Disfunção Erétil

Junho 25, 2009

ejaculação precoce

 

 

 

 

 

 

 

Disfunção Erétil?

Falhar na hora H pode ser constrangedor tanto para os homens, que estão passando pela situação, quanto para as mulheres. Chamamos de falha a disfunção erétil na qual o homem é incapaz de ter ou manter uma ereção suficiente para a penetração.

 

Mas por que este problema acontece?

 

Segundo a psicóloga associada ao Instituto Paulista de Sexualidade, Giovanna Lucchesi, os motivos que fazem com que o homem não tenha um desempenho adequado podem ser diversos. “Dentre esses motivos podemos assinalar questões psicológicas, tais como: ansiedade, depressão, baixa auto-estima, inibição de desejo. A disfunção erétil pode ocorrer por questões físicas também, devido à diabetes não controlada, questões circulatórias, anatômicas ou neurológicas, não tratadas de maneira adequada”, explica.

 

Quem já passou por isso afirma que a disfunção acontece quando menos se espera. Foi o que aconteceu com a Mel, de 21 anos. “Tava tudo rolando muito bem, as preliminares estavam ótimas. Quando começou a esquentar eu e ele estávamos muito afim. Mas na hora H ele cochichou que não ia rolar, me pediu mil desculpas. Ele disse que nem ele entendia o porque”, contou.

 

Apesar das explicações médicas, algumas mulheres ainda acreditam que podem ser responsáveis pela falha do parceiro na hora H. A estudante Alice, de 20 anos, conta que já passou por esse problema com o ex-namorado. “Fiquei achando que a culpa era minha, não sabia o que fazer”, afirma. Mas para o psicólogo Diego Henrique Viviani, pesquisador associado ao Instituto Paulista de Sexualidade, não é tão simples colocar a culpa em alguém. “Precisamos olhar para como está essa relação, uma vez que ele pode ter uma parceria que o atraia e ainda assim pode ocorrer um caso de disfunção erétil. Muitas vezes a inabilidade de diálogo entre o casal pode prejudicar o encontro sexual, tendo em vista que ambos não conseguem falar o que preferem no sexo”, explica.

 

O fato é que mesmo sentindo atração pela parceira, isto pode acontecer. “É comum ouvirmos relatos de homens que por muito tempo desejaram determinada parceria e quando finalmente obtiveram oportunidade de ter o encontro sexual com essa pessoa, apresentaram uma disfunção eretiva. Isso pode ocorrer por que ele gerou algumas expectativas para esse encontro sexual, desenvolvendo um alto nível de ansiedade e podendo prejudicar seu desempenho”, afirma Diego.

 

Mas há uma forma de tentar pelo menos evitar este constrangimento todo. Giovanna explica: “Para uma sexualidade adequada é necessário construir uma relação de qualidade entre o casal que possibilite uma comunicação clara e assertiva. Assim qualquer disfunção sexual possa ser encarada de forma que os ajudem na busca da qualidade sexual”. A verdade é que um pouco de conversa sempre ajuda. “Após o acontecido, ficamos deitados batendo papo e rindo. Depois de algumas horas conversando, começamos a nos beijar de novo e aí aconteceu”, finaliza Mel.

 

Fonte – MBPress

Disfunção Erétil pode ser alerta para outras doenças

Um problema como a disfunção erétil pode atrapalhar bastante a vida sexual dos casais, mas, além disso, pode ser um alerta para outras doenças perigosas.

 

De acordo Gerson Lopes, médico chefe do Departamento de Medicina Sexual do Hospital Mater Dei, de Belo Horizonte, apesar do medo de falhar, desencadeado pela insegurança e ansiedade, ainda ser a principal causa de disfunção erétil, uma série de problemas pode fazer com que os homens deixem de ter a função sexual normal, como traumas, tabus, doenças, cirurgias e até alguns medicamentos. “A DE (disfunção erétil), pode ter origem psicogênica (causas psicológicas), orgânica ou mista (mistura de causas psicológicas e orgânicas)”.

 

Quando o problema aparece em homens a partir dos 50, o médico deve suspeitar de causas orgânicas. Existem diversos fatores de risco para que esses homens desenvolvam DE, são eles: sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado, usos de medicamentos anti-hipertensivos ou antidepressivos, estresse, depressão, tabagismo e excesso de bebida alcoólica.

 

É necessário estar atento, pois doenças sérias podem ser a causa do problema “Ao investigar as causas da dificuldade de ereção, é frequente a descoberta de doenças como hipertensão, diabetes, aumento da próstata, doenças cardiológicas, câncer de próstata e depressão”, revela Lopes.

