Lula no palanque: ‘Eleja quem governa com coração’

Um dia depois de ter montado em Brasília o ‘petrolanque’ do pré-sal, Lula fez o que mais lhe apraz: viajou.
Esteve no Rio. Participou de uma formatura de beneficiários do Bolsa Família. Pessoas que fizeram cursos profissionalizantes, a maior parte na área de construção civil.
Como de praxe, Lula converteu o evento em ato de campanha. Defendeu o Bolsa Familia e o Prouni.
Fez referência velada à ex-crise do Senado, marcada por embates como o que opôs Renan ‘Cangaceiro de Quinta’ Calheiros a Tasso ‘Coronel de Merda’ Jereissati.
Sem mencionar nomes, Lula condenou os políticos que preferem brigar a trabalhar em benefício do povo.
“Vocês representam a cara de milhões de brasileiros que estão olhando na televisão e vendo denúncia de corrupção todo dia, gente xingar gente…”
“…São poucos que vocês vêem dizer: vamos fazer a coisa para o povo mais humilde…”
“…Ele nos elegeu não para ficar brigando descaradamente. Ele nos elegeu pra que a gente faça as coisas por ele…”
“…O ano que vem tem eleição, gente. É hora de o povo brasileiro levantar a cabeça e dizer: agora nós temos que colocar gente lá que pelo menos tenha sentimento…”
Gente …”que governo um pouco com o coração, porque apenas com a cabeça a gente não consegue tratar daqueles que ficaram pra trás desesperados, durante décadas e décadas de esquecimento desse povo pobre”.
Lula apega-se ao sentimento e ao coração um dia depois de sua candidata, Dilma Rousseff, ter vertido lágrimas na cerimônia pré-saleira.
Lula foi ao encontro dos alunos do Bolsa Família acompanhado do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). A estudantada brindou Cabral com uma salva de vaias.
Lula desaprovou: “Não é justo, não é correto, para um ato como esse, vaiar alguém numa solenidade como essa por divergência política. Vaiar faz parte da manifestação democrática. Se fosse para mim, podia vaiar à vontade”.
Antes, Lula estivera em Vitória (ES). Participara de um encontro de empresários brasileiros e alemães. Discorrera sobre o seu novo dodói: o pré-sal.
A certa altura, falou sobre a divisão dos royalties do petróleo entre os Estados. Como que decidido a realçar que sua candidata veste saias, comparou o governo a uma mãe:
“Jamais uma mãe iria descobrir um filho para cobrir outro. O que nós precisamos é: ou aumentar esse corebertor ou deixar todo mundo mais juntinho [...]”
Rebateu as críticas da oposição ao regimento de urgência que impôs à tramitação dos quatro projeto de lei que alteram as regras de exploração do petróleo.
“Estamos há um ano trabalhando esse projeto [...]. Agora, a bola é do Congresso Nacional, a vez é do Congresso”.
Disse que, como “humilde presidente”, não lhe cabe interferir no trabalho do Legislativo. Em seguida, começou a interferir.
“Quanto mais tempo nos demorarmos, mais tempo vamos ficar sem tirar proveito da riqueza que nós encontramos”.
Desdenhou da oposição: “[...] Fui oposição por muito tempo. Então, quem é oposição tá sempre achando que as coisas não tem que dar certo, que as coisas tem que demorar [...]”

Fonte: Blog do Josias de Souza – Nos bastidores do Poder
Escrito por eduardoferreira 
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