Ângelo Rigon pegou pesado esta semana em relação aos Poderes Executivo e Legislativo de Maringá. As notícias causaram indignação popular e amplo falatório pela cidade. Muitos amigos me ligaram e me perguntaram a respeito das notas querendo saber maiores detalhes. Confesso que desconheço. Como estou chegando de viagem e não sei mais do que foi escrito, estou apenas reproduzindo as notas que podem ser lidas no Blog do Rigon. De forma democrática, estarei disponível para colocar alguma nota do Poder Executivo e/ou do Poder Legislativo se quiserem se manifestar a respeito.
Democracia é isto.
A exemplo do prefeito, também o presidente da Câmara de Maringá comete a irregularidade de nomear Assessores Jurídicos como CCs, contrariando decisão do Tribunal de Contas do Estado. Com uma estrutura composta por 6 CCs, sendo 1 CC-1; 1 CC-2, 2 CC-4 e 1 CC-5 o custo anual para os munícipes é de R$ 506.156,16, só em salários mais encargos. Não há, aparentemente, justificativa para tantos cargos, já que o serviço da Procuraria se resume a dar pareceres sobre dispensa de licitações e outros. Ações judiciais que se tem notícia só contra o Rigon, e defendendo o monopólio da TCCC, além dos processos contra o ex-presidente John, que, aliás, acho irregular. Não vejo necessidade de mais que um procurador e um assessor e esses deveriam ser concursados.
Acho que Hossokawa e Silvio II ainda vão ser condenados a devolverem o dinheiro pago aos assessores nomeados irregularmente, como, aliás, já aconteceu com o ‘mano’ Ricardo.
Akino Maringá, colunista
O presidente da Câmara Municipal de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB), recorreu da decisão do STF que pode acabar com o monopólio da TCCC.
Trabalhando em benefício da concessionária, a Câmara Municipal de Maringá entrou com embargos de declaração contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou inconstitucional a Lei que Prorrogou a concessão do transporte coletivo, em Maringá, por 15 anos, até 2015, prorrogáveis por mais 15.
Akino Maringá, colunista
Prosseguindo na análise de como o dinheiro público é consumido na Câmara de Maringá, com o pagamento de ‘chegados’ dos políticos vamos falar da Controladoria, um órgão criado por exigência do TCU e que, em tese, serve para auditar procedimentos, evitar desvios de conduta e dinheiro, uma espécie de fiscal dos fiscais do dinheiro público, os Vereadores, e funcionários. Deveria ser um exercido por um profissional acima de qualquer suspeita, bem remunerado e contrato por concurso público. Como é feito na Câmara? Um cabide composto por 9 CCs, sendo 1 CC2- R$ 6.550,00, cada um 2 CC3- R$ 5.300,00, 2 CC4 R$ 2.692,00 e 4 CC5-1795,00. Custo total, mais encargos R$ 506.326,56, anuais. Um absurdo, um estupro aos cofres públicos. Uma pessoa seria suficiente. Não há serviço para todos e vejam um exemplo, o Nereu é CC3 R$ 5.300,00 e pelo que se sabe não dá expediente lá. E o Hossokawa vem posar de paladino da moralidade. Tudo continua exatamente como na gestão passada. Nós pagamos tudo isso deste 2004, se não estou enganado.
Akino Maringá, colunista
Estou finalizando o estudo sobre os CCs na Câmara de Maringá com relação dos nomeados, lotação, valor que recebem e já cheguei à conclusão que o que estão fazendo é um atentado violento ao pudor, ou melhor, falta absoluta de pudor no trato com o dinheiro público, vejam um exemplo: Na Coordenadoria de Comunicação Social são 13 cargos que custam só em salários e encargos R$ 594.917,52. Vejam a relação dos contratados: Henri Viana CC3 R$ 5.300,00; Rogério Lonardoni, João Glacia Macedo, Tabajara de Souza Marques, Dionísio Martins, Dagoberto Faustino da Silva, Maria da Glória Barbosa, Benedito Barbosa, Vera Lucia Albertoni, Geraldo Martins da Silva Filho, todos CC4, com remuneração de R$ 2.692,00 e mais Paulo Ricardo de Oliveira Burak, Valto Alves da Silva e Vânia Moraes de Lima Cortez, CC5, com remuneração de R$ 1.795,00. Por que Hossokawa nomeou todos antes da conclusão da “Comissão de Reforma Administrativa? Como pode falar em redução de custos? Acho um crime o que ele está fazendo com o dinheiro dos nossos impostos. Só recordando: este é o mesmo quadro da administração John. Antes já era assim.
