Comércio Internacional

Setembro 2, 2009

Brasil, Índia e África do Sul querem aumentar comércio entre seus países

Brasil, Índia e África do Sul querem aumentar o comércio multilateral em U$S 25 bilhões até 2015. Essa é a meta proposta pelos ministros de Relações Exteriores dos três países, definida hoje (1º) durante a 6º reunião de Ministros de Relações Exteriores do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul, em Brasília.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse que o comércio entre os três países é significativo e já atinge mais de US$ 10 bilhões. “Queremos aumentar ainda mais essas trocas e há desafios comerciais. Há pouco tempo entrou em vigor o acordo entre o Mercosul e a Índia. Assinamos um acordo Mercosul-Sacu [União Aduaneira da África Austral] e temos como projeto trabalharmos por um acordo entre o Mercosul, Índia e Sacu”, afirmou.
O acordo de comércio entre o Mercosul e a Índia foi aprovado pelo Congresso Nacional brasileiro em abril deste ano.
Para o ministro de Relações Exteriores da Índia, Shri S. M. Krishna, apesar de ambiciosa, a meta é possível. “Parece uma meta ambiciosa, mas tenho certeza que é possível alcançá-la”, disse. Ele afirmou ainda que já estão em andamento as negociações comerciais entre o Mercosul e a Índia.
A ministra de Relações Exteriores da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane, disse que a África do Sul também está “comprometida em aumentar o comércio” entre os três países.
Os ministros da Índia e África do Sul fizeram críticas aos países desenvolvidos por conta da crise financeira internacional. O ministro indiano disse que os países desenvolvidos “não enxergaram a crise que estava vindo”. “Apesar disso, algumas de nossas economias tiveram um crescimento de 6%” do PIB [Produto Interno Bruto] ”, disse Krishna.
A ministra sul-africana disse que, por mais que a crise tenha afetado os países em desenvolvimento, “nenhum dos nossos bancos fez com que os nossos cidadãos tenham perdido sua poupança”, afirmou. Maite Mashabane acrescentou, ainda, que está na hora de fazer reformas nesse sentido.
Em comunicado conjunto, os três países disseram que a crise financeira internacional requer que tanto os países desenvolvidos quantos os em desenvolvimento tomem sua parte de responsabilidade e façam ações coordenadas. Com isso, eles sublinharam a importância de uma responsabilidade global em relação ao perigo imediato da crise, principalmente, para as nações em desenvolvimento.
O comunicado também reforça a necessidade de as instituições internacionais que regulam o sistema financeiro realizarem uma supervisão sistêmica e desenvolverem um sistema econômico seguro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi apontado como o melhor órgão para fazê-lo.Brasil, Índia e África do Sul também mencionaram a necessidade de se realizar uma reforma das instituições multilaterais internacionais, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), de forma que os países em desenvolvimento tenham uma maior participação nas esferas de decisão.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Roberta Lopes


Economia

Julho 22, 2009

ONU: Brasil é o quarto país mais atrativo para investimento

O Brasil é o quarto país do mundo entre os preferidos das empresas para fazer investimentos. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela agência da ONU para o desenvolvimento do comércio (Unctad), o Brasil fica atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia na preferência de empresas estrangeiras para investimento entre 2009 e 2011.

 

A posição do País é uma acima da ocupada no ano passado. Segundo a Unctad, tanto o Brasil, como China, Índia e Rússia (quinta no ranking) atraem investidores pela perspectiva de crescimento de mercado, mão-de-obra barata e acesso a recursos naturais. O Brasil também foi citado na pesquisa como um país que concede incentivos para investimentos estrangeiros.

 

De acordo com a pesquisa, a América Latina foi uma das regiões do mundo que melhor conseguiu passar pela crise econômica até o momento.

 

Fonte: Terra / Economia

COPOM reduz taxa de juros em 0,5 ponto, para 8,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central diminuiu o ritmo, mas manteve os cortes à taxa básica de juros. Em decisão nesta quarta-feira, o órgão decidiu por reduzir a Selic pela quinta reunião consecutiva, em 0,5 ponto percentual, para 8,75% ao ano – o menor valor da história da taxa, criada em 1999.

