LHC – Grande Colisor de Hádrons ou “acelerador de partículas”

Agosto 11, 2009

O mais ambicioso experimento científico já construído pelo homem, o LHC (Large Hadron Collider, ou “grande colisor de hádrons”) volta à carga em novembro

Depois de ter entrado em funcionamento em 10 de setembro do ano passado, para ser desligado nove dias depois, o maior acelerador de partículas do mundo deverá recomeçar aos poucos. Segundo a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), o LHC deverá acelerar partículas a 3,5 trilhões de elétrons-volt (teV) por feixe, metade da energia prevista inicialmente pelo projeto.

 

O anúncio foi feito após todos os testes nas conexões elétricas do acelerador terem sido completados e bem-sucedidos, indicando que não são necessários mais reparos para que entre em operação com segurança.

 

“Escolhemos 3,5 teV para começar porque esse valor permite que os operadores ganhem experiência em conduzir a máquina com segurança, ao mesmo tempo em que abrem uma nova região de descoberta para os experimentos”, disse Rolf Heuer, diretor-geral do Cern.

 

Depois dos problemas técnicos que levaram ao desligamento do LHC em 2008, os testes se concentraram nas 10 mil conexões elétricas supercondutoras de alta corrente que integram o acelerador, como aquela que levou à falha que motivou o desligamento.

 

Essas conexões têm duas partes: o próprio supercondutor e um estabilizador de cobre que transporta a corrente caso o supercondutor se aqueça em demasia e pare de funcionar. Os testes mais recentes foram feitos no estabilizador, de modo a garantir que irá funcionar com eficiência.

 

“Sabemos hoje muito mais sobre o LHC do que há um ano. Podemos olhar para a frente com confiança e entusiasmo de que teremos um bom funcionamento durante o próximo inverno [no hemisfério Norte] e no ano que vem”, disse Heuer.

 

Os primeiros dados do LHC deverão ser coletados algumas semanas depois que o primeiro feixe de partículas for injetado no acelerador. A expectativa dos responsáveis pelo projeto é que a experiência acumulada nos primeiros meses permita aumentar a aceleração para 5 teV até o fim de 2010 e, em seguida, para 7 teV por feixe.

 

Fonte: IG / Educação


Mãe gorila abandona recém-nascido em zôo americano

Dezembro 15, 2008

Fonte: BBC Brasil

Acabei de ler uma notícia de que um bebê gorila está sendo tratado por veterinários do Jardim Zoológico de San Francisco, nos Estados Unidos, depois de ter sido abandonado por sua mãe. A mãe-gorila, Monifa, deu à luz na semana passada, mas logo depois do parto, evitou contato com o filhote e não quis nem mesmo olhá-lo nos olhos.

O que me impressionou não foi a notícia e sim a foto. Depois de ver essa fotografia alguém ainda pode ter dúvidas de que descendemos do macaco?

bebe-gorila


Francês diz ter encontrado cura para o alcoolismo

Dezembro 10, 2008

Um médico lançou uma polêmica na França ao alegar em um livro que pode ter descoberto a cura para o alcoolismo.

 

Olivier Ameisen, um dos mais conceituados cardiologistas do país, alega que ele mesmo conseguiu abandonar o vício usando uma droga hoje receitada para relaxar os músculos chamada baclofen.

 

O livro em que narra sua experiência, Le Derrier Verre (“O Último Copo”, em tradução livre) ele pede para que cientistas façam testes clínicos para provar que o baclofen elimina o desejo de beber.

 

A popularização do livro por meio da imprensa francesa levou muitos alcoólatras a buscarem o mesmo tratamento, e alguns médicos de fato revelaram que seus pacientes tiveram sucesso ao usar a droga contra o alcoolismo.

 

Mas outros especialistas mantêm o ceticismo, advertindo para o perigo por trás das chamadas “curas milagrosas”.

 

Ameisen era professor de cardiologia na Universidade Cornell, de Nova York, e em 1994 abriu um lucrativo consultório em Manhattan.

 

Mas, acometido de um forte sensação de insegurança – ele se sentia como “um impostor esperando ser desmascarado” – ele passou a procurar alívio em grandes doses de uísque e gim.

 

Meu caso é o primeiro em que um tratamento médico suprimiu completamente o vício em álcool. Hoje, eu posso beber um copo e não tem efeito. Acima de tudo, eu não tenho aquela necessidade irresistível de beber. (Olivier Ameisen )

 

“Eu detestava o gosto do álcool. Mas eu precisava de seus efeitos para existir em sociedade”, diz o livro.

