César Cielo

Agosto 3, 2009

César Cielo – Um ídolo brasileiro

César Cielo chegou neste sábado (01/08) a um feito que somente outros dois nadadores fizeram antes dele.

 

Só chegaram ao ouro nos 50m e nos 100m no mesmo Campeonato Mundial o norte-americano Anthony Ervin, em Fukuoka, em 2001, e Alexander Popov, que fez duas vezes, em Roma-1994 e Barcelona-2003. “Quando você está treinando, tem umas idéias meio loucas, acha que pode fazer isso. Mas chega na hora, sabe que é difícil”, disse Cielo.
Tão difícil que, pela segunda vez em Roma, ele chorou no pódio. Ao ver suas lágrimas, os italianos se renderam ao charme do nadador de 22 anos de Santa Bárbara d’Oeste. Como fazem ao tocar o hino italiano, bateram palmas no ritmo do hino brasileiro. “Eu sou assim, emotivo. Vou continuar chorando. Vou continuar me batendo. Sou um pouco louco”, resumo.
Confira a entrevista que o brasileiro deu após conquistar o ouro dos 50m livre, em Roma:
Todos achavam que o recorde mundial de Fred Bousquet (20s94) iria cair na final. O que aconteceu?

Eu não estava me sentindo tão bem quanto na final dos 100m. Sabia que ia ser um teste para a minha cabeça. É muito difícil nadar os 50m quando você não está tão bem quanto gostaria. Acordei cansado nesses dois últimos dias. Hoje à tarde, cheguei para o Brett (Hawke, seu técnico) e falei: “Esquece o tempo que não vai dar (recorde mundial). Hoje é bater na frente. Recorde mundial pode cair a qualquer hora.
Ganhar o ouro dois dias ajudou?

Acho que sim. É bom ganhar e tirar o peso das suas costas, saber que você deu o seu melhor o tempo todo. E eu sabia que estava bem e que queria continuar sendo rápido. Depois dos 100m, comecei a tratar a competição como se fosse o começo, como se não tivesse nadado ainda. Mas sabia, também que eu era o alvo, que todos iriam olhar para mim e tentar me derrotar.
Você é apenas o terceiro a ganhar os 50m e os 100m no mesmo campeonato. Já tinha imaginado isso?

Algumas vezes, você está treinando e visualizando o que pode acontecer. Pensei que seria bom ganhar os 100m e os 50m e aconteceu. Eu assisti ao Popov no Mundial de Barcelona, em 2003, pela televisão. Mas o segredo não é só nadar rápido. É uma coisa mental, de dedicação. Treinar direito, descansar direito. Pensar em piscina 24 horas e 7 dias por semanas. É uma dedicação completa.

 

Você voltou a chorar no pódio. Na segunda vez, não deu para se acostumar?
Acho que minha família é emocional. Antes da prova, consigo controlar muito bem a minha cabeça. Mas depois, solto tudo. E espero continuar chorando. Não ligo se as pessoas tirarem sarro de mim. Podem tirar sarro enquanto eu for o melhor. É muito bom no topo do pódio. Ouvir o hino nacional.
E o ritual antes da prova? Você se bate tanto que ainda está vermelho, 30 minutos depois de cair na piscina.

Hoje, eu toquei meus lábios (antes da prova) e estava tudo dormente. Meus dedos, minha perna, estava todo dormente. Sai dos 100m sem sentir minhas mãos. Acho que chego a um ponto em que não sinto mais nada. É só a sua mente e o controle da mente. Acho que não é o ideal para um velocista não sentir suas mãos, mas eu já sei o que é preciso fazer.
Se sabe o que fazer, qual o segredo, então?

Acho que é estar o mais pronto possível no momento certo. É muito treino de reação e foco no tempo. No fim do dia você relaxa.
O que você ainda acha que pode fazer? Aonde pode chegar?

Novos objetivos a gente sempre acha. Eu tenho certeza que ainda tenho muito espaço para melhorar nos 50m livre. E nos 100m, sempre dá para melhorar. Eu quero achar meu limite.
E onde está esse limite? Em Auburn? Ou é possível voltar para o Brasil?

Esse ano foi bom para mostrar que eu preciso ir pra Auburn. É lá que tenho de estar para ser o melhor. O Brasil pode esperar. Se querem me ver ganhando, é assim que tem de ser. Não tenho nem que pensar em outro lugar.

 

Fonte: UOL Esporte


NATAÇÃO

Maio 28, 2009

Como funcionam os supermaiôs?