 

Desde janeiro, quando a Selic estava em 13,75% ao ano, a taxa já perdeu 5 pontos percentuais.

 

Analistas do mercado financeiro já apostavam na redução de 0,5 ponto percentual, segundo o boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo BC, com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

 

Depois desta redução, os analistas não esperam por mais nenhum corte nos juros básicos em 2009. A Selic serve de referência para outras taxas de juros.

Antes mesmo da decisão do Copom, a Caixa Econômica Federal e a Nossa Caixa anunciaram na terça-feira que vão reduzir as taxas de juros das suas principais linhas de crédito comercial.

 

Fonte: Terra / Economia

BRDE reduz taxa de juros para o financiamento de caminhões

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) reduziu de 10,9 % para 7 % a taxa de juros para empresas que pretendem financiar a compra de caminhões. A redução também beneficia aquisição de chassis, carretas, cavalos-mecânicos, reboques e semi-reboques, incluídos até os pequenos caminhões, tipo dolly.


A queda na taxa de juros ainda foi acompanhada pela ampliação em um ano no prazo de financiamento. Agora, as empresas têm 96 meses para quitar os empréstimos.

A diminuição das taxas soma-se ao corte realizado pelo BRDE na semana passada para financiamento na compra de equipamentos para micro e pequenas empresas do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Os juros caíram de 11% para 4,5%.


O BRDE atende os três estados do Sul e mais o Mato Grosso do Sul e opera com financiamentos a partir de R$ 50 mil. Para ter acesso a linha de crédito, o empresário interessado precisa ter seu cadastro atualizado, situação fiscal e previdenciária em dia, e apresentar projeto viável e enquadrado nas políticas operacionais e de risco de crédito do BRDE. São consideradas microempresas e empresas de pequeno porte (Lei 9.841/99), as empresas que faturam até R$ 1,2 milhão/ano.Mais informações pelo telefone (41) 3219-8000.


BNDES – O programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI) também reduziu de 11% para 4,5% ao ano a taxa de juros na aquisição de máquinas e equipamentos nacionais novos para empresas (exclusivamente do setor industrial) e dobrou o prazo de pagamento para 120 meses. Para investimentos em reforma e construção de instalações, a taxa de juros se mantém em 10,9%, com prazo de até cinco anos.

 

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná


Economia do Brasil

Julho 13, 2009

Mercado reduz para 0,34% projeção de queda da economia brasileira em 2009

O mercado financeiro voltou a reduzir as projeções para queda da economia brasileira neste ano. Segundo dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (13), os analistas consultados projetam recuo de 0,34% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano. Na edição anterior do Boletim, a estimativa era de queda de 0,50%.

 

Para 2010, as projeções de crescimento econômico foram mantidas em 3,50%, mesmo patamar observado há 19 semanas.

As estimativas para a taxa de câmbio também tiveram leve alta: de R$ 1,99 para R$ 2 neste ano. Para o ano que vem, a projeção para o dólar foi mantida em R$ 2.

 

Inflação

No caso da inflação, o prognóstico é de que o IPCA suba 4,50% em 2009 – ficando no centro da meta perseguida pelo BC -, frente à projeção anterior de 4,42%.
O IPCA do próximo ano deve avançar 4,40% pelas novas estimativas, ante alta de 4,33% projetada na semana anterior.

Para os demais indicadores inflacionários deste exercício, os analistas consultados pelo BC diminuíram suas estimativas. No caso do IGP-DI, por exemplo, a perspectiva é de acréscimo de 0,95% e não de 1,35% como constava do documento anterior. No IGP-M, a projeção é de elevação de 0,50%, menos do que o esperado antes (+0,89%). O IPC-Fipe deve subir 4,10%, contra 4,13% previsto anteriormente.
Em julho, tanto o IPCA como o IPC-Fipe devem avançar 0,35%, estimativa sem alteração em ambos casos. O IGP-DI deve aumentar 0,10% e o IGP-M deve marcar deflação de 0,13%. No Boletim Focus antecedente, as taxas aguardadas eram positivas em 0,19% e 0,20%, na ordem.

