Educação

Setembro 28, 2009

Brasil é o país com maior número absoluto de analfabetos na América Latina

O Brasil aparece como o país com o maior número de analfabetos na América Latina, apesar de alguns progressos, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, em inglês).

 

No total, 14,1 milhões de brasileiros, o que equivale a 10,5% da população maior de 15 anos, não saber ler nem escrever. No mundo, são 776 milhões de adultos nesta situação.
Na última década, o Brasil reduziu essa taxa em cinco pontos percentuais. Porém, em números absolutos, essa diminuição significa a alfabetização de apenas dois milhões de pessoas.
Em 2003, o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um programa para promover a alfabetização da população adulta centrado em municípios com taxas de analfabetismo superiores a 25%.
A maioria deles fica na região Nordeste.
De acordo com os dados cedidos pelos Governos latino-americanos e reunidos pela Unesco, a América Latina tem 25 milhões de analfabetos, principalmente no Brasil e México, os países mais populosos.
Por outro lado, há nações que avançaram bastante no tema. Hoje, o Equador foi o sexto país latino-americano a anunciar que está livre do analfabetismo. Os outros são Argentina, Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia.
Com a exceção da Argentina, todos esses países conseguiram tal feito por meio da aplicação do reconhecido método cubano “Sim, eu posso” com a ajuda financeira de Caracas.
O programa teve sua efetividade reconhecida pela Unesco e já alfabetizou, de acordo com números oficiais cubanos, 3,1 milhões de pessoas em 28 países.
Além disso, nações como Paraguai, Costa Rica e Chile têm feito constantes progressos em termos de alfabetização e estão próximos de serem considerados como livres do analfabetismo.
Os países que apresentam taxas de analfabetismo abaixo de 4% da população adulta são considerados como livres do problema.

 

Fonte: IG / Último Segundo / Agência EFE


Ensino Superior no Paraná

Setembro 2, 2009

Universidades estaduais do Paraná estão entre as melhores do Brasil

Ensino Superior
O desempenho das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) do Paraná é considerado extremamente satisfatório de acordo com o Índice Geral de Cursos 2008, divulgado no final da tarde de segunda-feira (31), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do Ministério da Educação (Inep/MEC). Duas universidades estão entre as cinco estaduais melhor avaliadas do Brasil. “Estou muito orgulhosa com os resultados das nossas IEES”, afirmou a secretária de Estado Lygia Pupatto.
O desempenho das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) do Paraná é considerado extremamente satisfatório de acordo com o Índice Geral de Cursos 2008, divulgado no final da tarde de segunda-feira (31), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do Ministério da Educação (Inep/MEC). Duas universidades estão entre as cinco estaduais melhor avaliadas do Brasil. “Estou muito orgulhosa com os resultados das nossas IEES”, afirmou a secretária de Estado Lygia Pupatto.
“Em se tratando de nossas instituições estaduais, que são extremamente jovens (as mais antigas têm 38 anos de vida), podemos perceber que elas se encontram no caminho certo e perto de atingir a excelência encontrada nas instituições com nota máxima, pois buscam maior qualificação de seus docentes, bem como uma equação mais satisfatória entre graduação e pós-graduação”, disse a secretária.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) alcançou a quarta posição no ranking do Inep e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) é a quinta colocada – a primeira é a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e a segunda a Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp).
NOTAS – Poucas instituições do País obtiveram a nota máxima (5). O índice 4 é considerado pelo Inep/MEC como muito adequado e o índice 3 é, ainda, de acordo com o parâmetro do órgão avaliador, considerado minimamente satisfatório. Apenas as instituições com índices menores que 3 são alvos de ações de saneamento desencadeadas pelo MEC.
A UEM atingiu índices que a colocam em 21.º lugar, considerando 178 universidades (estaduais, federais e privadas). A UEM e a UEL estão entre as 30 universidades do País com melhores índices na avaliação.
Se observarmos todas as universidades públicas (estaduais e federais) do Paraná temos o seguinte quadro: a UEM posicionou-se em primeira colocação; a UEL em segunda posição; a Universidade Federal do Paraná (UFPR) em terceira; a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em quarto lugar; a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em quinta colocação; a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em sexto lugar e a Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná em sétima colocação.
Criada em 2008, a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) não foi avaliada enquanto universidade e sim as antigas faculdades que a integram. Duas dessas faculdades, as antigas Fundinopi e Faefija, ambas em Jacarezinho, obtiveram conceito 4, sendo que a Fundinopi – hoje Centro de Ciências Jurídicas da Uenp – obteve 355 pontos no IGC.
DOCENTES – As poucas instituições do país que obtiveram nota máxima (21 de um total de 2001, o que corresponde a 1%) são instituições tradicionais que tem 100% do seu corpo docente com nível de doutorado, cumprindo tempo integral e todos produzindo pesquisa. São instituições com grande número de cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), permitindo que a média dos conceitos dos cursos, ponderada pela distribuição dos alunos entre os diferentes níveis de ensino (graduação, mestrado e doutorado), seja elevada.
UEM e UEL, as maiores e mais tradicionais do Estado, contam com números mais elevados de cursos de pós-graduação entre as instituições estaduais do Paraná. A UEM, com 29 cursos de mestrado e 15 de doutorado, e a UEL, com 10 doutorados e 29 mestrados. Buscando percorrer o mesmo caminho, a Unioeste tem dois cursos de doutorado e 11 de mestrado, e a UEPG, três cursos de doutorado, que começaram neste ano, e 10 cursos de mestrado; a Unicentro, a única universidade com índice 3, é ainda muito jovem e está, como a Uenp (a mais jovem, credenciada em 2008), sedimentando-se enquanto universidade.
Sabendo ser esse o caminho, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, além de trabalhar incessantemente pela democratização do acesso, pela flexibilização de modelos formação, pelo papel desempenhado pelas IEES no desenvolvimento do tecido produtivo e social regional, busca a qualidade da formação, a ampliação da extensão, da pesquisa, bem como uma relação estreita e eficiente entre graduação e pós-graduação.
Resultado dessa política de governo, houve aumento de 70,1% no número de cursos de graduação; o número de alunos matriculados nesse nível teve um incremento de 63,3%, com um acréscimo de 42,8% na oferta de vagas nos vestibulares. No mesmo período, houve um incremento de 277,8% na pós-graduação (mestrado e doutorado), havendo um incremento de 355,4% de alunos matriculados nesse nível de ensino.
INDICADOR – O IGC é um indicador de qualidade de instituições de educação superior que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). O resultado final é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).
No que se refere à graduação, é utilizada para cálculo do IGC a média dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da instituição. O CPC tem como base o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o quanto o curso agrega de conhecimento ao aluno e variáveis de insumo – corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógico. Quanto à pós-graduação, o IGC utiliza a Nota Capes. A média dos conceitos dos cursos é ponderada pela distribuição dos alunos entre os diferentes níveis de ensino (graduação, mestrado e doutorado).
O IGC de cada instituição de ensino superior do Brasil foi apresentado pela primeira vez no ano passado e será divulgado anualmente pelo Inep/MEC. O IGC 2007, divulgado no ano passado, compreende todos os cursos das instituições avaliados pelo Enade dentro do triênio 2005-2006-2007. O IGC 2008 atualiza as informações de cada instituição, dentro do triênio 2006-2007-2008.
Foram avaliadas 2001 universidades, centros universitários e faculdades. Dessas, 387 (19,3%) delas não tiveram nenhum conceito. Segundo o MEC, elas não tiveram a participação mínima e dois alunos ingressantes e dois alunos concluintes nos cursos avaliados pelo Enade. A maioria das instituições (884 ou 44,18% do total) recebeu nota três.
QUADRO: Instituições de Ensino Superior Públicas do Estado do Paraná – INEP / 2008
Universidades:

As Universidades Estaduais do Paraná, foram, em sua maioria, muito bem avaliadas:

UEM: 343 pontos = IGC 4
UEL: 328 pontos = IGC 4
UNIOESTE: 318 pontos = IGC 4
UEPG: 308 pontos = IGC 4
UNICENTRO: 284 pontos = IGC 3

UENP: não foi avaliada enquanto universidade; foram avaliadas as faculdades que a integram:
1. FUNDINOPI: 355 pontos: IGC 4
2. FAEFIJA:308 pontos: IGC 4
3. FFALM; 269 pontos: IGC 3
4. FAFIJA: 230 pontos: IGC 3
5. FAFICOP: 216 PONTOS: IGC 3

Se observarmos todas as universidades públicas (estaduais e federais) do Estado do Paraná temos o seguinte quadro:
1º UEM;
2º UEL;
3º UFPR;
4º UNIOESTE;
5º UEPG;
6º UTFPR; e
7º UNICENTRO.

Faculdades:
FECEA: 252 pontos; IGC 3
FAFIPA: 243 pontos; IGC 3
FECILCAM: 240 pontos; IGC 3
FAFIUV: 231 pontos; IGC 3
FAFIPAR: 201 pontos; IGC 3

 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná

 


Prova do Enem – Tire suas dúvidas

Agosto 10, 2009

Tira-dúvidas: G1 responde a 14 perguntas sobre a correção da Prova do Enem

Entenda como será calculada a nota da prova. Exame será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro.

 

Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) alterou o formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro. Em vez das 63 questões de múltipla escolha, a prova passa a ter 180, além da redação. A metodologia na elaboração e correção da prova também mudou. Heliton Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC que aplica o exame, explicou ao G1 as principais mudanças. Confira a seguir.

 

1 – Quanto valerá cada questão da prova do Enem?

Cerca de um quarto da prova será fácil, dois quartos terão grau de dificuldade intermediário e o outro quarto será de questões mais difíceis. O valor de cada questão irá variar de acordo com o seu grau de dificuldade, mas não há ainda definição sobre o número de pontos.
2 – Como são escolhidas as questões que vão entrar na prova?

O Inep compra milhares de questões elaboradas por empresas especializadas e algumas secretarias estaduais de educação. As questões são antes aplicadas para centenas de alunos de toda parte do país. Com base no acerto desses estudantes, o Inep sabe qual questão é mais fácil ou difícil. Elas, então, são colocadas numa escala de proficiência. No caso do Enem, as questões foram pré-testadas com alunos do segundo ano do ensino médio de escolas públicas e algumas particulares e do primeiro ano de faculdade, especialmente de universidades federais. Alunos do terceiro ano não participam do pré-teste justamente por fazerem parte do público-alvo.
3 - O que é a escala de proficiência?

A escala de proficiência é como se fosse uma régua em centímetros. Cada ponto da escala (ou centímetro, no exemplo da régua) funciona como um indicador do conhecimento da pessoa naquele assunto. Uma pergunta de português, por exemplo, pode avaliar se quem responde sabe estabelecer relações entre imagens, gráficos e um texto. Outra analisará se essa mesma pessoa sabe relacionar causa e conseqüência entre partes do texto.

 

4 – Quais serão as habilidades e competências avaliadas pelo novo Enem?
A matriz está dividida nas quatro áreas de conhecimento que farão parte do exame: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. O conteúdo será o que é ensinado no ensino médio, com a diferença que será cobrada mais a capacidade de raciocinar do que a “decoreba”. Cada questão terá uma habilidade avaliada. Confira aqui a matriz de referência .

 

5 – Com base nessa escala, quais serão as notas para cada questão?

Depois de pré-testadas, as questões são colocadas na escala de acordo com o seu grau de dificuldade. Assim como em algumas escolas as notas vão de 0 a 10, no Enem é provável que a escala vá de 200 a 800, com média 500, mas esses valores ainda serão definidos pelo Inep.

 

6 – Então 800 pode ser a nota máxima?

Não é possível afirmar isso, porque vai depender do desempenho dos candidatos. Alguém poderá tirar uma nota acima disso. Podemos tomar como exemplo, usando ainda a ideia da régua, a altura de uma pessoa. A maior parte da população de uma região mede em geral até 2 metros de altura, mas pode acontecer de um indivíduo ter 2,05 metros. É a mesma coisa com a escala de proficiência.

 

7 – Como é calculada a nota da prova do novo Enem?

A nota não é baseada na quantidade de questões certas, mas no tipo de questões que o candidato acertou, se foram mais difíceis, por exemplo, ele terá mais pontos. O cálculo é baseado num modelo matemático chamado de Teoria de Resposta ao Item, em que o item corresponde a uma questão. A teoria relaciona uma ou mais habilidades com a probabilidade de a pessoa acertar a resposta.