Peça melhora a hidrodinâmica e diminui a resistência entre o corpo e a água

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Quem acompanhou a Olimpíada de Pequim sabe que um acessório ganhou mais destaque do que as próprias provas: os novos maiôs utilizados pelos nadadores. O próprio Michael Phelps, atleta que mais conquistou medalhas de ouro em uma única olimpíada, bateu oito recordes mundiais, todos acompanhados de medalhas, vestindo um desses maiôs. A partir das marcas superadas por Phelps e outros atletas, a Federação Internacional de Natação (FINA) resolveu regulamentar o uso da peça e publicou uma lista de maiôs que podem ser usados nas competições para que todos tenham acesso ao mesmo tipo de equipamento. Mas, o que está por trás de tantos recordes e polêmicas?

 

Mais sobre esportes

 

Cada fabricante tem seu segredo para a fabricação dos trajes de natação, que no Brasil custam até R$1500. Mas o princípio básico é que todos eles ajudam os atletas a melhorar seu desempenho, aumentando a hidrodinâmica e diminuindo a resistência entre o corpo e água. Para isso, os supermaiôs são feitos com um material muito leve, sem nenhuma rugosidade e que repele a água. Além disso, a solda ultrasônica une os pedaços de tecido sem precisar de costura. E o zíper, muito pequeno e escondido sob o material, também evita que seja criada qualquer saliência no traje. Assim, o fluxo de água pelo corpo acontece de forma suave e sem desacelerar o movimento. “Mas não é só isso. Os trajes têm muito elastano em sua composição. O material exerce uma compressão em certos grupos musculares, diminuindo o esforço que o atleta precisa fazer. Desse jeito, ele rende mais”, explica Renato Hacker, diretor de marketing da Speedo Brasil. Essa compressão também tem outra função: ajuda a manter a postura do atleta dentro d´água, o que o deixa mais hidrodinâmico e veloz.
Uma curiosidade é que, apesar de toda a tecnologia, o traje não é nada prático. “Como a peça fica completamente ajustada ao corpo, também é difícil de colocar. O atleta demora de 10 a 20 minutos para vestir a peça e, na hora de fechar o zíper, precisa da ajuda de até duas pessoas”, conta Renato Hacker. O nadador brasileiro Cesar Cielo sabe bem das dificuldades na hora de usar a peça. Durante o Troféu Maria Lenk, competição que aconteceu no Rio de Janeiro em maio, uma unhada fez um rasgo no maiô na altura da coxa.

 

Fonte: Revista NOVA Escola


Cheerleaders

Abril 9, 2009

Animadoras de torcida

 

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No esporte, as cheerleaders, conhecidas no Brasil como animadoras de torcida, também chamadas de garotas de torcida ou líderes de torcida, consiste no uso organizado de música, dança e ginástica para fazer com que os torcedores animem as suas equipes nas partidas. Os espetáculos de animação são muito freqüentes, sobre tudo, em esportes de equipe, como o basquetebol e o futebol americano.

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Como esporte

 

Animação de torcida é um esporte que usa rotinas organizadas de elementos da ginástica artística, de dança, e de “stunting” para serem apresentadas em eventos aos espectadores e/ou a jogos de times, e ainda em competições, regionais, estaduais, nacionais e internacionais. O praticante de animação de torcida é chamado de animador(a). Com aproximadamente 1,5 milhões de praticantes na animação “Allstar” (sem incluir os milhões nos colégios, faculdades e pequenas ligas) na América (E.U.A.). A audiência global vem aumentando desde 1997 graças a divulgação do esporte pelas transmissões da ESPN Internacional. Há aproximadamente 100.000 praticantes em torno do mundo em países como Austrália, China, Colômbia, França, Alemanha, Japão, Canadá, Holçanda, Nova Zelândia e Brasil.

 

O atleta que pratica o Cheerleading é chamado de Cheerleader.

 

O esporte surgiu em 1884, na Universidade de Princeton. Na época, somente os homens participavam. Na primeira metade do século XX (anos 30) o esporte já se fazia presente em outras universidades e as mulheres passaram a participar como Cheerleader. Devido ao crescimento do interesse pelo esporte, em 1997, a ESPN passou a transmitir as competições de Cheerleading nos Estados Unidos.

 

Em 1948, Lawrence “Herkie” Herkimer, de Dallas, um ex-cheerleader da Southern Methodist University, fundou a National Cheerleaders Association (NCA), que, junto com a Universal Cheerleading Association – e outras – promovem treinamento e campeonatos nos Estados Unidos.

 

Nos anos 80 e 90 o esporte passou por um momento difícil, pois sua imagem, devido ao enfoque dos filmes da época, era associada a meninas fúteis, burras ou sem índole moral. Somente em 2000, com o lançamento do filme As apimentadas (Bring it on), o esporte passou a ser encarado e forma mais atlética e séria.