 

Juros

 

A previsão para o juro básico foi mantida em 8,75% ao ano no final de 2009 e em 9,25% no encerramento de 2010. As instituições mantiveram pela terceira semana a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 0,50 ponto percentual na reunião da próxima semana, para 8,75%.
A estimativa para a produção industrial piorou, saindo de queda de 5,37% na semana anterior para declínio de 6,0%.
Fonte: IG / Último Segundo (Com informações da agência Reuters e do Valor Online)


Agricultura

Julho 1, 2009

Relatório mostra que investir na agricultura é chave para reduzir pobreza

Investir na agricultura – principalmente na produção familiar – é a chave para a redução da pobreza e pode ajudar a solucionar as crises de alimentos, financeira e climática. A conclusão é do relatório Investir na Pequena Agricultura é Rentável, divulgado hoje (30) pela organização não governamental (ONG) britânica Oxfam. O documento traça um histórico dos investimentos na agricultura e indica a necessidade de mais aporte financeiro e apoio tecnológico para os pequenos produtores, em especial nas áreas com maiores dificuldades de acesso e de produtividade.

 

De acordo com o texto, 75% das pessoas pobres que sobrevivem com um dólar por dia trabalham e vivem em zonas rurais e a estimativa é  de que em 2025 esse percentual ainda seja de mais de 65%. “Não é possível reduzir a pobreza, nem estimular globalmente a agricultura e os meios de vida rural sem renovar o compromisso público de investir mais e de forma mais inteligente – com pesquisa e desenvolvimento agrícola, assim como em setores de apoio: saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente”, sugere o relatório.

 

Entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90 a ajuda internacional para o desenvolvimento da agricultura caiu 75% e desde então o montante de recursos repassados tem se mantido baixo se comparado a períodos anteriores. Em 2007, por exemplo, a União Européia doou US$ 1,4 bilhão, mas investiu “assombrosos US$130 bilhões” em seus setores agrícolas internos, segundo a Oxfam.

 

Em 2008, de acordo com a ONG, apenas US$1 bilhão dos US$ 12 bilhões prometidos pelas nações ricas chegaram de fato aos países pobres para lidar com a crise alimentar global. Outra crise, a financeira, pode agravar ainda mais a situação, diante da redução das reservas dos países e dos grandes aportes realizados para salvar instituições e a oferta de crédito. “A comunidade de [países] doadores está esgotando seus fundos, enquanto os governos nacionais veem seus depósitos minguarem”.

 

As soluções, segundo a Oxfam, devem ser compartilhadas entre governos, empresas e o terceiro setor e além de garantias de mais investimentos, passam por medidas como o desenvolvimento de mercados locais de sementes e o fortalecimento de organizações de pequenos produtores.

 

A ONG defende ações prioritárias para os agricultores que vivem nas chamadas áreas marginalizadas – ambientes remotos, com terras frágeis e degradadas e sem acesso a serviços básicos como água, saúde e educação.

 

“Os agricultores de zonas marginais são os que mais cuidam das terras mais degradadas, conservam a biodiversidade agrícola e manejam alguns dos solos mais frágeis do mundo. São aliados cruciais na luta contra as mudanças climáticas”.

 

O relatório também mostra a necessidade de apoio a tecnologias de baixo custo, o fortalecimento dos direitos trabalhistas, com legislações que garantam mais proteção aos trabalhadores da agricultura, além de investimentos direcionados para as mulheres.

 

O documento da Oxfam foi apresentado um dia antes da Assembléia da União Africana, que começa amanhã (1º) na Líbia e terá como tema principal o investimento em agricultura para garantir segurança alimentar e crescimento econômico.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Luana Lourenço


Dinheiro Público

Junho 25, 2009

Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU

A indústria financeira internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, segundo aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Campanha da ONU pelas Metas do Milênio.
Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.

 

Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.
A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.
O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo “identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise em longo prazo”, segundo a convocação das Nações Unidas.
Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.
Vontade política
O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.
“Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”, disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty.
“O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados”, lamentou.
“O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram”, disse Shetty.
O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.
Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global.
“Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar”, afirmou.