 

Por isso o médico aconselha que o homem visite um urologista com freqüência. “Quando o homem vai ao urologista, ele não só pode encontrar melhora de sua qualidade de vida, mas pode estar se tratando de outras doenças e prevenindo o surgimento de outras, já que a DE é um marcador importante de doenças cardiovasculares”, reforça o especialista.

 

Fonte: Terra


Dinheiro Público

Junho 25, 2009

Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU

A indústria financeira internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, segundo aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Campanha da ONU pelas Metas do Milênio.
Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.

 

Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.
A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.
O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo “identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise em longo prazo”, segundo a convocação das Nações Unidas.
Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.
Vontade política
O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.
“Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”, disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty.
“O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados”, lamentou.
“O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram”, disse Shetty.
O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.
Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global.
“Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar”, afirmou.

 

Fonte: BBC Brasil


Drogas, Cocaína e HIV

Junho 25, 2009

Maior mercado consumidor de cocaína da América do Sul está no Brasil, diz relatório da ONU

O consumo de cocaína também está crescendo em vários países da América do Sul, incluindo o Brasil. É o que aponta relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre drogas divulgado nesta quarta-feira (24). Em números absolutos, o mercado brasileiro é o que mais consome a droga no continente, com cerca de 890 mil usuários, o equivalente a 0,7% da população entre 12 e 65 anos, segundo dados dos anos 2006/2007. Em 2001, os usuários de cocaína representavam 0,4% da população.
Se o consumo aumenta, crescem também as apreensões da droga. Nos países do Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), as apreensões passaram de 10 toneladas no ano 2000 para 38 toneladas em 2007. “Isso reflete o aumento crescente da importância desses países para o tráfico de cocaína, tanto para satisfazer a demanda interna quanto para reexportar a cocaína para mercados como Europa, África e região do Pacífico”, constata a ONU, em seu relatório.

 

Em 2007, a América do Sul contribuiu com 45% do total mundial de apreensões da droga, o equivalente a 323 toneladas. Mais de 60% desse número veio da Colômbia. No Brasil, foram apreendidas 17 toneladas de cocaína, o que coloca o país em 10º no ranking mundial. No ano anterior, o Brasil ocupava a 12ª posição, com pouco mais de 14 toneladas apreendidas.
De acordo com a Polícia Federal, a apreensão de cocaína no país aumentou entre 2007 e 2008, passando de 18,5 toneladas para 20 toneladas. “Contudo, esse não é o nosso principal objetivo. Temos tentado fazer a desarticulação das organizações criminosas que atuam neste comércio”, disse Roberto Troncon Filho, diretor de combate ao crime organizado da PF.
O relatório da ONU destaca, no entanto, uma queda na produção de cocaína no mundo todo. Em 2004, a produção superou as 1.000 toneladas, número que caiu para 845 toneladas no último levantamento. A redução de 28% na produção da droga na Colômbia contribuiu para a diminuição global, de acordo com o relatório.


Crack: apreensão quase quadruplica
No caso do crack, as apreensões no Brasil cresceram quase quatro vezes de 2006 para 2007, passando de 145,3 toneladas para 578 toneladas. No período histórico do levantamento, que começa em 2002, o ano em que a apreensão da droga foi menor no país foi 2004, com 101 toneladas apreendidas. Em toda América do Sul, as apreensões passaram de 479,3 toneladas em 2006 para 706,8 toneladas no ano seguinte.
Maconha
O consumo de maconha no Brasil está aumentando. Segundo o documento da ONU, a taxa anual de consumo no país passou de 1% em 2001 para 2,6% em 2005. “De acordo com as autoridades brasileiras, esse número parece continuar subindo nos anos subsequentes”, afirma o relatório.

 

Segundo as Nações Unidas, a maconha continua sendo a droga mais cultivada e consumida em todo o mundo. E o alerta do relatório é para os danos que a droga traz à saúde. “O índice médio de THC (o componente prejudicial da droga) observado na maconha na América do Norte quase dobrou na última década. Essa mudança traz grandes implicações à saúde, evidenciada por um aumento significante no número de pessoas em busca de tratamento.”
Heroína e drogas injetáveis


O relatório da ONU aponta que o Brasil tem o maior número de usuários de opiáceos (ópio, heroína, morfina) entre os países da América do Sul. São cerca de 635 mil usuários, ou 0,5% da população entre 12 e 65 anos. A maioria usa analgésicos e só uma pequena parte usa heroína (menos de 0,05%). “Os dados mostram uma tendência de estabilização no uso de opiáceos nas Américas, mas tendências de crescimento no México, na Venezuela e na Argentina”, diz o documento.