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Miami Heat é tetracampeão do torneio de cheerleaders

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O Miami Heat tem um time imbatível. E não estamos falando do elenco composto por Dwayne Wade, Michael Beasley, etc. As cheerleaders da franquia da Flórida mantiveram sua hegemonia e conquistaram pelo quarto ano consecutivo o título de melhor equipe de dança da NBA.


O campeonato é promovido no site oficial da liga norte-americana e disputado no sistema mata-mata. Depois de eliminar as garotas de Toronto Raptors, Boston Celtics e Charlotte Bobcats, derrotaram o Houston Rockets na decisão e ficaram com o tetracampeonato.


Dentro de quadra, o Heat ocupa a quinta colocação da Conferência Leste e está classificado para os playoffs. Os fãs da franquia esperam que Dwayne Wade, Michael Beasley e Cia tenham o mesmo desempenho das belas dançarinas de Miami.

 

O esporte no Brasil

 

No Brasil o Cheerleading se fazia presente de um modo restrito e com pouca representação, sobretudo nas escolas americanas. Com o início do futebol americano e o surgimento da Liga Paulista de Futebol Americano, por volta de 2001, foi surgindo a necessidade do Cheerleading no país e a capacitação desses atletas.

 

Observando, entre 2005 e 2007, a prática isolada de alguns grupos de meninas, surgiu a então chamada Cheer Commission, que, posteriormente, passou a se chamar Comissão Paulista de Cheerleading, um órgão sem fins lucrativos com o propósito de gerir o esporte e congregar os atletas no estado.

 

Organização por categoria e faixa etária

 

Por definição da Comissão Paulista de Cheerleading, o esporte está organizado da seguinte forma:

 

Categoria Mini

Feminino – 6 a 8 Anos (Pré a 2ª série / 1º a 3º ano) – Colégios.

 

Categoria Mirim

Feminino – 9 a 11 Anos (3ª a 5ª série / 4º a 6º ano) – Colégios

 

Categoria Infantil

Feminino – 12 a 14 Anos (6ª a 8ª série / 7º a 9º ano) – Colégios.

 

Categoria Juvenil

Feminino/Masculino – 15 a 17 Anos (1º a 3º Médio) – Colégios.

 

Categoria Universitário

Feminino/Masculino – 18 a 24 Anos (Calouro a veterano) – Universidades.

 

Categoria Ligas Esportivas

Feminino/Masculino – 13 a 20 anos (Alfa), 21 a 25 anos (Beta), 26 a 30 anos (Gama).

 

As animadoras de torcida do futebol brasileiro

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Desde o ano passado, o futebol nacional aderiu a uma moda tipicamente americana: grupos de animadoras de torcida. Meninas em trajes mínimos sacudindo pompons, fazendo acrobacias dignas de uma ginasta olímpica e dançando freneticamente podem ser encontradas em praticamente qualquer evento esportivo dos EUA.


No início de 2009, o Campeonato Paulista entrou de cabeça nessa onda, e 19 dos 20 clubes que disputam o torneio criaram seus grupos de cheerleaders. Confira algumas das representantes especializadas em animar a galera nos estádios.

Cheerleaders Brasil - O grupo de animadoras de torcida, que vem abalando os corações dos torcedores desde a sua estreia no ano passado, continua com a corda toda. As meninas fizeram uma apresentação no estádio do Pacaembu, antes de um jogo do Corinthians.

Com o apoio da Federação Paulista de Futebol (FPF), o Cheerleaders Brasil deve ganhar uma nova integrante. A entidade está organizando o concurso “Gata do Paulistão”, que premiará a melhor animadora de torcida dentre as 19 equipes de cheerleaders que atuam no Paulistão com um contrato de um ano com o grupo.

Os grupos de Cheerleaders que representam os times finalistas do Paulistão 2009

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Saúde

Março 10, 2009

O esporte que tem a sua cara

 

Que todas as atividades físicas fazem bem ao corpo e à mente, ninguém duvida. Mas um deles, além desses benefícios, combina exatamente com o seu perfil.

 
Os especialistas são unânimes em afirmar: abandonar a vida sedentária é fundamental para prevenir doenças, garantir mais disposição e bem-estar. Em geral, a prática de um esporte conduz a uma melhora na capacidade cardiorrespiratória e na circulação, fortalece a musculatura, os tendões e até os ossos, deixando o corpo mais protegido contra lesões, torções e fraturas.

 

“A prática regular de um esporte recreativo — aquele não-competitivo — diminui o risco de doenças como a hipertensão, o acidente vascular cerebral (AVC) e o diabetes”, complementa o educador físico Luis Carlos de Oliveira, instrutor de pesquisa do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).

