Sexo

Setembro 28, 2009

Orgasmo feminino chega mais rápido com masturbação

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Conversar claramente com o parceiro e apostar nas preliminares também ajudam

 

Na hora da relação sexual, atingir o orgasmo ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais.
Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais oferece problemas é o lado psicológico da mulher. “A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problema de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença”, explica. 

 

A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez é quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual. “Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal”, diz o ginecologista.
Chegando lá
Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. “As mulheres normalmente apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico”, explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano. “Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino”, diz ele. “Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade”, diz ele. Mas não é só isso.  

 

Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema, depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer. “Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu”, diz.
Outras alternativas
Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres. A masturbação é uma aliada quando o assunto é chegar ao clímax e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões. “A mulher pode se masturbar sozinha seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação”, diz o especialista.

 

Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade
- Converse com o seu parceiro
- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares
- Toque seu próprio corpo
- Fale o que você deseja na hora do sexo
- Esqueça os problemas e aproveite o momento
Como reconhecer que você teve um orgasmo
- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)
- O clitóris fica ereto e sensível ao toque
- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros
- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aceleram-se chegando ao ponto máximo
- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas
- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranqüilidade.

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Fonte: YahooPor Camila Michel


HUMOR

Setembro 28, 2009

Poemas escritos pelo Noivo e pela Noiva

POEMA ESCRITO POR ELE

 

Que feliz sou eu, meu amor!
Já, já estaremos casados,
o café da manhã na cama,
um bom suco e pão torrado
Com ovos bem mexidinhos
tudo pronto bem cedinho
depois irei pro trabalho
e voce para o mercado 

Daí você corre prá casa
rapidinho, arruma tudo
e corre pro seu trabalho
para começar seu turno 

Voce sabe que de noite
gosto de jantar bem cedo
de ver voce bem bonita
alegre e sorridente 

Pela noite mini-séries
cineminha bem barato
nunca iremos ao shopping
nem a restaurantes caros 

Voce vai cozinhar pra mim
comidinhas bem caseiras
pois não sou dessas pessoas
que gosta de comer besteira… 

Voce não acha querida
que esses serão dias gloriosos?
Não se esqueça meu amor
que logo seremos esposos… 

 

 

POEMA ESCRITO POR ELA

 

Que sincero meu amor!
Que oportuna tuas palavras!
Esperas tanto de mim
que me sinto intimidada 

Não sei fazer ovo mexido
como sua mãe adorada,
meu pão torrado se queima
de cozinha não sei nada! 

Gosto muito de dormir,
até tarde, relaxada
ir ao shopping fazer compras
com a Mastercard dourada 

Sair com minhas amigas,
comprar só roupa de marca
sapatos só exclusivos
e as langeries mais caras 

Pense bem,que ainda há tempo
a igreja não está paga
eu devolvo meu vestido
e voce seu terno de gala 

E domingo bem cedinho
prá começar a semana,
ponha aviso num jornal
com letras bem destacadas 
HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
POR QUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR PRÁ MERDA!!!!!

 

Conto de Fadas:

 

 

1.-)  Conto de fadas para mulheres do séc. 21

 

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu:  NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!

(Luís Fernando Veríssimo)

 

2.-)  Conto de fadas para mulheres do séc. 21

 

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: – Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: – Nem fo….den…do!

FIM!!!

(Luís Fernando Veríssimo)

 

 

Desejos Femininos:

 

Lista Original  

Eu quero um homem que…
1. Seja lindo,
2. Encantador,
3. Financeiramente estável,
4. Um bom ouvinte,
5. Divertido,
6. Em boa forma física,
7. Se vista bem,
8. Aprecie as coisas mais finas,
9. Faça muitas surpresas agradáveis,
10. Seja um amante criativo e romântico.

Lista Revisada aos 32 Anos
Eu quero um homem que…
1. Seja bonitinho,
2. Abra a porta do carro
3 Tenha dinheiro suficiente para jantar fora com certa frequência
4. Ouça mais do que fale,
5. Ria das minhas piadas,
6. Carregue as sacolas do mercado com facilidade,
7. Tenha no mínimo uma gravata,
8. Lembre de aniversários e datas especiais,
9. Procure romance pelo menos uma vez por semana.

Lista Revisada aos 42 Anos
Eu quero um homem que…
1. Não seja muito feio,
2. Espere eu me sentar no carro antes de começar a acelerar,
3. Tenha um emprego fixo
4. Balance a cabeça enquanto eu falo,
5. Esteja em forma ao menos para mudar a mobília de lugar,
6. Use camisetas que cubram sua barriga,
7. Não compre cidra achando que é champagne,
8. Se lembre de abaixar a tampa da privada (já tá bom, né? Esquece o Romance…)

Lista Revisada aos 52 Anos
Eu quero um homem que…
1. Corte os pelos do nariz e das orelhas,
2. Não coce o saco nem cuspa em público,
3. Não sustente as irmãs, nem as filhas do primeiro casamento
4. Não balance a cabeça até dormir enquanto eu estou reclamando,
5. Não conte a mesma piada o tempo todo.

Lista Revisada aos 62 Anos
Eu quero um homem que…
1. Não assuste as crianças pequenas,
2. Ronque bem baixinho quando dorme,
3. Esteja em forma suficiente para ficar de pé sozinho,
4. Use cueca e meias limpas

Lista Revisada aos 72 Anos
Eu quero um homem que…
1. Respire,
2. Lembre onde deixou seus dentes

Lista Revisada aos 88 Anos
Eu quero um homem que…
1. O que é um homem, mesmo ???