 

No caso das drogas injetáveis, o Brasil está entre os países com a maior população de usuários. Ao lado de China, Estados Unidos e Rússia, soma 45% do total estimado de usuários no mundo.
O relatório alerta para o perigo de infecção pelo vírus da Aids. Estima-se que entre 0,8 milhão e 6,6 milhões de usuários de drogas injetáveis no mundo inteiro estejam infectados pelo vírus HIV, principalmente no Leste Europeu, Leste e Sudoeste da Ásia e América Latina.
“Faz-se necessário realizar investimentos na saúde pública para enfrentar esse problema”, afirma o relatório, observando que os dados sobre uso de drogas injetáveis “são de baixa confiabilidade, considerando o estigma existente em relação a esse tipo de usuário”.
O relatório da ONU é feito com base em dados fornecidos pelos governos por meio de questionários enviados ao escritório sobre drogas e crime no ano passado. Os dados são complementados pelas Nações Unidas.

 

DADOS DO BRASIL SOBRE USUÁRIOS DE DROGAS JOVENS NA AMÉRICA DO SUL

 

 

Cocaína

 

1º lugar
 

Anfetaminas

 

2º, atrás da Colômbia
 

Maconha

 

5º lugar, atrás de Chile, Uruguai, Colômbia e Argentina

  Fonte: UOL Notícias – Por Claudia Andrade

ONU: 48% dos usuários de drogas injetáveis no Brasil tem HIV

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta quarta-feira que , em 2008, 48% dos usuários de drogas injetáveis no Brasil estavam infectados com o vírus HIV. O dado está contido no Relatório Mundial sobre Drogas 2009, divulgado hoje.

 

O País é o terceiro colocado em uma lista com a relação países com usuários de drogas injetáveis infectados pela aids. Encabeçam a lista a Estônia (72,1% de infectados) e a Argentina (49,7%).

 

O relatório aponta ainda o Brasil como o 10º país com maior número de apreensões de cocaína no mundo, com 2% das apreensões em 2007. Lideram as apreensões a Colômbia (27%), Estados Unidos (21%) e Panamá (8%).

 

A ONU indica também que houve aumento no consumo da droga em países da América do Sul, inclusive o Brasil, em 2007. Na América do Norte o uso caiu e na Europa se manteve estável no mesmo ano.

 

O Brasil, afirma a ONU, é o maior mercado consumidor de cocaína na América do Sul em número absolutos. A organização estima que aproximadamente 890 mil pessoas ou 0,7% da população entre 12 e 65 anos consomem a droga, um aumento de 0,4% em relação aos dados de 2001. A Argentina é o segundo, estimado em 660 mil pessoas.

 

Redação Terra


Gripe Suína

Junho 25, 2009

Brasil registra 94 novos casos de gripe suína

Foram confirmados neste dia 23/06 pelo Ministério da Saúde 94 novos casos de influenza A (H1N1) – gripe suína. São Paulo é o estado com a maior concentração de casos (50).
Na sequência, vem Minas Gerais (17), Rio de Janeiro (13), Santa Catarina (quatro), Bahia (dois), Espírito Santo (dois), Paraná (dois), Alagoas (um), Goiás (um), Rio Grande do Sul (um) e Sergipe (um).

 

Agora, o total acumulado de casos registrados no Brasil chega a 334. De acordo com o ministério, está sendo realizado o monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com os infectados.

Estão em acompanhamento e aguardando resultados de análises laboratoriais 218 casos considerados suspeitos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o momento, 100 países têm casos confirmados e divulgados da doença. O ministério recomenda que as viagens para os países com transmissão sustentada (Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Argentina e Austrália) sejam adiadas.

A transmissão sustentada é aquela em que o vírus passa de pessoa a pessoa no mesmo território.

 

Fonte: Agência Brasil

 

O que é a gripe suína?

 

É uma doença respiratória causada por uma variação do vírus influenza tipo A, conhecido como H1N1.

 

O H1N1 é a mesma variedade de vírus que causa epidemias sazonais de gripe regularmente em humanos.

 

Mas esta última versão do H1N1 é diferente: contem material genético que é encontrado, tipicamente, em variações do vírus que afetam humanos, aves e suínos.

 

Vírus de gripe têm a habilidade de trocarem seus componentes genéticos entre eles, quando entram em contato próximo no mesmo hospedeiro.

Neste caso, porcos podem ter fornecido o local ideal para criar a nova variedade do vírus.