 

8 - Qual é a escala da nota? Como serão apresentadas as notas? Haverá uma nota geral?

Haverá uma nota para cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas) e uma quinta nota para a redação. Não será dada uma nota geral. Haverá uma descrição do nível do candidato e as habilidades que ele domina. O candidato também conseguirá comparar o seu desempenho com a média da região e do país.

 

9 – Como o candidato saberá do seu desempenho?

A consulta ao boletim individual de desempenho estará disponível no site do Inep. O candidato também receberá o boletim pelo correio. A previsão é que o resultado da parte objetiva seja divulgado no dia 4 de dezembro e o resultado final, com a redação, saia no dia 8 de janeiro.

 

10 – O candidato conseguirá calcular a sua própria nota?

Não. É preciso aplicar uma fórmula para chegar à nota em cada uma das provas. Um programa de computador fará o cálculo levando em consideração o padrão de resposta e não somente o número de acertos.

 

11- É melhor chutar uma resposta qualquer ou deix ar a questão em branco?
Sim, é melhor chutar. Ao marcar uma resposta, o candidato tem mais uma chance de acertar. Então, o Inep recomenda que o candidato não deixe questões em branco. Apesar disso, o chute deve ser moderado. E, para ter mais chances, o candidato deve analisar as alternativas e eliminar as mais improváveis de estarem corretas.
12 – O sistema consegue identificar se o candidato chutou muito? Como isso acontece?

Sim. A nota final não considera o total de acertos, mas o padrão de resposta do candidato. Isto é, o índice de acertos de questões fáceis, médias e difíceis deve ser equilibrado. Estatisticamente, quem erra questões mais simples acertará um número menor de difíceis. Da mesma maneira, aqueles que acertam as mais complexas não erram nas fáceis. Então, quem acertar mais difíceis do que fáceis provavelmente chutou em boa parte da prova. No geral, como a prova vai considerar o padrão de respostas, o aluno que acertar proporcionalmente fáceis e difíceis terá um desempenho melhor do que aquele que acertar mais difíceis do que fáceis. Se o chutador acertar mais difíceis do que fáceis, a nota atribuída à questão certa será inferior à daquele que respondeu certo por dominar o tema.

 

13 - Questão errada tira ponto?

Não é descontado nenhum ponto se o candidato errar uma questão.

 

14 - Esse sistema de avaliação, como o novo Enem, é usado em alguma outra prova?

No Brasil, um exemplo de avaliação que usa esse sistema é o Saeb e a Prova Brasil, avaliações federais da educação básica. Exames internacionais, como o Toefl, de proficiência em inglês, e o SAT, usado pelas universidades americanas para selecionar candidatos, também usam essa mesma teoria. Como a teoria permite definir com precisão o grau de dificuldade da prova é possível fazer esse tipo de prova em momentos diferentes e comparar os resultados.

 

Fonte: G1 – Por Fernanda Calgaro


Criança mimada

Agosto 3, 2009

Criança mimada denuncia preguiça dos pais

Falta de educação surge porque os adultos deixam de impor limites

Você já deve ter visto ou vivenciado a seguinte cena: no supermercado, uma criança se debate no chão, chora, berra, enquanto a mãe, em geral, costuma ficar bastante envergonhada com todos os olhares que se voltam para ela e para aquele pequeno ser tão sonoro, cuja vontade não foi prontamente atendida. O comportamento é típico de filhos mimados, encarados como um problemão. Mas como fazer para evitá-los? Boa parte da origem – e da solução – está nas mãos dos próprios pais.
O fato de um pai, uma mãe (ou ambos) mimar os filhos passa por diversos fatores e vai desde a superproteção exagerada até uma certa negligência. ”Em vez de impor os limites e gastar energia discutindo com a criança, a saída mais fácil é atender seus desejos”, diz a psicóloga Patrícia Spada, da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp).

Outras questões que resultam na criança mimada incluem: a mãe com um alto nível de ansiedade, ou seja, com medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que demoraram muito para engravidar, e quando vem o bebê ele é tratado como um bibelô (algo frágil, que corre o risco de quebrar a qualquer instante) e a rivalidade entre o casal, levando-os a disputar o amor do filho mimando-o. O que também pesa é a imaturidade dos adultos por achar que uma criança bem amada é aquela que vai ter tudo que os pais não tiveram e um pouco mais, entre outros motivos.
Os efeitos do mimo
O mimo é a não colocação de limites claros e passar a atender a todos os desejos do filho, antecipar-se para que ele não se frustre, protegê-lo dos sofrimentos naturais e inerentes à vida. “São atitudes familiares que podem induzir a criança a ter um comportamento de risco não só na adolescência, mas ainda quando for uma criança maior”, alerta a psicóloga Patrícia Spada.
Pais de filhos mimados tendem a ser super indulgentes e procuram até adivinhar qual deverá ser o próximo desejo da criança. Quando crescer, as chances dessa criança em não respeitar regras são enormes. Afinal de contas, ela foi criada como uma pequena “dona do mundo” - tudo que deseja ela tem, tudo que quer ela consegue.

