, apenas R$ 21,1 bilhões (37%) foram efetivamente desembolsados até o último dia 27 de abril, incluindo os chamados restos a pagar – dívidas de anos anteriores roladas para os exercícios seguintes. Os investimentos no PAC realizados por empresas estatais e iniciativa privada não estão incluídos nestes valores.
Entre os estados com pior desempenho estão Rondônia, com cerca de R$ 107 milhões gastos dos quase R$ 536 milhões previstos neste mesmo período, e o Espírito Santo, que teve apenas 23% dos R$ 420 milhões exclusivos do programa gastos. Tocantins e Paraíba, por outro lado, têm execução de mais da metade de seus orçamentos provenientes do PAC, respectivamente 75% e 62%. Veja aqui relação completa do “PAC orçamentário” por unidade da federação com dados atualizados até o dia 27 de abril.
Vale ressaltar que os índices de execução do chamado “PAC orçamentário” irão aumentar no decorrer do ano. Por enquanto (até o último dia 23), o governo aplicou R$ 3 bilhões de uma dotação prevista de R$ 20,8 bilhões para 2009.  

Fonte: Contas Abertas – Por Milton Júnior e Amanda Costa


Rita Guedes

Maio 30, 2009

Rita de Cássia de Sousa Guedes é uma atriz brasileira nascida na cidade de Catanduva, em 02 de janeiro de 1972.

Estreou na novela Despedida de Solteiro, quando sua carreira deslanchou, tanto na televisão como no teatro. Rita Guedes possui mais de 10 novelas, 3 longas metragens, 7 curtas, mais de 10 peças de teatro e inumeras participações em séries, comoCarga Pesada e o programa Você Decide.

Rita Guedes foi capa da edição de março de 2006 da revista masculina Playboy. Em 1994 fez um ensaio sensual para a revista Sexy

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DORES NAS COSTAS

Maio 28, 2009

Coluna Vertebral: proeza da natureza

As dores nas costas respondem por 5% das consultas médicas e são uma das causas mais comuns de incapacitação para o trabalho. Estudos recentes também sugerem que 70% das pessoas sofrerão pelo menos uma crise severa de dor nas costas ao longo de suas vidas. Por que isso acontece?

 

Dos primeiros dinossauros ao cachorro do vizinho, a coluna vertebral quase sempre assumiu uma posição horizontal, com o peso do corpo distribuído em quatro apoios. Nos seres humanos, contudo, a coluna é mantida em uma posição vertical.

 

O andar ereto permitiu aos nossos ancestrais o domínio do fogo e a elaboração de ferramentas sofisticadas, como a pipoca de microondas e a TV a cabo digital com múltiplos canais de evangelização eletrônica, tudo para que – derradeiramente – construíssemos a magnífica civilização moderna como a conhecemos. De quebra, no decurso deste processo involutivo, mudamos nossa ergonomia e terminamos com um lumbago de herança.

 

Engenharia

 

A coluna não é um osso solitário, mas uma peça inacreditável de engenharia. Constituída por dezenas de vértebras articuladas interpostas por anéis cartilaginosos, ela é capaz de absorver impactos imensos.

 

Para ter uma idéia, graças à estrutura complexamente flexível e resistente da coluna, você pode amarrar seu próprio tênis, pular de uma escada e testar uma página inteira do Kama Sutra. Ao mesmo tempo.

 

A coluna é dividida em seis partes: cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea. O pescoço (coluna cervical) contém sete vértebras, que se tornam maiores à medida que se aproximam da região dos ombros. Em seguida, as 12 vértebras da coluna torácica se estendem dos ombros até a coluna lombar, que por sua vez é constituída por cinco vértebras bem maciças.

 

A esta divisão se segue a coluna sacral, cujas vértebras fundidas se articulam de cada lado com os ossos da pelve. Finalmente, abaixo do sacro, está a parte final da coluna, o cóccix, que, em alguns animais cordatos e mulheres com sobrenome de fruta, pode prosseguir formando uma extraordinária cauda.

 

Pescoçudos

 

A primeira vértebra cervical articula com o crânio e atende pelo nome de Atlas, em referência ao deus grego que sustentava o mundo em suas costas. Nada mais apropriado: o pescoço nunca descansa.

 

Dotado de grande flexibilidade, ele está sempre tentando equilibrar a cabeça, uma tarefa do meu ponto de vista inútil durante toda a adolescência. Em contrapartida, da mesma forma que o Rubens Barrichello, a coluna torácica e sacral são relativamente imóveis.

 

A coluna vertebral também protege a medula, um tudo de 10 bilhões de células especializadas que estabelecem uma via de comunicação nervosa entre o resto do corpo e os centros de comando inteligentes no cérebro humano.

 

Mas este esquema não funciona exatamente desse modo em todo mundo: nos gestores públicos, por exemplo, os cientistas descobriram que a medula ainda procura por um destino viável dentro crânio.

 

Por causa da posição ereta, das cargas de tensão e da distribuição desigual de peso ao longo de seu eixo, as vértebras são continuamente empurradas para frente e para fora do alinhamento. Não surpreende que este desgaste permanente possa resultar em desconforto.

 

Para ajudar a preservar sua coluna e diminuir o risco de crises dolorosas, anote aí algumas informações importantes:

 

- Dores que pioram à noite ou com o repouso na cama podem ser causadas por depressão. Nestes casos, um tempo sob antidepressivos pode valer à pena.