 

Mas apesar da variedade do vírus poder ter se originado em porcos, agora a doença é totalmente humana e pode se propagar de pessoa para pessoa através de tosse e espirros.

 

Qual o nível de perigo?

 

Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos de uma gripe comum.

 

Entre os sintomas estão febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga.

 

Até o momento a maioria dos casos de gripe suína parece ser de uma gripe suave, apesar de apresentar diarreia mais frequentemente do que a gripe normal.

 

No entanto, até a segunda semana de junho mais de 140 pessoas tinham morrido depois de terem sido infectadas com o vírus.

A OMS afirma que, até o momento, a maioria das pessoas que desenvolveram os sintomas da infecção não precisaram de medicamentos para uma recuperação completa.

 

O Centro de Controles de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estima que cerca de 25% das pessoas infectadas com o vírus precisam de tratamento em hospitais.

 

No entanto é difícil obter uma estimativa precisa, pois muitos casos de gripe suína não foram diagnosticados.

 

Nos Estados Unidos, por exemplo, as autoridades estimam que até 19 em cada 20 casos da doença não serão diagnosticados oficialmente.

 

O quanto as pessoas devem se preocupar?

 

Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.

 

A Organização Mundial da Saúde já declarou pandemia global de gripe suína. Esta pandemia é definida pela ampla transmissão do vírus em pelo menos duas grandes regiões do mundo.

 

Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação.

 

Especialistas afirmam que o vírus deve infectar uma em cada três pessoas que forem expostas a ele. Para comparar, a gripe tradicional sazonal infecta cerca de uma pessoa em cada dez.

 

Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.

 

A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial.

 

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que a situação atual é diferente da de 1918. A pandemia de gripe espanhola ocorreu em uma época em que os antibióticos não estavam disponíveis e quando os países passaram por graves dificuldades depois da Primeira Guerra Mundial.

 

Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.

 

Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

 

O caso do México é diferente?

A alta taxa de mortalidade no México – onde o vírus no momento parece estar causando sintomas mais graves e foram registradas mais de 100 mortes – sugere que fatores incomuns podem estar em jogo neste caso.

 

Alguns especialistas sugeriram a possibilidade de que outros vírus, não relacionados à gripe suína, possam também estar circulando no país, tornando os sintomas da gripe suína ainda piores.

 

Por outro lado também pode ser o caso de as pessoas infectadas com o vírus estarem buscando ajuda médica apenas nos estágios mais avançados da doença e contarem com um sistema de saúde pública que não estava preparado para lidar com o problema.

 

Foi sugerido que a forma de gripe suína que circula no México pode ter diferenças sutis das outras formas. Mas análises realizadas pelo CDC não encontraram variações na genética das amostras do vírus coletadas em várias partes do mundo.

 

O vírus pode ser contido?

 

O vírus já se estabeleceu pelo mundo e a maioria dos especialistas acredita que, em uma época de maior facilidade para viagens aéreas, este vírus não poderá ser contido.

 

A OMS afirma que restringir os voos não terá muito efeito na contaminação pela doença. A organização afirma que o exame dos passageiros também não deve causar muito impacto, pois os sintomas podem não aparecer em muitos infectados.

 

A gripe suína pode ser tratada?

 

Duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos registrados até agora.

 

Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito.

 

O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.

 

Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.

 

Cientistas do mundo todo estão trabalhando na criação de uma nova vacina, mas poderão ser necessários meses de pesquisa para seu aperfeiçoamento e a fabricação de grandes quantidades de suprimentos para atender ao que poderá se transformar em uma enorme demanda.

 

Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína.

 

Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.
O que eu devo fazer para me proteger?

 

 

Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que viajaram para países afetados, devem procurar ajuda médica.

Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.

 

Que medidas posso tomar para evitar a contaminação?

 

Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse.

 

Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.

 

Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, usar lenços de papel quando possível e jogá-los no lixo logo após o uso.

 

É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.

 

Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

 

É seguro comer carne de porco?

 

Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.

Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.

 

E a gripe aviária?

 

O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.

 

O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é o H5N1. Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.

 

Mas até agora, a gripe aviária permanece de forma geral uma doença de pássaros. Todos os humanos infectados trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros.

 

Não há indícios de que o H5N1 tenha a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.

 

Fonte: BBC Brasil


Inadimplência

Junho 25, 2009

Inadimplência das empresas cresceu 27% no ano, mostra Serasa

Alta foi na comparação entre os cinco primeiros meses de 2009 e 2008.
De abril para maio, alta foi de 7,2%.

 

As restrições no crédito vêm prejudicando a capacidade das empresas brasileiras de cumprir com seus pagamentos. Segundo levantamento da Serasa, a inadimplência das empresas cresceu 27% no acumulado de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008.