Akino Maringá, colunista
Agora já são 15 16 nomeados, do total de 16 cargos que oficialmente existem no Gabinete da Presidência da Câmara, resta uma vaga de CC-5- Assistente de Cerimonial, se é que já não foi preenchida e ainda não saiu no OOM. Apurei o custo desses cargos: São, em valores aproximados, incluídos os encargos, R$ 49.580,72 mensais para pagar 1 chefe de Gabinete; 2 Assessores de Gabinete; 5 Assistentes de Gabinete; 1 Assistente de Cerimonial; 1 Assistente de Biblioteca; 1 Assessor Social; 3 Atendentes Social; 2 Assistentes Parlamentar. Custo anual de R$ 594.968,64. Sem contar os Assistente Parlamentares que Hossokawa, como vereador, tem direito, como todos os outros e que custam, cerca de R$ 10.224,00, mensais ou R$ 122.688,00 anuais.
Questionamentos: Quantos trabalham? Quantos seriam necessários? Na minha visão, se a Câmara fosse uma empresa, tocaria com 1 Assessor, 1 Assistente de Gabinete e 1 Assessor Parlamentar. Neste caso o custo seria de R$ 8.920,44, mensais, R$ 107.045,28, anuais, com uma economia de R$ 487.941,36. Isto só no Gabinete do Presidente, faremos as outras análises e devemos chegar ou passar dos R$ 4.000.000,00. Dinheiro público que vem sendo ‘jogado no ralo’ ( para ser elegante) nos últimos anos e pode continuar, se não houver um posicionamento firme da sociedade marigaense.
Akino Maringá, colunista
O deputado federal Ricardo Barros (PP) mandou e o presidente da Câmara Municipal de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB), obedeceu: nomeou Silvana Regina Piccinin como assistente parlamentar de seu gabinete (CC-5, R$ 1.795,00). Ela é filha da ex-presidente da extinta Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá, Cleuza Piccinin, e antiga assessora do deputado.
Esta semana Hossokawa receberá nova ordem dos Barros: mandar embora um assessor CC5 indicado por Wellington Andrade (PR). Andrade, o vereador mais votado de Maringá, foi colocado na parede na semana passada: ou se torna um cordeirinho, como os demais da Nova Turma do Amém, ou perderá o único cargo que possui na estrutura do Legislativo.
Postado por Ângelo Rigon
Lendo as notícias sobre nomeações de CCs e os valores que ganham descobri porque Mário Hossokawa proibiu o acesso ao blog do Rigon pelos funcionários da Câmara. Só pode ser para os CCs não ficarem envergonhados e os funcionários e Assessores Parlamentares, os contratados diretamente nos gabinetes dos vereadores, não ficarem revoltados com a diferença de remuneração, sabendo que os CCs quase não trabalham.
A relação de CCs é uma pornografia.
Postado por Ângelo Rigon
A prometida valorização do servidor público municipal de Maringá vai ficar para outro mandato. O prefeito Silvio II nomeou para a Secretaria de Administração, a quem cabe cuidar mais diretamente do funcionalismo, uma equipe completamente alheia à cidade. A maioria, a começar do secretário José Roberto Ruiz, é de Floresta.
Leitor relaciona: o diretor de Recursos Humanas, que era servidor de carreira, foi trocado por um CC importado de Floresta; o diretor administrativo, que tambéram era servidor de carreira, foi trocado por um CC amigo de pescaria do ex-prefeito-secretário; o diretor de Licitação, que era servidor, foi substituído por um CC amigo da família Barros e que no primeiro mandato era secretário; o gerente da Folha de Pagamento, que era servidor, foi trocado por uma CC, também de Floresta; a gerente de Patrimônio, cargo que era ocupado por servidora, foi substituída por CC candidato derrotado a vereador e aposentado; sem contar a criação de uma gerência na Licitação, também ocupada por uma pessoa de Floresta.
Postado por Angelo Rigon