- Dor e rigidez mais intensas ao acordar, e que desaparecem gradualmente após cerca de 30-60 minutos de atividade, em geral são causadas por problemas inflamatórios.

- Se dor é mais intensa ao ficar de pé ou andar, e alivia na posição sentada, a causa mais provável é uma fratura por estresse na parte interarticular de alguma vértebra.

- Se a dor nas costas estiver associada à dormência nas pernas, nas nádegas, na região perineal ou perda do controle da urina ou das fezes, procure atendimento médico com urgência: você pode estar sofrendo de hérnia de disco.

- Movimentos repetidos, exercícios inadequados, problemas posturais e o consumo de cigarros tornam a coluna mais propensa a lesões. Faça tudo isso se quiser manter o emprego do seu ortopedista.

Apesar do terrorismo, a maioria dos casos de dores nas costas desaparece após alguns poucos dias, bastando que você não exagere no tratamento e siga corretamente as orientações do seu médico de confiança.

 

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

 

Durante o repouso, o disco cartilaginoso que separa as vértebras se expande, absorvendo líquido. Esta retenção de fluidos pode aumentar o comprimento da coluna em até 2,5 cm em uma noite.

 

Ao acordar e andar para fazer as atividades do dia, este líquido extra é lentamente espremido e expulso dos discos. Por causa deste mecanismo de absorção noturna e expulsão diurna de água nos discos intervertebrais, você possui uma estatura maior pela manhã que ao final do dia.

 

Fonte: Yahoo / Dr. Alessandro Loiola*/Especial para BR Press


Ecologia – Mata Atlântica

Maio 28, 2009

Mata Atlântica está reduzida a 7,9% de sua área original, aponta estudo

A Mata Atlântica está reduzida a 7,9% de sua área original no país, segundo indicam dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica para o período de 2005 a 2008. O estudo foi realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgado hoje (26) em São Paulo. Entre 2005 e 2008, a Mata Atlântica perdeu 102,9 mil hectares, o que, de acordo com o Inpe, equivale a dois terços da cidade de São Paulo.

Quando consideradas as áreas fragmentadas, o número sobe para 11,4%. De acordo com os dados, de 2005 a 2008, foram desmatados 102.938 hectares em dez estados avaliados pelo estudo, o que corresponde a uma média anual de 34.121 hectares destruídos a cada ano.

 

Conforme o mapeamento, realizado há 20 anos pelas duas entidades, os estados onde a devastação é maior são: Minas Gerais, onde nos últimos três anos foram desmatados 32.728 hectares, Santa Catarina, que perdeu 25.953 hectares e Bahia, que teve 24.148 hectares de Mata Atlântica destruídos. Em seguida, vêm os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo, que, juntos, somam 20.683 hectares desmatados.

 

A diretora da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do estudo pela entidade, Márcia Hirota, disse que o desmatamento nesses estados ocorre principalmente para substituir o uso da floresta, geralmente para a agropecuária e exploração de pinus, principalmente em Santa Catarina.

 

Os maiores remanescentes estão localizados nas regiões Sudeste e Sul, principalmente no corredor da Serra do Mar, que abrange desde o Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais até Santa Catarina, onde a floresta está protegida devido ao seu relevo acidentado. “Os maiores fragmentos estão localizados no litoral sul de São Paulo, Vale do Ribeira e leste do Paraná. Quanto ao resto, vemos ilhas de floresta espalhadas por essa região, que já foi em grande parte devastada”, afirmou Márcia Hirota.

 

Ela explicou que a Mata Atlântica situa-se em uma região onde há muitos usos e muitas cidades e, por isso, está tão fragmentada. Para ela, esse isolamento da vegetação nativa é que compromete a ocorrência de espécies e seu fluxo. “Ela [Mata Atlântica] ocorre em 17 estados brasileiros e mais de 3.200 municípios, em área com 112 milhões de habitantes. As principais cidades e metrópoles brasileiras estão localizadas nessa região então o impacto das pessoas e da utilização dessa floresta tem sido desde o descobrimento do Brasil feito com que a mata atlântica fosse reduzida drasticamente”.

 

Márcia Hirota enfatizou que a maior parte da população vive em áreas de Mata Atlântica e depende da floresta para sobreviver. E a floresta protege as nascentes, o fluxo hídrico e faz com que a produção e a qualidade dessa água cheguem até cada casa. “Ou seja, enquanto a floresta existir, haverá água para beber. Se a floresta desaparecer, a nascente seca também.” A diretora da fundação ressaltou que a Mata Atlântica é patrimônio nacional, detém rica biodiversidade e precisa ser preservada, pois os serviços ambientais que presta à população garantem a qualidade de vida das pessoas. “É para isso que procuramos chamar a atenção da sociedade brasileira e do poder público”.

 

Ela destacou ainda a necessidade de um esforço de restauração florestal para que as áreas que ainda restam sejam interligadas e mantidas. A Mata Atlântica, lembrou Marcia, tem uma lei de preservação específica, o que torna mais grave o fato de a média anual de desmatamento nos últimos cinco anos ser praticamente a mesma observada no período anterior. “Precisamos intensificar os trabalhos de conscientização das pessoas, para chamar a atenção da sociedade, mas também fazer com que o Poder Público apresente suas metas de desmatamento zero e intensifique seu trabalho de fiscalização e controle”.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Flávia Albuquerque