 

“O aumento na inadimplência de pessoa jurídica, de 27%, verificado no acumulado de janeiro a maio de 2009, é alto e mostra que as empresas ainda enfrentam muitas dificuldades: a recessão nos países desenvolvidos, que prejudica as exportações; a queda nos preços das commodities, com efeitos no agronegócio, e a ruptura dos fluxos financeiros, impactando no financiamento da atividade e dos investimentos empresariais”, diz a Serasa em nota.
De acordo com a entidade, no entanto, a inadimplência vem perdendo força: nos três primeiros meses de 2009, a alta acumulada era ainda maior, de 33,1%, e no acumulado de janeiro a abril, de 28,3%, na comparação com os mesmos períodos do ano anterior.
Na passagem de abril para maio, houve alta de 7,2% na inadimplência das pessoas jurídicas. A Serasa explica que o resultado é decorrente do menor número de dias úteis em abril. Na variação de maio de 2009 sobre maio de 2008, a inadimplência das empresas aumentou 21,9%.

 

Fonte: G1


Sexo e traição

Junho 25, 2009

amantes

Pesquisa revela que brasileiro trai e muitos não usam preservativo

Estudo do Ministério da Saúde revela comportamento que aumenta o risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis

 

Boa parcela dos brasileiros que têm relacionamentos estáveis trai seus companheiros. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 7,1 milhões (16%) de homens e mulheres — dos 43,9 milhões que vivem com companheiros — admitiram que fazem sexo fora do casamento. E o pior: 63% não usam preservativos quando são infiéis, segundo a ‘Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DSTs e Aids da População Brasileira (PCAP)’, divulgada ontem. O estudo mostra ainda que o número de brasileiros que fizeram sexo casual com mais de cinco pessoas no ano anterior mais do que dobrou em quatro anos. Em 2004, 4 em cada 100 admitiram a prática. Agora, eles são 9.

 

“A pesquisa mostra que homens e mulheres com relações estáveis não estão isentos de ter relacionamentos casuais. Boa parte dos que têm um relacionamento estável, seja um casamento formal ou não, faz sexo fora do casamento. O dado preocupante é que, quando se faz sexo com uma terceira pessoa sem preservativo, se está colocando a vida de si próprio e do companheiro em risco”, alerta Eduardo Barbosa, diretor-adjunto do Departamento de DST/Aids do ministério.

 

Aos 32 anos, a advogada M.E. admite que não usou camisinha durante os 8 meses em que manteve um relacionamento fora do casamento. “Eu já não usava com meu marido. Nas primeiras vezes que o traí, usei preservativo, sim. Mas o caso ficou sério e, com a intimidade, deixamos de usar proteção”.

 

Ela não é a única. Segundo o levantamento, realizado com amostragem de 8 mil pessoas com idades entre 15 e 64 anos, entre as mulheres que traem seus companheiros 75% não usam preservativo. Já entre os homens, 57% traem sem medo de ser contaminados por doenças sexuais.

 

INTERNET FACILITA APROXIMAÇÃO SEXUAL

 

“Gostaríamos que toda a população usasse preservativo sempre, inclusive os casados. Mas sabemos que isso seria um mundo ideal. Então, nossa proposta é que as pessoas usem o preservativo pelo menos nas relações não estáveis. As pessoas podem ter o direito de ser infiéis, mas deveriam se preocupar com a possibilidade de contaminar seu companheiro”, afirma Barbosa.

 

A falta de cuidado se mantém entre os solteiros. Na PCAP de 2004, 51,6% afirmavam usar preservativo sempre que faziam sexo com parceiros eventuais. O percentual caiu para 46,5% no ano passado.

 

A pesquisa confirmou o que os ciumentos já vinham há muito tempo percebendo: a Internet como facilitadora de sexo eventual. Entre os homens, 10,3% admitem ter feito sexo com alguém que conheceram na Internet. Quando o recorte é por faixa etária, 10,5% dos jovens (15 a 24 anos) já fizeram sexo com alguém que conheceram da Internet.

 

“Uma coisa nova que surge é a Internet como espaço de encontro, o que vai exigir do governo novas estratégias para lidar com essa realidade”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante a apresentação do estudo. “Em sites de relacionamento, como Orkut, nos blogs e outros espaços na rede mundial de computadores, o ministério vai ter de entrar e levar informações, discutir, entrar em debates. Qual é a informação central? Não pode haver relacionamento sem uso de preservativo. O preservativo é a maneira mais segura de se prevenir a infecção com o vírus HIV”, lembra. Segundo Barbosa, a preocupação é o sexo eventual desprotegido. “No mundo virtual você pode tudo. Quando se encontram, vão direto para as relações casuais e acabam se expondo às doenças.”