 

O médico diz que tentou todos os recursos conhecidos para acabar com sua dependência. Entre 1997 e 1999, ele passou um total de nove meses confinado em clínicas para alcoólatras, mas nada funcionou.

 

Temendo pela segurança de seus próprios pacientes, Ameisen decidiu parar de atendê-los e voltou a Paris. Então, em 2000, ele leu um artigo sobre um americano que foi tratado com baclofen para espasmos musculares, mas alegou que, durante o tratamento, sentiu que ficou mais fácil abandonar seu vício em cocaína.

 

Estudos adicionais revelaram que a droga ajudava cobaias a se livrarem do vício em álcool ou cocaína. Contudo, para a surpresa do cardiologista, especialistas em dependência desconheciam o baclofen.

 

Em março de 2002, ele começou a testar a droga em si mesmo com doses diárias de cinco miligramas.

 

“Os efeitos iniciais foram um relaxamento muscular mágico e um sono de bebê”, disse Ameisen. Quase imediatamente, ele passou a sentir menos vontade de beber.

 

Gradualmente, ele aumentou para a dosagem máxima de 270 mg e então se viu “curado”. Hoje, usa, de 30mg a 50 mg por dia.

 

Nós precisamos de testes abrangentes para determinar como a droga age, se é eficiente e em qual dose, e se é verdadeiramente inofensiva no logo prazo.
(Alain Rigaud, presidente da Associação Nacional para a Prevenção do Alcoolismo e da Dependência da França).

 

“Meu caso é o primeiro em que um tratamento médico suprimiu completamente o vício em álcool”, alega. “Hoje, eu posso beber um copo e não tem efeito. Acima de tudo, eu não tenho aquela necessidade irresistível de beber.”

 

Best seller

 

Le Derrier Verre se transformou em um best seller na França, levando milhares de alcoólatras em recuperação a pedir que seus médicos lhe receitassem baclofen.

 

Alguns médicos decidiram ignorar que a droga não está oficialmente liberada para tratar alcoolismo e dizem ter testemunhado excelentes resultados.

 

“Eu o prescrevi a dois alcoólatras que realmente estavam no fim da linha. Para ser honesto, foi bem milagroso”, disse o doutor Renaud de Beaurepaire, do hospital Paul-Guiraud, da cidade de Villejuif, perto de Paris.

 

Em Genebra, o doutor Pascal Garche disse ter submetido 12 pacientes ao tratamento, dos quais sete mostraram notável melhoria.

 

“Nunca tive reações como estas antes. Não podemos ignorar descobertas como essa”, disse.

 

Mas especialistas temem que a badalação da mídia a respeito do “remédio” de Ameisen esteja ofuscando a complexa natureza do alcoolismo.

 

“Incentivar pessoas a pensar que há uma substância milagrosa é entender errado completamente a natureza do alcoolismo e é extremamente irresponsável”, disse o doutor Michel Reynaud, do hospital Paul-Brousse, em Paris.

 

Alain Rigaud, presidente da Associação Nacional para a Prevenção do Alcoolismo e da Dependência da França, também tem suas reservas. “Nós precisamos de testes abrangentes para determinar como a droga age, se é eficiente e em qual dose, e se é verdadeiramente inofensiva no logo prazo”, disse.

 

“Mas mesmo se a droga realmente funcionar, isso não significa que só a droga, isoladamente, é a solução.”

 

Fonte: BBC Brasil


Novo remédio “engana o corpo” para queimar gordura

Novembro 6, 2008

Fonte: BBC Brasil

 

Cientistas da França afirmam ter desenvolvido um novo medicamento que consegue enganar o corpo, fazendo com que não ganhe peso mesmo quando submetido a uma dieta gordurosa.

A droga SRT1720, desenvolvida na Universidade Louis Pasteur, em Estrasburgo, conseguiu mudar o metabolismo de cobaias, ativando a queima de gorduras que normalmente acontece apenas quando os níveis de energia do corpo estão baixos.

O medicamento é semelhante em estrutura ao composto químico resveratrol, encontrado no vinho tinto.

A equipe de cientistas descobriu que, depois de dez semanas de tratamento, uma dose baixa de SRT1720 protegia parcialmente os ratos do ganho de peso em uma dieta gordurosa.

Em doses maiores, o remédio evitou completamente o ganho de peso e também melhorou a tolerância ao açúcar no sangue dos roedores e a sensibilidade à insulina, dois fatores importantes para evitar o diabetes.

Os ratos não apresentaram sinais de efeitos colaterais. Mas os cientistas afirmam que são necessários mais testes de segurança e eficácia antes que o medicamento possa ser usado em humanos.

O estudo foi divulgado na publicação científica Cell Metabolism.