“No futuro, eles podem desenvolver até um comportamento delinquente, quando muitas vezes se tornam líderes do grupo (pois foram tratados como autoridade ou realeza a vida toda), maltratando, prejudicando ou, no mínimo, desprezando os outros que não concordam com seu jeito de pensar e agir”, ressalta Patrícia.
A Influência começa cedo
Desde o seu nascimento, o bebê está suscetível ao temperamento, às vivências positivas e negativas dos pais, aos modelos afetivos que eles tiveram, entre outros fatores que irão, certamente, influenciar e interferir no relacionamento pais e filhos.
Algumas atitudes dos pais podem, de fato, atrapalhar o desenvolvimento global adequado do filho, tais como: superproteção ou quando o contato com o filho é mantido de modo intenso e contínuo, seja dormindo com eles, amamentando-os durante bem mais tempo do que o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (é essencial até o sexto mês de vida) e, principalmente, limitando o contato da criança com outras pessoas, ou com outros bebês. 
De acordo com a especialista Patrícia Spada, são hábitos que impedirá o início da percepção do bebê de que o mundo não é somente a mãe ou o pai, mas está repleto de outros interesses - fato que pode deixar os pais bastante ameaçados em relação à perda do afeto do filho.
Outra atitude dos pais, frequentemente relacionada a abandono, mas disfarçada por comportamentos de total liberação, é a super permissividade, que consiste em fazer tudo o que o filho deseja, sem nunca colocar limites e nem posicioná-lo, explicando motivos de não poder fazer determinada coisa.
“No caso de bebês, uma situação que demonstra isto é quando os pais se adiantam aos desejos do filho, e prontamente tentam satisfazê-lo, não raramente com relação a alimentação. Assim, a criança chora ou faz menção de reclamar e os pais, imediatamente, lhe dão comida, sem nem lhe dar a chance de perceber e sentir se está mesmo com fome ou não e conhecer seu ponto de saciedade”, alerta Patrícia.
O poder do “Não”
É por volta dos dois anos de idade que a criança aprende a falar “Não”. É uma descoberta natural, mas que por desconhecimento, os pais a enfrentam com receio de perder a autoridade e gera-se um círculo vicioso: a criança tenta se apossar de seus desejos e palavras recém-descobertas a fim de desenvolver seu mundo mental próprio ou sua identidade e, do outro lado, os pais temerosos não aceitam e muito menos compreendem esta fase e preferem eles dizer o “Não” a ficarem com a palavra final. É aí que começam os ataques dos pequenos. ”A criança passa a ter verdadeiros ataques coléricos para se afirmar, cujo limite para a birra é uma tênue e frágil linha”, acrescenta a especialista da Unifesp.
A idade crítica
Quando os pais não têm suas próprias questões emocionais bem elaboradas, é mais fácil que elas se confundam com as emoções do filho e, dessa forma, projetem nele seus desejos não realizados e suas frustrações. Por essa ótica, toda e qualquer idade é uma idade de risco para deseducar os filhos. “Cada uma das fases da vida exige dos pais atitudes firmes, afetuosas, e limites bem colocados evitando – ao máximo futuros transtornos de comportamento”, alerta Spada.
O comportamento dos pais de não imporem limites para se livrarem do problema é uma situação mais comum do que se pensa. Em geral, os pais permitem que o filho faça tudo o que quiser com a condição de não incomodá-los. “É o que chamamos de superpermissividade e uma das consequências é a indisciplina da criança , diz a especialista.

Tem cura!
A reeducação sempre é possível, contanto que os pais realmente a desejem e estejam dispostos a arcar com as consequencias inevitáveis em função da mudança de atitudes, bem como com a resistência do filho em perder o trono (falso e prejudicial) no qual sempre viveu.
Geralmente, a escola chama os pais para orientá-los a procurar ajuda profissional, pois é no ambiente social do filho onde aparecem os desvios de conduta com mais frequencia. Outras vezes, os próprios pais percebem que tudo já está fora de controle e nem eles mesmos conseguem suportar mais tal situação. E é neste momento de coragem que podem procurar um profissional da área de psicologia para ajudar a criança a se desenvolver e aproveitar todas as suas potencialidades.

Confira abaixo as dicas da especialista Patrícia Spada para evitar a criança mimada em casa:
Quando a criança não aceita comer o que há na mesa e faz birra

Resolver isto parte de uma boa comunicação da criança com os pais. O problema é que os lados não estão falando a mesma linguagem e, geralmente, há grande manipulação por parte da criança.
Há, de fato, o risco de a criança ficar sem comer, enfraquecida, vir a adoecer, e ela sente e percebe a insegurança e receio da mãe quanto a isso. Se a mãe não conseguir traduzir este clima emocional, será uma guerra de foice, pois ambos tenderão a mostrar ao outro quem é o mais forte e, é claro, a criança poderá estar em situação de risco.
Nestes casos, é indicado que a mãe converse muito com a criança, respeite-a em seu gosto alimentar, faça junto com ela alguns cardápios e insista, sem forçar, para que o filho experimente a comida, mas tenha a liberdade de escolher o que quer comer, mas contanto que coma algum dos ingredientes servidos.
Com o tempo, ele se sentindo respeitado como pessoa, sem ser forçado, sem sofrer violência (física ou psicológica), vai querer comer e passará a aceitar mais facilmente, em combinação com a mãe, o que quer que seja feito para se alimentarem.

Para que os filhos saibam reconhecer o valor material e o esforço dos pais para conquistá-las

 

  • Conversar sempre demonstrando sem cobrança o quanto é necessário para um adulto se esforçar para ter dinheiro;
  • Ajudar o filho a administrar sua mesada ( se a receber), deixando-o decidir pela forma que quer usá-la, mas também arcando com as consequências - quando criança gastar tudo o que tiver. O adequado será que ela possa esperar e juntar o dinheiro todo novamente, aprendendo a esperar, a lidar com a frustração e reconhecer o amor dos pais por ele.
  • Não é saudável dar presentes para o filho o tempo todo. É preciso que ele saiba a importância da economia regrada (e não exagerada), bem como a importância de os pais lhe pedirem opiniões sobre o que ele pensa que poderia ajudar para melhorar o orçamento da família.

Para que os filhos entendam o valor das amizades e a importância de compartilhar
Este é um valor que certamente começa em casa. Não é a mãe obrigando o filho a emprestar seu brinquedo favorito para o amiguinho que desenvolverá nele o sentimento de solidariedade ou de partilha. É natural que as crianças passem pela fase de não querer dividir nada do que é seu com nenhum amigo e, neste caso, é importante que a mãe e o pai respeitem e compreendam a posição e a emoção de seu filho e deixem que ele aprenda a lidar com as consequências de sua atitude.
Se os adultos estiverem emocionalmente bem, tranquilos e confiantes na educação que estão dando a criança, tudo não passará de mais uma fase conturbada e turbulenta, que quando acompanhada de perto pelos responsáveis pela criança, tende a se acalmar com o tempo.
Para evitar os ataques de choro e crises dos pequenos quando algo não sai como eles querem
Muitas vezes os ataques de choro e as crises não devem ser evitadas, justamente pela importância que a elas compete. Nenhum ser humano consegue tudo que quer na hora que quer e quando os pequenos percebem que eles também não são poderosos, - pois não só as coisas não são como querem como também não conseguem com que os pais atendam a seus desejos incondicionalmente – é o momento ideal para que devagar possam ir entrando em contato com a realidade e elaborar este sentimento de onipotência , tão natural e esperado nos filhos.
É interessante salientar que, em geral, as crises de choro e de birra, muitas vezes, mais deixam os pais envergonhados - pela possível opinião dos outros (que nem se quer os conhece) de que não são bons pais, do que preocupados com a saúde emocional e mental ou desenvolvimento saudável do filho.