 

CAMISINHA, VELHA CONHECIDA

 

A boa notícia é que o brasileiro tem informação. Mais de 95% sabem que o uso do preservativo é a melhor forma de se evitar a contaminação pelo HIV. Segundo o ministério, esse é um índices mais altos do mundo. Pesquisa realizada em 64 países indicou que 40% dos homens e 38% das mulheres com idades entre 15 e 24 anos têm a informação.

 

Jovens são os que mais se protegem

 

A faixa etária de 15 a 24 anos é a campeã no uso de preservativos. Na última relação sexual com parceiros casuais, 68% destes jovens usaram camisinha, enquanto nos maiores de 50 anos a proporção não chega a 38%. Com parceiros fixos, 30,7% dos jovens costumam usar camisinha. “Os jovens de hoje nasceram na era da Aids, por isso a relação com o preservativo é mais habitual”, diz Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST e Aids do ministério. Segundo o estudo, quanto mais jovem, maior a chance de usar — a cada ano a mais de idade, diminui em 1% a chance de a pessoa usar camisinha.

“Minha maior preocupação são as DSTs. Acho importante até com namorada”, diz o universitário Rodrigo Cunha, 19, que usa preservativo desde sua 1ª vez. Também estudante, Pedro Soares, 19, defende o sexo seguro nas relações eventuais. Ele, porém, reconhece que quando entra em relação duradoura abre mão da camisinha. “Não tenho namorada, mas se tivesse não usaria”, diz Pedro, que revela já ter saído com mulheres que pediram para não usar.

 

PARA SE PREVENIR

 

EFICIENTE
Estudo indica que o uso correto de preservativos em todas as relações tem eficácia estimada em 95% na prevenção do HIV.

COMO USAR

Abrir a embalagem com cuidado, nunca com os dentes ou objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta para retirar o ar e depois desenrolá-la até a base do pênis. Se for necessário lubrificante, usar os à base de água, evitando vaselina. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto.

 

Fonte: O Dia Online – Por Pámela Oliveira

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/


HPV

Junho 25, 2009

 

Vírus atinge 50% das jovens do Rio

Em 12% delas, o HPV causa lesões que podem levar ao câncer

 

Rio – Uma em cada duas adolescentes do Rio, com idades entre 10 e 19 anos, tem o vírus HPV, segundo a ginecologista da UFRJ Michele Lopes Pedrosa. Autora de pesquisa realizada na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, ela constatou que 12% destas garotas desenvolveram a doença e têm lesões causadas pelo HPV que, se não tratadas, podem evoluir para o câncer de colo de útero. A incidência está aumentando: em 1999, eram 6% das jovens com a doença, como noticiou o Informe do DIA.
“O HPV é uma das mais frequentes doenças sexualmente transmissíveis. Cerca de 95% das pessoas contaminadas pelo vírus ficam curadas, mas em 5% ocorrem lesões que precisam ser tratadas”, afirma.

 

INICIAÇÃO SEXUAL PRECOCE
Entre as mulheres adultas o índice também aumentou 50% em 6 anos. Em 1999, cerca de 4% tinham lesões. Em 2005, 6%. “Um dos motivos é a iniciação sexual precoce e o número maior de parceiros sexuais. A geração que hoje tem 30 anos teve mais parceiros que a de 60 anos. E provavelmente a geração que hoje tem 18 terá mais do que a de 30”, afirma a ginecologista.
A pesquisa foi feita a partir da análise de 1,5 milhão de exames citológicos feitos entre 1999 e 2005 nas unidades básicas de saúde da cidade do Rio.
“Geralmente, entre a infecção pelo HPV e o surgimento do câncer de colo de útero leva-se dez anos. O exame preventivo do colo do útero é fundamental para o diagnóstico precoce das lesões. Muita mulheres descobrem a doença e nos relatam que não iam ao médico porque não tinham dor ou outro sintoma”, alerta.

 

Fonte: O Dia Online – Por Pámela Oliveira

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/

 

HPV – Perguntas e respostas mais freqüentes

O que é HPV?


É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da família Papilomaviridae (Fig. 1), capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

 

Qual a relação entre os HPV e o câncer do colo do útero?


Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

 

Quais são eles?


Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.

 

Os HPV são facilmente contraídos?


Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV (Figura 2) em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.

 

Como os papilomavírus são transmitidos?