 

Fonte: BBC Brasil


Inadimplência

Junho 25, 2009

Inadimplência das empresas cresceu 27% no ano, mostra Serasa

Alta foi na comparação entre os cinco primeiros meses de 2009 e 2008.
De abril para maio, alta foi de 7,2%.

 

As restrições no crédito vêm prejudicando a capacidade das empresas brasileiras de cumprir com seus pagamentos. Segundo levantamento da Serasa, a inadimplência das empresas cresceu 27% no acumulado de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008.

 

“O aumento na inadimplência de pessoa jurídica, de 27%, verificado no acumulado de janeiro a maio de 2009, é alto e mostra que as empresas ainda enfrentam muitas dificuldades: a recessão nos países desenvolvidos, que prejudica as exportações; a queda nos preços das commodities, com efeitos no agronegócio, e a ruptura dos fluxos financeiros, impactando no financiamento da atividade e dos investimentos empresariais”, diz a Serasa em nota.
De acordo com a entidade, no entanto, a inadimplência vem perdendo força: nos três primeiros meses de 2009, a alta acumulada era ainda maior, de 33,1%, e no acumulado de janeiro a abril, de 28,3%, na comparação com os mesmos períodos do ano anterior.
Na passagem de abril para maio, houve alta de 7,2% na inadimplência das pessoas jurídicas. A Serasa explica que o resultado é decorrente do menor número de dias úteis em abril. Na variação de maio de 2009 sobre maio de 2008, a inadimplência das empresas aumentou 21,9%.

 

Fonte: G1


A crise e as micro e pequenas empresas

Junho 24, 2009

Crise externa afetou 63% das micro e pequenas empresas brasileiras, diz Sebrae/SP

Indústria, agronegócio e exportação foram os setores em que as micro e pequenas empresas brasileiras sentiram os efeitos mais fortes da crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008. É o que revela a pesquisa  Impacto da Crise Financeira Internacional nas MPEs Brasileiras, divulgada dia 22/06 pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae/SP).
Segundo o estudo, 63% das micro e pequenas empresas nacionais foram afetadas pela crise. O coordenador da pesquisa, Marco Aurélio Bedê, disse que o impacto foi mais intenso no Sudeste e no Centro-Oeste, onde 64% das empresas se queixaram de efeitos negativos. A primeira região tem uma concentração maior de indústrias e de exportadores. Já no Centro-Oeste, predomina o agronegócio.
Dentre os principais problemas, a queda de demanda foi indicada por 60% dos entrevistados, seguida de juros mais caros (45%) e dificuldade na obtenção de crédito (40%). A pesquisa  foi realizada entre março e maio deste ano, junto a 4.200 micro e pequenas empresas de todo o país. Somente 2% das MPEs apontaram aumento da inadimplência dos clientes e queda nos lucros como reflexos da crise mundial.
Bedê informou, entretanto, que há entre os empresários uma perspectiva relativamente otimista para os próximos seis meses: 46% das empresas esperam melhora do faturamento, 43% acreditam que o cenário permanecerá o mesmo e 9% acham que vão diminuir as vendas. No emprego, 66% dos empresários pretendem manter o quadro atual, contra apenas 8% que planejam demitir.
O consultor do Sebrae advertiu que o problema de financiamento não é específico da crise externa, mas sempre ocorreu no Brasil para esse  segmento econômico.

“Crédito para  pequena empresa sempre foi problema. Mas, na hora em que acontece a crise internacional, você tem uma piora do problema, porque você passou a ter menos recursos disponíveis  para empréstimos, de forma geral, e os bancos passaram a exigir mais garantias reais, depósitos em contrapartida, relatórios  todo tipo de documentação. São muito mais seletivos”, disse.
A indústria teve o impacto maior da crise, mas o comércio também sentiu os efeitos negativos. Segundo ele, o setor industrial é mais dependente de empréstimos para capital de giro e está mais vinculado à economia internacional na parte da exportação. Também trabalha com volumes grandes e produtos mais caros. Esses fatores levam a uma maior concentração dos problemas na indústria, explicou Bedê.
Entre os estados, os mais prejudicados foram  Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais. Os dois primeiros devido ao agronegócio. Já os mineiros tiveram perdas com a exportação menor de minério de ferro. Embora seja feita por empresas de grande porte, como a mineradora Vale, a queda nas vendas externas afeta as pequenas companhias que são fornecedoras e se beneficiam do consumo dos empregados das empresas exportadoras. Goiás foi o estado com maior índice de empresas afetadas (72%).
As pequenas empresas que apresentaram o menor índice de prejuízo estão localizadas no Rio de Janeiro (55%), Santa Catarina (54%) e Distrito Federal (56%). “São estados que têm um setor de serviços preponderante, que é o setor menos afetado”, disse Bedê.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Alana Gandra