 

Tudo isso sem falar nos ganhos estéticos, como o controle do peso, o enrijecimento e a definição da musculatura. “Quem faz algum exercício regularmente garante mais quantidade e qualidade de vida”, resume Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

 

Os benefícios de uma atividade física regular se estendem à saúde mental. “O esporte funciona, muitas vezes, como um treino para a vida prática e propicia situações que permitem o conhecimento do próprio corpo e uma consequente melhora da autoimagem e da autoconfiança”, explica Eliane Jany Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (NUPSEA), da USP.

 

Mas, se são capazes de trazer inúmeros ganhos para a saúde do corpo e da mente, é importante saber que os exercícios se diferenciam entre si no que diz respeito a resultados específicos. Por isso, é tão importante fazer uma escolha acertada entre as várias modalidades disponíveis, antes mesmo de começar a treinar. Para cada objetivo, existem atividades que são mais indicadas, pelo tipo de trabalho físico que proporcionam. De acordo com a sua meta, é possível estabelecer uma rotina de treinos personalizada, que vai garantir resultados mais rápidos e eficazes.

 

SE O SEU OBJETIVO É…

 

…EMAGRECER

 

A melhor pedida: CICLISMO.

 

A atividade permite um gasto energético alto — de até 600 kcal/hora — mas, ao contrário da corrida, não oferece tanto impacto, o que poderia causar a sobrecarga das articulações, especialmente no caso de pessoas que estão acima do peso. Também proporciona um ganho considerável de condicionamento físico, resultado que pode ser percebido logo nas primeiras semanas de prática. Pernas, glúteo, abdome e os músculos da região lombar são os mais trabalhados durante o exercício.

 

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de resistência. Durante a prática, é importante respeitar os limites do seu condicionamento físico: dores, desconfortos e cansaço excessivo devem servir como alerta. Se não está acostumado a pedalar, evite subidas e maneire na intensidade do exercício, pelo menos nas primeiras semanas de treino.

 

Cuidados: para andar na rua, os equipamentos de proteção — como capacete, cotoveleiras, joelheiras, faróis e roupas apropriadas — são indispensáveis. O principal risco da atividade está relacionado à queda, que não raro provoca cortes, torções e fraturas. Quem tem labirintite, portanto, deve evitar a prática, já que a falta de equilíbrio pode precipitar um acidente desse tipo. A atividade também é contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos ou que apresentem lesões sérias na coluna ou nas articulações, especialmente nos joelhos.

 

…AUMENTAR A RESISTÊNCIA

 

A melhor pedida é: CORRIDA.

 

 

“A atividade possibilita que o condicionamento físico seja muito facilmente adquirido”, garante o educador físico Luis Carlos de Oliveira. Quem pratica regularmente conta, além dos benefícios cardiovasculares, com uma significativa queima calórica — que pode se traduzir na manutenção do peso ideal — e com uma melhora no tônus muscular, especialmente dos membros inferiores.

 

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de resistência e condicionamento físico.

 

Cuidados: é importante trabalhar dentro da frequência cardíaca adequada, determinada na avaliação física. O acompanhamento pode ser feito por meio de um frequencímetro — instrumento eletrônico utilizado para medição dos batimentos — ou mesmo valendo-se da velha regra de contar as pulsações, encostando os dedos no pulso ou no pescoço, logo abaixo do maxilar. Pessoas com cardiopatias ou problemas respiratórios graves só podem se submeter à atividade após uma cuidadosa avaliação médica. Lesões articulares poderão ser agravadas pela corrida, já que o exercício oferece bastante impacto.

 

…SAIR DA FAIXA DE SEDENTARISMO

 

A melhor pedida é: CAMINHADA.

 

caminhada

 

O exercício envolve movimentos básicos e não exige condicionamento prévio.

Além disso, proporciona menos impacto, o que diminui os riscos de lesões. “É a atividade com o menor número de contraindicações. Ela é recomendada até para pacientes em fase de reabilitação de doenças cardiovasculares”, garante o educador físico Luis Carlos de Oliveira. A caminhada possibilita um ganho de condicionamento gradual e auxilia no controle de diversas doenças, como o diabetes e o colesterol. Dependendo da frequência e da intensidade da prática, o exercício também ajuda a perder peso e a tonificar a musculatura, especialmente dos membros inferiores.

 

Frequência e duração mínima: 30 minutos de atividade física, todos os dias, são suficientes para garantir mais qualidade de vida e ajudar a proteger a saúde. O tempo de atividade pode ser fracionado em três períodos de dez minutos, sem prejuízo nenhum para a melhora da capacidade cardiorrespiratória. Porém, para usufruir dos benefícios desse esporte, é necessário que os passos sejam ritmados e constantes. “Se a pessoa estiver conseguindo pronunciar frases inteiras sem dar uma paradinha para tomar fôlego entre uma palavra e outra, é porque ainda está caminhando devagar demais”, explica o educador físico Sandro Veríssimo.