A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.

 

Como são essas infecções?


As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como “crista de galo” (Fig. 3). Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

Como as pessoas podem se prevenir dos HPV?


O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

 

Como os papilomavírus podem ser diagnosticados?


As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR.
Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero?


Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis em todos os estados do país e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

 

Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?


A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.

 

É necessário que o parceiro sexual também faça os exames preventivos?


O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher infectada pelo papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. De qualquer forma, é recomendado procurar um urologista que será capaz – por meio de peniscopia (visualização do pênis através de lente de aumento) ou do teste de biologia molecular (exame de material colhido do pênis para pesquisar a presença do DNA do HPV), identificar a presença ou não de infecção por papilomavírus.

 

Qual o tratamento para erradicar a infecção pelo papilomavírus?


A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada (Fig. 4).

 

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?
Embora estudos epidemiológicos mostrem que a infecção pelo papilomavírus é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.

 

Há algum fator que aumente o risco de a mulher desenvolver câncer do colo do útero?


Há fatores que aumentam o potencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero em mulheres infectadas pelo papilomavírus: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).


As Vacinas contra o HPV


O que é a vacina contra o HPV?


É a vacina criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Apesar das grandes expectativas e resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

 

Qual o impacto desta nova tecnologia para a política de atenção oncológica e para o SUS?
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há muitas perguntas relativas à vacina sem respostas:

 

- Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo de útero?

- Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?

- Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debeladas pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?

- Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero?

- Se os tipos 16 e 18 forem efetivamente suprimidos, outros tipos podem emergir como potencialmente associados ao câncer de colo do útero?

 

Todas essas perguntas precisam ser respondidas antes de a vacinação ser recomendada como política de atenção oncológica.

Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde e liderado pelo INCA, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

 

Como a vacina funciona?


Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

 

Existe risco de infecção pela vacina?
Não. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos.

 

Qual o tempo de proteção após a vacinação?


A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, visto que só começou a ser comercializada no mundo há cerca de dois anos. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.

 

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?


Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob que condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção que vêm sendo realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas serão as meninas antes da fase sexualmente ativa, que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolaou e que, mesmo comprovada a eficácia da vacina e sua aplicação ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

 

Fonte: Ministério da Saúde / INCA – Instituto Nacional do Câncer


Sexo só se for bom…

Junho 25, 2009

10 coisas que queimam o filme na transa

Perguntamos às mulheres o que acaba com a imagem de um homem na primeira noite

 

Se não quer cair na nota de corte da mulherada, é bom ler essa matéria até o fim. Perguntamos o que não dá para aguentar de um homem na primeira noite. A lista é longa. Aprenda as 10 coisas que queimam o seu filme, definitivamente, na hora da transa.
1. Cheirinho azedo
Nada pior para Michele* do que homem que não tem higiene. “Já aconteceu comigo de sair com um cara que tinha um cheirinho azedo nas partes baixas”. A moça de 27 anos completa dizendo que cueca suja também é imperdoável. “Pior que tem homem que sai assim”.
2. Perguntas idiotas
Luana*, 28 anos, cortou de sua agenda um homem depois de uma pergunta vergonhosa no fim da transa. “Ele falou: ‘E aí? Gostou do brinquedão?’”. Gostando ou não, com ela, ele nunca mais brincou.
3. Não saber colocar a camisinha
Sim, está cheio de homem que não se deu ao trabalho de ler o “modo de usar” do preservativo. “É constrangedor porque aí a camisinha se perde dentro de você e é um vexame geral”, conta Rita*, de 26 anos.
4. Bancar o tarado
Marina, 24 anos, detesta homem que exagera na primeira noite. “Vem querer xingar ou dar tapinhas, não dá. Isso é gostoso,  mas com o tempo, com intimidade. Cara que começa assim me trava e eu nunca mais ligo.”
5. Motel porcaria
Não tinha dinheiro para ir ao motel? Adia a transa. “Levar em motel de chuveiro elétrico, com tudo sujo e caindo aos pedaços é inaceitável. Era melhor fingir que o clima esquentou e transar no carro mesmo”, diz Angélica*, 31 anos.
6. Língua solta
Camila*, 29 anos, diz que não dá para aguentar homem que fala demais. “Fica perguntando se está bom desse jeito, melhor daquele, se estou gostando. Corta o clima. Odeio homem inseguro.”
7. Cueca frouxa
Sabe aquela que sobra pano no bumbum? Toda esgarçada? “Cueca velha eu não aceito. Não custa nada o homem ter o mínimo de cuidado de usar uma cueca bonita, ainda mais se for a primeira noite”, diz Cristiana*, 30 anos. “Para piorar, no meu caso, a dele ainda era cor de vinho!”.
8. Unha de gavião
A da mão está linda. Mas quando ele tira o sapato… “Aparece aquele garrancho, com sujeirinha. Para completar, só se tiver de meia social bege e tênis. Eu boto para fora do quarto”, brinca Camila, 31 anos.
9. Casa imunda
“Você chega no banheiro do homem e está aquele vaso cheio de xixi, pia cheia de louça, cueca jogada pelo quarto… é péssimo”, diz Luciana*, 34 anos. Se tiver pilha de revista playboy no banheiro, piorou. “Morro de nojo de revistas no banheiro. De mulher pelada, mais ainda!”.
10. Ruim de cama
A única coisa que Vivian*, 32 anos, acha que é incontornável é quando o homem não é bom de cama. “Se eu transo com o cara e ele não sabe o que são preliminares, está fora de cogitação um segundo encontro.”