Dólares – está sobrando???

Junho 17, 2009

Após acudir FMI, Brasil socorre Argentina: US$5 Bi

O Brasil prepara uma operação financeira para socorrer a Argentina.

 

Vai tonificar as reservas do vizinho com uma quantia equivalente a US$ 5 bilhões.

 

Será uma operação de swap cambial.

 

Uma troca de moedas feita entre os bancos centrais dos dois países.

 

Funciona assim: a Argentina toma dinheiro emprestado do Brasil e oferece como garantia o equivalente em pesos, sua moeda.

 

O dinheiro não migra do BC brasileiro para o BC argentino de uma vez. Vai sendo transferido à medida que as operações se mostrem necessárias.

 

A novidade chega nas pegadas da decisão brasileira de emprestar US$ 10 bilhões ao FMI, divulgada na semana passada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda).

 

A operação com a Argentina veio à luz por meio de uma notícia levada às páginas do diário portenho Clarín, na edição da última sexta (13).

 

A transação foi confirmada ao jornal pelo assessor especial de Lula para assuntos de política externa, Marco Aurélio Garcia.

 

O socorro brasileiro vinha sendo analisado desde fevereiro. O martelo foi batido num encontro de Lula com a colega Cristina Kirchner, em abril.

 

Sob Henrique Meirelles, o BC fará com a Argentina o mesmo que o Federal Reserve (BC dos EUA) fizera com o Brasil em outubro do ano passado.

 

No alvorecer da crise financeira global, o FED fechara com o BC brasileiro uma operação do tipo swap de US$ 30 bilhões.

 

O Clarín informa que a Argentina acertou, meses atrás, uma transação análoga com a China. Coisa de US$ 10 bilhões.

 

O Brasil estende a mão para o vizinho num instante em que a Argentina impõe barreiras comerciais a produtos estrangeiros, inclusive os brasileiros.

 

A equipe de Lula alega que, com a ajuda, poderá exigir do governo de Cristina Kirchner a suspensão de algumas dessas barreiras.

 

Entre as aplicações previstas para o dinheiro disponibilizado pelo BC brasileiro está o pagamento das importações de produtos do Brasil.

 

Fonte: Blog do Josias de Souza – Nos bastidores do Poder


Dólares – Investimentos estrangeiros

Maio 30, 2009

Brasil volta a ser o paraíso dos investimentos estrangeiros, diz “El Pais”

O Brasil voltou a ser “o paraíso dos investidores estrangeiros”, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário espanhol “El País” em sua versão online.
“Apesar da crise financeira mundial, os investimentos que chegaram de fora do país duplicaram em abril. Os analistas econômicos opinam que, depois de um primeiro trimestre incerto, os investidores estrangeiros estão devolvendo a confiança ao Brasil”, diz o jornal.

 