 

Cuidados: a avaliação médica, antes do início da atividade, é fundamental. “Mesmo a caminhada pode ser um exercício bem intenso e, caso a pessoa tenha alguma patologia desconhecida, há o risco de desenvolver um problema mais sério”, alerta Sandro.

Cardiopatias graves ou problemas respiratórios já detectados, bem como lesões de articulações e problemas de locomoção podem dificultar a prática do exercício e, nesses casos, o acompanhamento individualizado é recomendado.

 

…GANHAR MASSA MUSCULAR

 

A melhor pedida é: MUSCULAÇÃO.

 

 

A atividade resistida, feita com o auxílio de pesos, é fundamental para garantir o aumento do volume do músculo. O treinamento, em geral, prevê cargas maiores e menos repetições. Mas, além do resultado óbvio, o exercício oferece inúmeros outros benefícios. A postura melhora e diminuem muito os riscos de sofrer de problemas de coluna, torções e lesões nas articulações, uma vez que os músculos fortalecidos acabam servindo de apoio para essas estruturas mais delicadas. Além disso, a prática prepara o coração para esforços intensos.

 

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, intercalando os grupos musculares de modo que haja um intervalo mínimo de 48 horas para cada músculo trabalhado. “O intervalo é tão importante quanto a atividade, porque é preciso que as fibras musculares rompidas se refaçam, justamente o que proporciona o aumento do volume do músculo”, explica o educador físico e personal trainer Sandro Veríssimo. A duração e a intensidade do treino variam de acordo com o nível de condicionamento e a idade, entre outros fatores. Por isso, cada praticante deverá ser orientado de forma individualizada.

 

Cuidados: para evitar lesões, é imprescindível o acompanhamento de um educador físico, que vai observar se as posturas para os exercícios estão corretas, além de indicar a carga e o número de repetições mais adequados. E atenção: é importante que todos os grupos musculares sejam trabalhados no treino, para que não haja nenhum tipo de descompensação das articulações ou mesmo da coluna.

O aquecimento da musculatura, minutos antes de utilizar os aparelhos, também é fundamental. Assim como o ciclismo, ela só está contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos.

 

…TER MAIS DISPOSIÇÃO

 

A melhor pedida é: NATAÇÃO.

 

 

O esporte melhora o condicionamento físico, a flexibilidade e até a coordenação motora. Além disso, a natação é uma das poucas atividades que promovem um trabalho muscular mais generalizado: ombros, costas, braços, peitoral, glúteo, pernas e abdome são bastante solicitados durante o exercício. A pressão naturalmente exercida pela água ainda dá uma mãozinha à circulação. E o melhor: tudo isso sem sobrecarregar as articulações e provocar dores no pós-treino, já que o impacto é muito pequeno.

 

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, com aulas de 50 a 60 minutos.

 

Cuidados: além da consulta com um clínico geral, será necessário passar também por uma avaliação com um dermatologista antes de começar a treinar. Maiôs confortáveis, meias com sola antiderrapante e óculos de natação podem facilitar a prática. A touca protetora é item obrigatório.

A atividade está contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos ou que apresentem lesões articulares sérias, pois o impacto é muito pequeno na água, mas ainda assim existe. Quem sofre de crises de labirintite também corre o risco de apresentar certo desconforto durante as aulas, já que os exercícios na piscina exigem mais equilíbrio.

 

...AUMENTAR A FLEXIBILIDADE E A CONSCIÊNCIA CORPORAL

 

A melhor pedida é: ALONGAMENTO.

 

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Ao contrário do que se imagina, esse tipo de atividade, além dos ganhos óbvios para a flexibilidade e a amplitude dos movimentos, trabalha a resistência muscular e envolve um gasto energético significativo — até 300 kcal podem ser perdidas em uma hora de atividade! “O alongamento também ajuda a proteger articulações e até a própria musculatura de lesões e torções”, complementa o educador Sandro Veríssimo. Com o aumento da consciência corporal proporcionada pelo exercício, a postura tende a melhorar, assim como a coordenação motora, e os movimentos tornam-se mais ágeis.

Quando combinado ao relaxamento, o alongamento potencializa sua ação redutora da ansiedade, do estresse e da fadiga.

 

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, 60 minutos por dia.

 

Cuidados: durante a prática, é importante respeitar os limites do seu corpo e parar de forçar o movimento ao perceber qualquer tipo de dor ou desconforto. O ganho de flexibilidade é lento e gradual. Quem tem desvios sérios na coluna ou sofre de labirintite poderá ter dificuldades no momento de experimentar algumas posições e precisará de uma atenção especial durante a prática.