 

 Fonte: Minha Vida – Saúde, Alimentação e Bem-estar


Enem

Julho 27, 2009

Vai encarar o novo Enem? Saiba mais sobre o exame

O novo exame nacional do ensino médio (Enem) será aplicado em 1.619 municípios brasileiros, nos dias 03 e 04 de outubro e manterá a característica de ser um exame voluntário. Alunos concluintes do ensino médio e pessoas que terminaram este nível de ensino em anos anteriores, os chamados egressos, ainda podem realizar a prova. A novidade é que a prova vai valer também para certificação de conclusão do ensino médio, o que torna o Enem também uma oportunidade para cidadãos sem diploma nesse nível de ensino, desde que na data de realização da prova tenham 18 anos, no mínimo.

 

As médias do Enem poderão ser usadas no vestibular das instituições federais de ensino e também em processos seletivos de cursos profissionalizantes pós-médios. A partir do ano que vem, a avaliação vai medir ainda o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.

 

Provas
O Enem 2009 é concebido a partir das orientações curriculares previstas para o ensino médio, que estão estruturadas em quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Por isso, o exame será constituído por quatro provas, contendo 45 questões objetivas de múltipla escolha cada.

 

A redação deverá ser feita em Língua Portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política.

 

No sábado, dia 03 de outubro, das 13h às 17h30, serão aplicadas as prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No dia 04 de outubro, domingo, das 13h às 18h30, serão realizadas as prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.

 

Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, horário de Brasília-DF. As provas serão aplicadas às 13h, em todo o território nacional.

 

É recomendável que o inscrito compareça ao local de realização da prova com antecedência de uma hora. Será necessário apresentar original ou cópia devidamente autenticada de documento de identificação, Cartão de Confirmação de Inscrição, folha de respostas do questionário socioeconômico, caneta esferográfica de tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha macia.

 

Atendimento especial
Para receber atendimento apropriado, o participante com deficiência física deverá obrigatoriamente declarar, no ato da inscrição, o tipo de atendimento especial que necessita para realizar o exame.

Aos detentos ou internos, matriculados em programas especiais de educação de ensino médio em unidades prisionais ou hospitalares, será oferecido aplicação da prova nos locais de detenção ou internação em que se encontrem, mediante termo de compromisso específico. Para isso, a coordenação responsável deverá solicitar ao Inep o formulário do Termo de Compromisso para a aplicação do Enem. O documento deverá ser encaminhado ao Instituto até o dia 17 de julho.

 

Manual do Inscrito
Todos os devidamente inscritos receberão o Manual do Inscrito, contendo as informações gerais sobre o Enem 2009, as competências e habilidades a serem avaliadas, os critérios de avaliação de desempenho dos participantes nas provas, bem como o questionário socioeconômico, com folha de respostas própria. O Manual do Inscrito será enviado, via correios, para o endereço indicado no ato da inscrição. O inscrito no Enem 2009 deverá responder o questionário socioeconômico e entregar a folha de respostas no dia e local de realização das provas.

 

Cartão de confirmação
O inscrito também irá receber um Cartão de Confirmação de Inscrição, enviado para o endereço indicado no ato da inscrição. O cartão contém o local onde será realizado o exame, o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. Caso o inscrito não receba o seu Cartão de Confirmação de Inscrição até o dia 25 de setembro de 2009, deverá entrar em contato com o Programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161 ou acessar a página htt://enem.inep.gov.br/consulta.

 

Resultados individuais
A partir da segunda quinzena de janeiro de 2010, os participantes do Enem 2009 receberão o Boletim Individual de Resultado. As médias serão enviadas via Correios no endereço indicado na ficha de inscrição. Para consultar os resultados individuais pelo site do Inep serão necessários o número do CPF e a senha de acesso, cadastrados na fase de inscrição.
O Sistema de Seleção Unificada
O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem como única forma de ingresso. As instituições que optarem utilizar o Enem como única avaliação para selecionar os ingressantes participarão de um Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online.

 

Nesse sistema, as universidades informarão quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma das grandes áreas do conhecimento terá na nota final. O aluno que participou do Enem 2009 se inscreve no sistema, que calculará sua nota final, já com os pesos estabelecidos, e o aluno poderá simular inscrição em até cinco cursos ou instituições, durante todo o período em que o sistema ficar disponível na internet.

 

Caso a universidade decida utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota do Enem agregada à nota de um vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de inscrição e participação em seus editais. O Sistema de Seleção Unificada só será utilizado pelas instituições que escolherem o Enem como única forma de seleção.

 

O Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online, será aberto apenas às instituições/cursos que optarem por usar o Enem como fase única ou para preencher as vagas remanescentes ao fim da sua seleção.

 

Fonte: Redação Terra / Educação


Bolsa de Estudos para graduados

Julho 27, 2009

reino unido

 

Chevening: Reino Unido oferece bolsas de estudo para graduados

Um dos programas mais abrangentes do mundo, Chevening tem inscrições abertas para pós-graduação, especialização e mestrado