Segundo a reportagem, o fato tem duas explicações. A primeira, que a crise mundial afetou apenas “ligeiramente” o Brasil, e o país poderá crescer em 2010 de 4% a 5%, segundo o ministro (da Fazenda) Guido Mantega”.
Em segundo lugar, os juros, que já baixaram a 10,25% e podem chegar a 9% até o final do ano, continuam entre os maiores do mundo e “seguem sendo apetitosos para os investidores”.
O jornal observa que a não ser que haja uma forte retirada de recursos nos últimos dias do mês, o resultado dos investimentos estrangeiros em maio deverá ser o melhor desde abril do ano passado.
Apesar dos números positivos em relação aos investimentos, a reportagem comenta que eles trazem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a preocupação com a valorização do real por conta da forte entrada de recursos no país.
“The Times”
A situação econômica do Brasil e os efeitos da crise mundial também foram tema de um artigo de opinião publicado nesta quinta-feira pelo diário britânico “The Times”.
O colunista econômico Anatole Kaletsky, após visitas à África do Sul e ao Brasil, diz que os dois países, apesar de atingidos fortemente pela crise, “parecem mais fortalecidos do que deprimidos pela experiência”.
“A notável resistência dessas economias e a confiança de suas comunidades empresariais, de sua mídia e de seus mercados financeiros, em contraste com a melancolia apocalíptica na Grã-Bretanha, Europa e Estados Unidos, destaca as três transformações que esta crise trouxeram à tona”, diz o colunista.
A primeira transformação, segundo ele, é a emergência da classe média nos países desenvolvidos como principal motor do crescimento econômico global nas próximas décadas.
Ele observa que os cálculos do FMI indicam que as economias emergentes contribuirão com 100% do crescimento global até 2010, e pelo menos 70% nos cinco anos seguintes.
A segunda transformação, de acordo com Kaletsky, é “a habilidade das economias emergentes de determinar seus próprios destinos, independentemente do sucesso ou do fracasso das políticas econômicas dos Estados Unidos ou da Europa”.
“Apesar de as economias emergentes não terem conseguido se isolar completamente da crise global, elas conseguiram finalmente refutar o clichê de que quando os Estados Unidos espirram, o mundo pega pneumonia”, diz o artigo.

A terceira mudança, segundo o colunista, é a transformação política e social provocada pelo crescimento da classe média, com o fortalecimento de democracias de livre-mercado plurais e liberais.

 

Fonte: BBC Brasil


Crise Financeira Mundial

Maio 24, 2009

Falta de financiamento ameaça o Brasil, diz Banco Mundial

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que a crise econômica atual pode levar a uma “grave crise humana e social”, se não forem tomadas as medidas adequadas a tempo. Ele também mencionou que medidas anticrise populistas e protecionistas, as quais ele considera políticas, podem atrasar a recuperação, e a ameaça da falta de financiamento a países emergentes.

 

“Se não tomarmos medidas, há o risco de que ocorra uma grave crise humana e social, com implicações políticas muito importantes”, disse ele, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal espanhol “El País”.

 

Sobre as economia emergentes –entre as quais ele citou nominalmente o Brasil–, Zoellick avaliou que umas estão mais fortes que outras, mas que todas devem sofrer com a falta de financiamento para seus setores produtivos.

 

“A China pode surpreender a todos, tem obtido bons resultados com seu plano de estímulo. Para países como o México e Brasil, a principal ameaça é a falta de acesso a financiamentos. O setor produtivo [desses países] ainda não está restabelecido”, disse Zoellick.

 

O titular do Banco Mundial alertou que o cenário atual ainda é imprevisível para todos os países do mundo e que é melhor “estar preparado”. “O que começou como uma grande crise financeira e se converteu em profunda crise econômica, agora está derivando para uma grande crise de desemprego.”

 

“Se criarmos infraestruturas que ponham essas pessoas para trabalhar, isso pode ser uma forma de unir planos de curto prazo com estratégias de longo prazo”, avaliou.

 

Zoellick disse temer por “zonas de penumbra”, como o risco de aumento do protecionismo e problemas de dívida privada em economias emergentes. “E ainda há o que eu chamo de fator X, algo que nunca se vê acontecendo, como a gripe A [a gripe suína, oficialmente chamada de H1N1]“, acrescentou.

 

Retomada

 

O titular do Banco Mundial não rechaçou a hipótese de uma retomada da economia mundial, como várias autoridades dos países mais desenvolvidos têm sugerido. Mas advertiu que “será uma recuperação de baixa intensidade, durante um tempo prolongado”. E acrescentou: “o desemprego vai continuar crescendo”.

 

“A probabilidade de uma grande depressão é baixa, porém nunca nula”, afirmou.

 

Fonte: Folha Online