 

…FAZER AMIGOS

 

A melhor pedida é: ESPORTES COLETIVOS.

 

 

Como o basquete, o vôlei e o futebol, que ajudam a trabalhar as noções de cooperação e de trabalho em grupo, favorecendo a aproximação espontânea com outros participantes. A prática regular também favorece o aumento do condicionamento físico, da força e da coordenação motora, o controle do peso e o fortalecimento da musculatura de regiões específicas, que variam de acordo com os movimentos mais exigidos em cada modalidade.

 

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de condicionamento.

 

Cuidados: como o contato é maior entre os praticantes e o nível de impacto não é desprezível, há um risco proporcional de sofrer traumas e quedas. Por isso mesmo, o ideal é optar por esse tipo de exercício depois de se submeter a treinamentos específicos para aumentar a resistência cardiorrespiratória e o tônus muscular. “Dessa forma, o corpo estará mais protegido de lesões e mesmo de fraturas de ossos, ligamentos e tendões”, explica Sandro. Pessoas com cardiopatias avançadas, problemas de pressão alta, quadros de labirintite ou lesões de coluna e articulares mais graves devem evitar esse tipo de atividade.

 

Fonte: Revista VivaSaúde – Por Rita Trevisan

www.revistavivasaude.com.br


Flamengo corta verbas e deixa Diego, Jade e cia. sem clube

Janeiro 22, 2009

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O Flamengo anunciou na noite desta quarta-feira que não irá renovar os contratos dos ginastas Diego Hypólito, Daniele Hypólito e Jade Barbosa. Alegando não ter verba para dar continuidade aos esportes olímpicos, o clube também cortou investimentos nas demais modalidades consideradas “amadoras”. Somente o remo, uma obrigação estatutária, e o basquete, que conta com verba da Petrobras, serão mantidos.

 

“Não quero falar de casos específicos. Estamos atarefados e envolto a enormes problemas com o futebol. O que posso dizer é que, no campo dos esportes olímpicos, nenhum contrato vai ser renovado. Não temos dinheiro. Só poderemos fazer isso quando o Governo Federal passar a investir nos clubes para fomentar essas modalidades. Até lá, o clube só continuará investindo em basquete e remo”, afirmou o presidente Márcio Braga em entrevista ao UOL Esporte.

O vice-presidente Delair Dumbrosck também confirmou o corte. “Não temos mais dinheiro para manter investimentos tão altos. Não vamos renovar os contratos dos ginastas. É uma decisão que tivemos que tomar, já que não temos qualquer apoio do Governo Federal ou do Comitê Olímpico Brasileiro para manter esses esportes”, disse o dirigente à reportagem.


Por meio de nota, o clube fez questão de transferir a responsabilidade do corte para o COB. Braga, assim como outros presidentes de clube, defende que suas entidades também recebam uma fatia da lei Agnelo-Piva.


“Segundo a Folha de São Paulo, além dos recursos da Lei Agnelo Piva, o COB gastou 10 milhões de dinheiro público em consultoria para a candidatura Rio 2016, um montante de 6,7 milhões para a equipe de elaboração do dossiê, 7 milhões para a visita do COI ao Rio, enquanto a FIFA visita 18 cidades para a Copa e não gasta um centavo público. Se qualquer uma dessas verbas tivesse chegado ao Flamengo o clube não estaria passando por esta situação nos esportes olímpicos”, afirmou Braga.

A crise dos esportes olímpicos no Flamengo já vem de longa data. Os próprios ginastas já amargavam dois meses de salários atrasados. Basquete e outras modalidades, como o judô, também enfrentavam o mesmo problema. Segundo Delair, os atrasos atestam que o clube não tinha mais condições de manter os esportes olímpicos.


“Não podemos continuar investindo um dinheiro que a gente não tem. Utilizando recursos que vem do futebol para manter um monte de outros esportes. É preferível investir em um jogador, que futuramente pode ser vendido e trazer recursos para o clube”, finalizou o vice-presidente.

 

Fonte: UOL Esportes


Excelente notícia para o Esporte brasileiro

Janeiro 21, 2009

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Com Maurren Maggi, equipe cria rivalidade no atletismo

 

Esporte antes monopolizado pela BM&F, o atletismo terá, a partir de agora, rivalidade. A Rede Atletismo apresentou ontem, em Bragança Paulista, sua equipe para 2009, com 82 atletas, capaz de fazer frente ao tradicional time de São Paulo.

 

“Nossos objetivos são ganhar o Troféu Brasil, enviar 25 atletas para o Mundial de Berlim e conquistar duas medalhas na competição”, conta Marcos Coreno, diretor técnico da Rede.