  
O Chevening, programa de bolsas de estudo do Conselho Britânico (British Council), admite estudantes recém-graduados que queiram cursar pós-graduação, mestrado e cursos de especialização no Reino Unido. Os interessados podem se candidatar entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2009 para cursos que iniciam no ano acadêmico de 2010/2011.
Todos os anos são contemplados cerca de 25 brasileiros em início de carreira, que sonham em completar os estudos em países como Inglaterra, Escócia e República da Irlanda. Todas as universidades que oferecem vagas são cadastradas pelo Conselho Britânico e mantém informações atualizadas no site da instituição, como grade de estudos, valores de mensalidade/anuidade do curso, tempo de duração e até opções de hospedagem.
O programa é financiado pelo Foreign and Commonwealth Office (FCO), o Ministério das Relações Exteriores britânico, e administrado pelo British Council em todo o mundo. No Brasil, a administração Chevening está sob a responsabilidade dos escritórios do British Council de Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. E jovens profissionais de todos os estados brasileiros podem se inscrever.
Como é a bolsa
O valor máximo de cada bolsa de estudo concedida é de 12 mil libras esterlinas (o equivalente a R$ 38.900) para que o estudante arque com as despesas dos estudos e gastos pessoais. Caso opte por um curso com valor acima do limite, o estudante deve cobrir os valores do próprio bolso. Neste caso, o pagamento é feito diretamente na universidade, antes do início do curso.
As bolsas normalmente são concedidas para um programa formal de estudos em tempo integral, que pode ir de três até doze meses de duração. Para participar, é importante que os candidatos escolham cursos que estejam diretamente relacionados à sua área de atuação, aqui no Brasil.
Quem pode participar
Brasileiros, recém-formados em cursos de graduação nas áreas de:
Economia, Administração e Administração Pública, Desenvolvimento Sustentável, Relações Internacionais, Engenharia Ambiental, Direito, Jornalismo, Contabilidade, Engenharias (Elétrica, Aeronáutica, Aquicultura, Telecomunicações, Civil, Mineração e Logística) e .Desenho Industrial.
Dentro destes cursos, ainda é possível optar por áreas diversas, como Direitos Humanos, Políticas Públicas e Combate ao Crime Internacional, por exemplo.
Outros pré-requisitos importantes são experiência profissional mínima de dois anos na área em que deseja se aprofundar, ter domínio da língua inglesa (comprovado por nota mínima de 6.5 no IELTS – International English Language Testing System – exame proficiência específico para o Reino Unido) e desejar estabelecer vínculos com os países em que pretende estudar.
A diversidade de vagas é um diferencial do Chevening. Por não se restringir às áreas científicas e de pesquisa, é um dos programas que mais atrai jovens graduados em cursos ligados às ciências humanas, de acordo com estimativas do escritório paulista do Britsh Council.
Opinião de quem foi lá
A Engenheira de Telecomunicações Viviane Penna Lustosa, 31, tem uma experiência curiosa. Trabalhava em uma multinacional do ramo de Energia Elétrica, no Brasil, e pensava havia tempos em tentar novas experiências profissionais. “Sempre pensei em morar um tempo no exterior, mas meus recursos não eram suficientes e, de uma forma ou outra, tinha receio em deixar meu emprego, que era um porto seguro”. Ironicamente, foi um Programa de Demissão Voluntária que ajudou Viviane a dar o primeiro passo rumo a novas descobertas acadêmicas e profissionais. “A empresa em que trabalhava passou por uma reestruturação e, quando me ofereceram um pacote de benefícios interessante para me demitir, aceitei. Investi no inglês, que estava um pouco enferrujado, me dediquei ao IELTS e me inscrevi no programa. Passei em fevereiro de 2007 e no mesmo ano embarquei. Estudei por um ano Energias Renováveis e Meio Ambiente na Internacional University of London, na Inglaterra”, conta.
De volta ao Brasil no início deste ano, Viviane decidiu, no entanto, adotar um novo lar. “Volto para Londres em agosto. Recebi uma proposta de uma empresa nova, que monta projetos sustentáveis de energia para vários países. Aceitei e estou feliz com este novo desafio”, comemora.

 

Serviço
Onde se inscrever:
http://www.britishcouncil.org/br/brasil-education-chevening.htm

British Council
Escritório de Brasília
Ed. Centro Empresarial Varig, SCN Quadra 04 Bloco B, Torre Oeste Conjunto 202, Brasília, DF
Tel.: (61) 2106-7500
brasilia@britishcouncil.org.br

Escritório de Recife
Empresarial Thomas Edison na Av. Agamenon Magalhães, 4775, 8º andar
Ilha do Leite, Recife, PE
Tel.: (81) 2101-7500
recife@britishcouncil.org.br

Escritório de São Paulo
Centro Brasileiro Britânico na Rua Ferreira Araújo, 741 / 3° andar, Pinheiros,
São Paulo, SP
Tel.: (11) 2126-7500
saopaulo@britishcouncil.org.br

Datas
Inscrições: 1º de Agosto a 30 de Setembro 2009
Primeira etapa da seleção: em outubro (análise de formulário submetido online);
Entrevistas para os selecionados: entre novembro e dezembro
Seleção final: entre fevereiro e março.

 

Quem pode se inscrever e quais as exigências:

• Brasileiros
• Residentes e trabalhar no Brasil
• Ter curso superior completo
• Ter pelo menos dois anos de experiência profissional após a graduação na área em que deseja aprofundar seus conhecimentos
• Ter domínio da língua inglesa; nota mínima de 6.5 no IELTS (International English Language Testing System)
• Ter se destacado na sua área de atuação
• Desejar estabelecer vínculos com o Reino Unido


Redação do Enem

Julho 22, 2009

Estar por dentro de atualidades ajuda na redação do Enem, afirmam especialistas

Saber o que está acontecendo no mundo pode ajudar na hora de fazer a redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009. “Da minha experiência nas provas do Enem, percebo que todas as redações do exame sempre têm foco em atualidades”, diz a professora de português do Colégio Vértice, Liliana Castanho.

 

Para quem está apreensivo com o Enem, vai uma boa notícia: nada se altera na redação, diferentemente da parte objetiva do exame, que teve o número e o conteúdo das questões ampliados. “O modelo da redação será igualzinho ao dos anos anteriores. Não mudaram os critérios”, afirma Heliton Ribeiro Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável por toda a logística e aplicação da prova.

 

A redação contará como parte da nota da seleção de calouros para universidades e institutos federais.

 

O que deve ter uma boa redação?

 

A redação, segundo a professora Liliana, deve seguir, primeiramente, a estrutura do texto dissertativo, com a tese, a defesa da tese e a conclusão: “Escrever dessa maneira já é meio caminho andado. O que os examinadores querem ver é se o estudante consegue colocar suas ideias no papel, com argumentos sólidos, e sem fugir do tema”.
Uma bom início para uma redação de sucesso, segundo a professora, está no rascunho do texto. “É muito importante o rascunho, porque nele você tem a liberdade para ler mais uma vez, mudar. Não basta só elencar os argumentos em itens e escrever. É preciso fazer o esboço do texto e só depois escrever a caneta”, diz.

