Mercado de carbono abre oportunidades
Pouca oferta de cursos, contudo, é obstáculo para ingresso na carreira
O anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar uma Secretaria Especial de Crédito de Carbono é prova de como esse mercado está aquecido e requer, cada vez mais, profissionais especializados.
Os certificados de emissões reduzidas, ou créditos de carbono, são liberados quando ocorre a redução de emissão dos gases que causam o efeito estufa, considerados responsáveis pelo aquecimento global. Uma tonelada de CO2 (dióxido de carbono) corresponde a um crédito, que pode ser negociado internacionalmente.
Ao assinarem o Protocolo de Kyoto, os países desenvolvidos se comprometeram com metas de redução desses gases. Quando não conseguem atingir seu objetivo, podem comprar créditos de carbono de países em desenvolvimento ou que não têm metas a cumprir equivalentes à emissão dos poluentes. Só em 2008, as negociações no mercado de carbono mundial chegaram a US$118 bilhões.
Sem formação - Apesar de o Brasil ocupar o terceiro lugar no ranking mundial em crédito de carbono – fica atrás da China e da Índia –, não há universidade no País que prepare profissionais para esse setor, de acordo com Marcelo Rocha, consultor de meio ambiente e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP).
“A pessoa que quiser trabalhar nesse meio deve ser um pouco autodidata. Ter facilidade para lidar com cálculo ou familiaridade em temas ambientais como reflorestamento e aterro sanitário ajudam. Trabalhar em um escritório especializado também pode ser uma porta de entrada”, explica.
Segundo Eduardo Covas Barrionuevo, diretor de Desenvolvimento de Projetos da J. Malucelli & CMC Ambiental – Grupo J. Malucelli, de Curitiba, os profissionais mais requisitados nessa área são aqueles acostumados a lidar com o mercado financeiro e também engenheiros com conhecimento em energia ou no processo de certificação dos créditos de carbono.
Eduardo afirma que uma alternativa para conhecer o tema pode ser o curso de especialização em mudanças climáticas e sequestro de carbono do Instituto Ecoclima em parceria com a Universidade Positivo.
Promissora - Apesar das parcas oportunidades de estudo, Rodrigo Franco, diretor da Carbon Market Consulting, de São Paulo, garante que a carreira é promissora. “Principalmente por causa da demanda de tecnologias para a geração de energias limpas e a redução dos gases que provocam o efeito estufa em nível mundial.”
Eduardo Covas Barrionuevo concorda que a carreira ainda tem muito espaço para crescer, uma vez que o problema do aquecimento global só tende a se agravar.
“O mercado de créditos de carbono tende a ficar cada vez mais estável, mais maduro e mais organizado, tecnologias limpas e novas soluções estão a todo o momento sendo desenvolvidas. A questão da responsabilidade ambiental deixou de ser um assunto de ‘ecochato’ e passou a ser uma consciência global, o apelo por sustentabilidade e energias renováveis é cada vez maior”, conclui.
Fonte: IG / Empregos – Por Maria Carolina Nomura

Setembro 2, 2009 às 8:50 am |
Prezados,
Aproveito o tema para divulgar o CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MERCADO DE CARBONO, ministrado pela PROENCO BRASIL que será realizado nos dias 03, 17 e 24 de Outubro e 07 de Novembro de 2009. Para maiores informações visitem o link do informe do curso. http://www.ambientebrasil.com.br/informe_publicitario/proenco_curso_carbono.html
Atenciosamente,
Renato Quintanilha
renatoquintanilha@gmail.com