 

Fonte: IG / Estilo – Por Vladimir Maluf


Sujeira no Senado

Junho 25, 2009

Atos secretos foram usados para 250 nomeações de cargos de confiança no Senado

Ao menos 250 nomeações para cargos de confiança no Senado foram feitas por meio de atos secretos, revela levantamento feito pela Folha na base de dados divulgada pela comissão de servidores da Casa que investiga o caso.

 

Foi a principal serventia dos boletins não publicados, que também serviram em menor escala para esconder decisões administrativas, aumento de benefícios, exonerações e mudanças de cargos. Desde 1995, foram assinadas ao menos 663 medidas do tipo no Senado.

 

Em 30 de junho de 2006, por meio de um ato secreto, Marcelo Zoghbi, filho do diretor afastado de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, foi remanejado para o gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), onde ocupou o cargo de assessor técnico.

 

De 2005 a 2007, período em que o Senado foi presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL), foram nomeadas 98 pessoas de forma sigilosa. Políticos aliados dele estão entres os nomeados no período, entre eles a presidente da Câmara de Murici (AL), Marlene Galdino dos Santos e Santos. Renan Calheiros Filho é o prefeito da cidade.

 

Diretores demitidos

 

Pressionada, a Mesa Diretora do Senado decidiu afastar nesta terça-feira o diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, e o diretor de Recursos Humanos, Ralph Campos. Gazineo, que substituiu Agaciel Maia, é acusado de assinar parte dos atos secretos, mesmo durante a administração anterior.

 

O documento afirma que o sigilo pode ter sido um erro operacional ou deficiência deliberada na publicação dos atos. “A ausência de publicação pode ser originada pela simples falha humana, erros operacionais, deficiência na tramitação e publicação dos atos”, aponta o documento. “Todavia, o uso indiscriminado de boletins suplementares, entre os quais 312 não publicados, contendo 663 atos (…) constituem indícios de que tem havido deliberada falta de publicidade de atos.”

 

A Mesa Diretora do Senado decidiu anular hoje só um dos 663 atos secretos. Trata-se da medida que estendeu aos diretores-gerais da Casa o plano de saúde vitalício concedido aos parlamentares. A Primeira Secretaria informou que outros 662 atos poderão ser anulados futuramente.

 

Crise no Senado

 

A disputa entre PT e PMDB pela presidência do Senado neste ano trouxe à tona uma série de irregularidades. Os dois partidos entraram em conflito após a vitória de José Sarney sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição à presidência da Casa.

 

Dois diretores do Senado deixaram seus cargos após denúncias. Agaciel Maia saiu da diretoria-geral da Casa após a Folha revelar que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões. Já Zoghbi renunciou à Diretoria de Recursos Humanos depois de ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

 

Reportagem da Folha mostrou ainda que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro. O Ministério Público Federal cobrou explicações da Casa sobre o pagamento das horas extras trabalhadas no recesso.

 

No dia 19 de junho, a Folha revelou as ordens para manter atos secretos vinham diretamente de Agaciel e Zoghbi. A afirmação feita pelo chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim.

 

O testemunho contradiz a versão de Agaciel e do presidente do Senado, José Sarney, de que a existência dos atos secretos se tratava de “erro técnico”. A descoberta dos atos foi o estopim da mais recente crise na Casa.

pizza 

Fonte: Folha Online


Taís Araújo

Junho 25, 2009

Taís Bianca Gama de Araújo é uma atriz e apresentadora brasileira nascida no Rio de Janeiro em 25 de novembro de 1978. Já foi premiada no cinema e na televisão e é formada em jornalismo.

 

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