 

Como se preparar?

 

Para se preparar para a redação, Liliana dá a seguinte dica: “O estudante tem que ter leitura; se ele não tem, não consegue redigir, porque não terá argumentos”, diz. “A leitura de ensaístas que tratem de temas como educação, saúde, política, conflitos religiosos e raça, por exemplo, pode ajudar a formar bons argumentos na hora de fazer o texto”.
“Prestar bastante atenção nas matérias de história, geografia, filosofia e biologia também ajuda o aluno do ensino médio a ter repertório para a redação; assim, ele pode ‘fazer a ponte’ entre o que é ensinado e o que é pedido no Enem”, diz.
Outra dica da professora é treinar a escrita, tentando elaborar textos a partir de propostas anteriores do Enem ou dos grandes vestibulares: “Em casa, o estudante pode pegar os temas que já foram cobrados, procurar textos relacionados, construir seus argumentos e escrever. Se ele tiver boa vontade, há muito material disponível nas universidades, na internet”.

 

Dois meses antes da prova

 

Repertório também é palavra-chave para um bom texto na opinião do coordenador de gramática, texto e redação do curso Anglo, Francisco Platão Savioli, junto com o domínio da língua portuguesa: “O conhecimento do código exige aprendizado de longo prazo. Mas para o repertório, quanto mais antenado o candidato estiver, tanto mais ‘bala na agulha’ para argumentar ele vai ter”.
Se você está por fora dos assuntos atuais há uma orientação: “Durante os próximos dois meses antes da prova, é bom dar uma lida nos jornais. Também vale acompanhar os programas de televisão mais analíticos”, diz o professor. Na opinião de Savioli, o importante ao ler as notícias é estimular o poder de crítica – questionando os argumentos dos entrevistadores e dos textos.

 

Temas da redação do Enem

 

De acordo com Savioli, tentar adivinhar os temas cobrados na dissertação do Enem não ajuda em nada. “O conhecimento prévio do tema pode levar professores a prepararem todos os alunos da mesma maneira. Isso é fatal para a redação, pois ela é feita para avaliar a capacidade de construir um texto próprio e de ter uma reflexão personalizada”, diz.
Por sua experiência com vestibulares e com o Enem, Savioli divide os temas de dissertação em três grandes áreas:

 

  1. assuntos que tratam do indivíduo e temas filosóficos - por exemplo, realização profissional, felicidade, amor, paixão, depressão, estresse;

 

  1. a relação do indivíduo com a sociedade - por exemplo, política, solidariedade, relações de poder, cotas, preconceito racial;

 

  1. a relação do indivíduo com o universo biofísico - por exemplo, poluição ambiental, utilização de recursos não-renováveis, preservação do meio ambiente.

 

Fonte: UOL / Vestibular – Por Ana Okada e Simone Harnik


ENEM

Julho 13, 2009

Curso pouco concorrido adere mais ao “Enem-vestibular”

A substituição dos vestibulares pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), proposta em março pelo Ministério da Educação, abrangerá cursos pouco concorridos e menos de um quarto das vagas das universidades federais do país.

 

Os dados foram tabulados pela Folha, que contatou as 55 instituições federais do país. Na prática, os candidatos poderão disputar, prestando só o Enem, 42,7 mil das 183 mil vagas previstas para 2010.

 

A possibilidade de disputar diversos cursos sem precisar se inscrever em vários vestibulares é uma das grandes vantagens da mudança, diz o MEC.

 

O levantamento mostra ainda que 81% dos cursos no sistema tiveram no último exame relação candidato/vaga inferior à média das federais (8,8).

 

Cada instituição tem autonomia para aderir. Muitos reitores dizem não ter aceitado porque a mudança seria abrupta e ainda há dúvidas sobre o sistema. A proposta foi lançada em março; a prova é em outubro, e as inscrições terminam sexta.

 

“Este primeiro ano é encarado como um teste. No próximo, pode ser que a adesão aumente ou que haja até a retirada do sistema. Dependerá do sucesso da prova”, disse o presidente da Andifes (que reúne os reitores das federais), Alan Barbiero.

 

“Para o primeiro ano, a adesão está boa”, afirmou o presidente do Inep (órgão do MEC responsável pelo exame), Reynaldo Fernandes. “É natural que universidades com grande estrutura de vestibular tenham receio. Se a prova selecionar bem, a adesão aumentará.”

 

Fernandes vê como positiva a adesão maciça de cursos pouco procurados. Com o sistema unificado, sustenta, a concorrência poderá subir e melhorar a seleção nesses cursos.

 

A apreensão na rede pode ser exemplificada pela Unifesp (federal de SP). Para cursos mais recentes, como ciências sociais, o Enem passou a ser a única forma de seleção. Já para carreiras tradicionais, como medicina, haverá segunda fase. A instituição diz que cursos mais concorridos necessitam de avaliação mais “abrangente”.

 

Para o coordenador da pós-graduação em educação da USP, Romualdo Portela, a adesão inicial ao projeto “é baixa, mas não desprezível”.

 

Segundo ele, “o problema é que tentaram implementar a proposta muito rapidamente”. “Em geral, aderiram as instituições mais novas, que são mais frágeis [politicamente] e dependentes do ministério.”

 

O uso do Enem como única forma de seleção vem sendo tratado pelo governo Lula como um passo para o fim dos vestibulares, vistos como um problema para o ensino médio _ao cobrarem assuntos muito específicos, impedem que os alunos sejam capazes de integrar os conhecimentos.

 

O Enem cobra menos conteúdo das matérias e mais raciocínio. Mas, para virar um processo seletivo, teve de ser modificado. O número de questões subiu de 63 para 180.

 

“É preciso avaliar o impacto na seleção dos candidatos e no ensino médio. Nada ainda está claro, é preciso prudência”, disse o coordenador do grupo de ensino superior da Anped (associação dos pesquisadores em educação), João Ferreira.

Mesmo se o curso desejado não estiver no sistema unificado do Enem, em geral, o aluno deve prestar o exame. Isso porque tanto universidades públicas como particulares podem usá-lo em seu vestibular.