 

A meta é bastante ambiciosa, já que a BM&F detém hegemonia de 16 anos no Troféu Brasil, equivalente ao Brasileiro da modalidade, que será no Rio.

 

Além disso, no Mundial de Osaka-07, o Brasil teve 43 atletas. Ou seja, a Rede quer ser responsável por mais da metade da delegação. Não bastasse isso, a última vez que o país obteve dois pódios ou mais no Mundial foi em Sevilha, há dez anos.

 

Para atingir essas façanhas, a equipe trouxe da rival sua maior estrela, Maurren Maggi, única brasileira campeã olímpica no atletismo. Além disso, possui a base dos revezamentos 4 x 100 m masculino e feminino do país, ambos quarto colocados nos Jogos de Pequim-08.

 

“Temos vários velocistas com boas perspectivas para 2012 [nos Jogos de Londres]“, destaca o técnico Jayme Netto.

 

E é nas propostas recebidas pelos astros adversários que vem a maior crítica da concorrente. “Você demora anos para formar um atleta olímpico. E eles vieram e assediaram 60% do nosso time”, afirma Sérgio Nogueira, diretor da BM&F.

“Não assediei 60%. Fiz proposta para 100% da equipe dele”, rebate Jorge Queiroz de Moraes, presidente da equipe.

 

“Queremos dar um couro na BM&F”, disse o dirigente, em palestra para os atletas ontem.

 

Para atingir o objetivo, a Denerge, holding controladora do Grupo Rede (empresa setor energético), comprou um spa.

 

Já foram investidos mais de R$ 8,5 milhões na adaptação do espaço em CT, com 210 mil m2 e pista oficial da Mondo, a mesma da Olimpíada-08 –neste ano, sediará as provas de decatlo e heptatlo do Troféu Brasil.

 

Em abril, terminará as obras na pista de aquecimento, que fica ao lado. “Será a primeira coberta do país”, orgulha-se Jayme, ressaltando que o local, com espaço para disputas de velocidade e saltos, possui medida menor do que a oficial.

 

Para este ano, também serão entregues refeitório e alojamentos, o que tornará o terreno um centro de excelência da América do Sul outorgado pela Iaaf (entidade que comanda o atletismo no mundo). A arquibancada, para 3.500 pessoas, deve ser construída em 2010.

 

Com infraestrutura básica quase pronta, a próxima meta é se tornar autossustentável.

 

“A manutenção da equipe custa R$ 6 milhões ao ano. Já conseguimos R$ 1 milhão com parcerias diversas e aprovamos projeto de R$ 3,7 milhões via lei de incentivo ao esporte”, contabiliza Moraes, que acertou com a Adidas para ser fornecedora do uniforme do time.

 

Fonte: Folha de S.Paulo – Por ADALBERTO LEISTER FILHO


Ex-mentor, René Simões vê caminho de Pelé para Marta

Janeiro 15, 2009

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Muita gente não se recorda, mas o técnico do Fluminense, René Simões, foi o comandante da seleção brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, primeira competição em que a meia-atacante Marta – que conquistou recentemente o tricampeonato do prêmio de melhor do mundo – apareceu para o futebol mundial.

 

Ao falar sobre o assunto, o técnico é categórico ao afirmar que não esperava outro caminho para a jogadora que não esse. “Para mim não é surpresa. A Marta é o Pelé de saias”, comparou René Simões, que desde a época da Olimpíada já defendia a tese de que a jogadora deveria receber o prêmio de melhor do mundo – Marta só viria a ganhar a honraria pela primeira vez em 2006.


Para justificar a sua tese, o técnico do Fluminense citou alguns exemplos. “Fala um jogador que imprima alta velocidade com a bola no masculino? Cristiano Ronaldo? A Marta é o equivalente no feminino. O Robinho é um exemplo de driblador? A Marta também é. O Ronaldinho é genial? Assim como a Marta”, exemplificou.


“A Marta é uma jogadora que consegue reunir todas as boas qualidades que um atleta de futebol deve ter. Assim como era o Pelé. Por isso que eu comparo os dois”, se derreteu em elogios René.


René Simões comandou Marta na seleção que disputou as Olimpíadas de 2004. Na ocasião, a jogadora atuou toda a competição como titular do meio campo da equipe, que de forma surpreendente terminou com a medalha de prata ao perder para os Estados Unidos na prorrogação na final.


Vale lembrar que não é só René Simões que defende a tese de que Marta deve ser comparada a Pelé. O próprio Atleta do Século concordou com essa teoria. “Mas as pernas dela são mais bonitas do que as minhas”, chegou a brincar o Rei do Futebol uma vez quando perguntado sobre o assunto.

 

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Fonte: UOL Esporte


Maurren Maggi

Dezembro 16, 2008

Já faz tempo que quero postar algo a respeito de Maurren Maggi. Sou fã de carteirinha desta atleta maravilhosa, guerreira, que tantas vezes representou nosso país, levando nossa bandeira ao lugar mais alto do podium. Exemplo de mulher, mãe, pessoa, guerreira, lutadora, que deu a volta por cima de todas as dificuldades e quando poucos apostavam, quando muitos sequer lembravam dela, ressurgiu como a Fenix que surge das cinzas para ser vitoriosa. Essa mulher merece noso respeito. Parabéns Maurren. Obrigado pelo orgulho que nos deu. Deus lhe abençoe para que continue assim.

Maurren Higa Maggi

Nascida na cidade de São Carlos, aos 25 de junho de 1.976. Tornou-se o maior nome da história do atletismo feminino brasileiro ao ganhar a medalha de ouro na prova de salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim de 2.008, saltando 7,04m. Recordista brasileira e sul-americana do salto em distância (7,26m) e bicampeã pan-americana em Winnipeg 1999 e Rio 2007 na mesma prova.

Histórico profissional

Maurren teve a sua primeira participação olímpica em Sydney 2000, ficando com o 25º lugar.

Poucos dias antes do Pan-americano de Santo Domingo, em 2003, foi suspensa da competição acusada de dopagem (dopping) pela presença de clostebol, encontrado em seu organismo. Tudo por causa que passou um creme cicatrizante (Novaderm), após uma sessão de depilação definitiva. A droga fazia parte da composição do creme. Embora de forma inocente, sem ter conhecimento prévio da fórmula que lhe causaria o problema, sem qualquer intenção em obter vantagem, foi condenada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), ficando de fora da Olímpíada de Athenas 2004, devido à suspensão.

Em 2006, mostrando toda a sua garra, força de vontade e superação, retornou aos treinamentos e conquistou novamente a medalha de ouro no Rio 2007 no salto em distância, com a marca de 6,84m. No Pan-americano do Rio 2007 ela ainda competiu no salto triplo, mas terminou a prova em quarto lugar.

Na preparação olímpica no início de 2008, Maurren saltou 6,89m no Mundial de Atletismo Indoor, na Espanha, e conquistou a medalha de prata. No Troféu Brasil de Atletismo, em junho de 2008, Maurren conquistou a medalha de ouro com a marca de 6,99m, o segundo melhor salto do mundo do ano.

A prova das Olimpíadas de Pequim 2008 marcou também a conquista da segunda medalha de ouro do Brasil nos jogos.

Maurren Maggi fez seus 7,04m no primeiro dos seis saltos. Foram exatos 22 passos até o salto da atleta no estádio do Ninho de Pássaro, na China. A russa Tatiana Lebedeva, campeã olímpica em Atenas e grande rival, fez 7,03m, apenas um centímetro a menos que a brasileira, para a alegria de Maggi, da família, do técnico Nélio Moura e de todo o Brasil.

Maurren saiu para a volta olímpica com a bandeira brasileira e uma pequena bandeira chinesa. No pódio, foram necessários apenas alguns versos do hino nacional para ela chorar de emoção.

Maggi dedicou a vitória à filha, que assistiu à mãe do Brasil.

É pela Sofia que eu estou aqui. Tenho certeza de que Deus fez um caminho diferente, mas para dar tudo certo. E a minha preciosidade está em casa para me acompanhar nisso“.

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As lesões de Daiane dos Santos e Jade Barbosa

Outubro 21, 2008

As repetidas cirurgias de Daiane dos Santos nos joelhos têm uma explicação bastante simples. Para Raimundo Blanco, supervisor técnico da ginástica do Pinheiros, clube da atleta gaúcha, a falta de tempo de recuperação tem prejudicado o desempenho da ex-número 1 do mundo.

 

“Ela não consegue ter uma recuperação prolongada, pois assim que recebe permissão do departamento médico para voltar aos treinos, já tem de forçar o joelho”, diz.


A recuperação “parcial” das principais ginastas do país trouxe à tona, após as Olimpíadas de Pequim, um caso grave de lesão que colocou a família da ginasta Jade Barbosa e a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) em conflito.


Símbolo da renovação da ginástica artística do país, Jade revelou que, desde o início deste ano, sentia dores no pulso. O problema, diagnosticado, segundo o então médico da seleção de ginástica, Mário Namba, em janeiro, após um exame de imagem, foi minimizado.


A ginasta foi apenas poupada de competições ainda no primeiro semestre. Desde fevereiro, segundo contou a própria ginasta após os Jogos, passou a tomar anti-inflamatório diariamente.

 

Fonte: Folhapress / São Paulo