 

O exame é usado ainda na seleção do ProUni (programa de governo federal que dá bolsas em faculdades particulares).

 

Universidades federais e o novo Enem

Aderiram ao Enem como substituto do vestibular

 

  1. Cinco em MG: Unifal, UFJVM, Ufla, Unifei * e UFSJ **
  2. Três no RS: Ufpel, Unipampa e UFCSPA
  3. Duas em SP: UFABC e Unifesp *
  4. Duas no RJ: UFRRJ e Unirio
  5. Duas em PE: Univasf e UFRPE
  6. Duas na BA: UFRB e UFBA *
  7. Uma em MT: UFMT
  8. Uma no MA: UFMA
  9. Uma no PI: UFPI
  10. Uma no AM: Ufam
  11. Uma no PR: UTFPR
  12. Uma em TO: UFT
  13. Uma em RO: Unir
  14. Uma em RN: Ufersa

 

Usarão o Enem como primeira fase do vestibular

 

  1. Cinco em MG: UFU, Ufop, Unifei *, UFSJ ** e UFJF (*)
  2. Uma em SP: Unifesp *
  3. Uma no RJ: UFRJ
  4. Uma em MS: UFMS
  5. Uma no ES: Ufes
  6. Uma na BA: UFBA *
  7. Uma em PE: UFPE

 

Usarão o Enem para compor a nota do vestibular

 

  1. Duas em MG: UFV (50%) e UFTM (50% de uma prova)
  2. Uma no RS: Furg (50%)
  3. Uma em SC: UFSC (20%)
  4. Uma em GO: UFG (20% na primeira fase)
  5. Uma no PR: UFPR (10% de uma prova)

* para alguns cursos.
** Serão 10% das vagas pelo sistema unificado; nas demais, o aluno pode escolher se quer usar como substituto da primeira fase.
(*) opcional.

Fonte: Folha Online / Educação / Folha de S.Paulo – Por Fábio Takahashi e Ricardo Gallo


ENADE – Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes

Julho 7, 2009

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Enade 2009 será aplicado em novembro

A edição 2009 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) vai avaliar o desempenho de alunos ingressantes e concluintes de 15 áreas de graduação e de sete cursos tecnológicos. As instituições devem inscrever os alunos participantes até 31 de agosto. As provas serão aplicadas em 8 de novembro.
A participação no Enade é obrigatória. Criado em 2004 para substituir o antigo Provão, o objetivo do exame é avaliar a qualidade dos cursos de graduação das instituições públicas e privadas de ensino superior. O aluno que não comparecer ao exame fica sem diploma ao final do curso.

A partir deste ano, a prova não será aplicada a uma mostra de estudantes, mas há todos os ingressantes e concluintes das áreas avaliadas. Antes o Enade só era obrigatório para uma amostra de alunos selecionados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A lista dos municípios em que as provas devem ser aplicadas está disponível no site do instituto.

São considerados alunos do final do primeiro ano do curso aqueles que até 31 de agosto tiverem concluído de 7% a 22% da carga horária. Já os estudantes considerados concluintes são aqueles que até a mesma data tiverem concluído pelo menos 80% da graduação ou tenham condições de concluir o curso no ano letivo de 2009. De acordo com o cronograma do Ministério da Educação (MEC), a lista dos estudantes selecionados para o Enade será divulgada em 10 de setembro.

Os cursos superiores que serão avaliados em 2009 são administração, arquivologia, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, estatística, música, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, teatro e turismo. Já os cursos de tecnologia que participam do exame neste ano são design de moda, gastronomia, gestão de recursos humanos, gestão de turismo, gestão financeira, marketing e processos gerenciais.

Fonte: Agência Brasil – Por Amanda Cieglinski


Enem – Exame Nacional do Ensino Médio

Maio 21, 2009

Novo Enem não exigirá que aluno decore fórmulas e datas históricas

O Ministério da Educação (MEC) e o comitê responsável pela elaboração do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) decidiram hoje (13) qual será a matriz de habilidades da prova que substituirá o vestibular das universidades federais. Segundo o ministro Fernando Haddad, os conteúdos permanecerão os mesmos que são ministrados hoje pelo ensino médio, o que muda é a “forma de perguntar”.
“Não se está reinventando nada, até por respeito aos alunos que estão concluindo o ensino médio na forma atual. O que se aprovou hoje, tendo por base os conteúdos, foi como abordar os conteúdos. A ênfase deixa de ser na memorização e passa a ser na capacidade de compreensão dos fenômenos da natureza, por exemplo”, disse.
A matriz de conteúdo será divulgada amanhã (14), após reunião com os secretários estaduais de educação. Segundo Haddad, o novo formato não permite as “pegadinhas”, por exemplo, nem vai exigir que o aluno decore uma fórmula ou a data de um fato histórico. “O que ele precisa saber é como se desenrolaram os processos históricos e a implicação dos fatos na vida dos países”, disse.
O ministro acredita que como nem todos os conteúdos podem ser cobradas a partir da matriz de habilidades estabelecida pelo MEC,  a tendência é que o volume de conteúdos diminua. “Hoje o programa de ensino médio é um empilhamento dos programas dos vestibulares”, defendeu. Em breve, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deve divulgar um modelo da prova para que os alunos tomem conhecimento do formato.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, ressaltou que muitos vestibulares do país já adotam esse formato de prova. “O grande avanço é que o país inteiro vai ter a possibilidade de um exame que tem grandes ganhos em relação ao modelo atual”, apontou.
Haddad disse ainda que vai pedir um reforço ao Ministério da Justiça na aplicação e logística de distribuição da provas. Hoje, cerca de 2 mil agentes da Polícia Federal fazem a segurança nos locais de prova do Enem, mas em função do possível crescimento do número de inscritos, o MEC quer aumentar esse efetivo.
Como já tinha sido determinado pelo MEC, a prova será nos dias 3 e 4 de outubro. Os estudantes que quiserem se candidatar às vagas de uma das instituições participantes devem necessariamente participar do exame que terá uma redação e 200 questões de múltiplas escolhas. Os testes serão de linguagens e códigos, matemática, ciências naturais e ciências humanas.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Amanda Cieglinski