 

Fonte: Autor desconhecido


Camisinha Feminina em Gel

Agosto 28, 2009

Pesquisadores americanos desenvolvem ‘camisinha’ feminina em gel

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma “camisinha molecular” para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.

 

Segundo os cientistas que participam do projeto, o gel seria aplicado na vagina antes da relação sexual.

Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância anti-viral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus.

Em um estudo publicado na revista científica Advanced Functional Materials, os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV.

A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos.

Segundo Patrick Kiser, que coordena a pesquisa, o gel seria particularmente útil para os países africanos, onde o uso de preservativos tradicionais é relativamente baixo.

 

Primeira versão

 

A equipe de pesquisadores havia desenvolvido em 2006 uma primeira versão do gel, que se transformava em uma capa gelatinosa ao entrar em contato com a pele e voltava ao estado líquido ao entrar em contato com o sêmen.

Porém o maior problema que encontraram para essa primeira versão era que na África, continente onde estão os países com os maiores índices de contaminação pelo HIV, as altas temperaturas impediam que o gel voltasse ao estado líquido.

Para corrigir isso, o que eles fizeram foi gerar um processo exatamente oposto: por meio de mudanças na composição química relacionadas ao PH (o índice de acidez ou alcalinidade) do esperma, o novo gel fica mais sólido em vez de mais líquido.

“Nossa pesquisa não põe ênfase no remédio, mas sim no veículo usado para transportá-lo”, afirma Kiser.

A equipe de cientistas estima que ainda serão necessários vários anos de testes para que o produto possa estar disponível para uso generalizado.

 

Tendência

 

O projeto da Universidade de Utah faz parte de uma tendência internacional de investigar e desenvolver sistemas de liberação de substâncias microbicidas como géis, anéis, esponjas e cremes para prevenir infecções pelo vírus da Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis.

Esses sistemas são vistos como uma forma de que as mulheres tenham um maior poder de se proteger a si mesmas do HIV, particularmente em regiões onde o índice de contaminação seja alto, onde haja um grande número de estupros, onde os preservativos tradicionais sejam um tabu ou não estejam disponíveis ou onde os homens sejam reticentes a usá-los.

 

Fonte: BBC Brasil


O Sexo e o Coito Interrompido

Agosto 13, 2009

Método do coito interrompido é reabilitado em estudo inédito

Por muitos anos os educadores sexuais e a população em geral consideraram o coito interrompido (quando em uma relação, o homem retira seu pênis antes do orgasmo)como um último recurso para evitar uma gravidez. Um estudo publicado no jornal New York Times e divulgado na revista especializada Contraception mostrou que ele pode ser tão eficaz quanto o uso de preservativos.
Conduzido pela Dra Rachel K. Jones, pesquisadora sênior do Instituto Guttmacher de Nova Iorque, especializado em assuntos referentes a reprodução humana, o estudo mostrou que o coito interrompido pode levar a gravidez em 18% das vezes, enquanto com a camisinha a taxa de erro é de 17% (existem outras formas mais eficientes já que o índice de erro da pílula é de 8%, anticoncepcionais injetáveis 3% e DIU, 16%. Dispositivos intra-uterinos tem a menor propensão a falhar, menos de 1%). A pesquisa mostrou que as pessoas devem entender que o coito interrompido pode ser muito eficiente quando utilizado de forma correta e consistente.

 

Mais do que advogar em detrimento do coito interrompido, a ideia dos pesquisadores foi mostrar que ele não deve ser desprezado, uma vez que as pessoas não o vêem hoje como um método. Segundo os autores, “existe um preconceito generalizado quanto a estudar ou legitimar essa forma de evitar a gravidez indesejada, devido à preferência de todos em se usar métodos modernos ou à crença de que o fluído pré-ejaculatório (que lubrifica a uretra para a passagem do esperma) contenha espermatozóides, apesar da falta de evidências concretas”.

 

Além dos dados estatísticos, os pesquisadores conduziram também entrevistas para colher os hábitos sexuais das pessoas e verificou que a maioria utiliza o coito interrompido como forma de anticoncepcional. Um dos entrevistados chegou a dizer que “permite você fazer sexo, sem cheiros e sem química”.

 

Obviamente que no quesito proteção contra doenças venéreas, o coito interrompido é totalmente falho. A camisinha ainda é muito eficaz nesse sentido, inclusive contra o vírus da AIDS. Além disso, as conclusões do estudo são mais voltadas a casais em relações estáveis do que a encontros sexuais eventuais. Segundo a Dra Martha Kempner do Sexuality Information and Education Council of the United States, “um rapaz até bem intencionado pode errar na hora H e só fazer (retirar o pênis, no caso) depois do momento que disse que faria”. Ou ainda como bem resumiu uma estudante nos comentários do site teen CollegeCandy: “eu nunca confiaria que um cara qualquer vai conseguir tirar no momento certo em todas as vezes”. Pelo visto, bom senso ainda é o melhor anticoncepcional.

 

Fonte: Terra – Por Claudio R S Pucci


Mulheres turbinadas

Agosto 13, 2009

Vinho tinto deixa as mulheres mais sexualmente ativas

Ah, os cientistas italianos! Sempre nos ajudando a ter mais sucesso entre a mulherada. Depois da descoberta que falar no ouvido direito faz com que o interlocutor entenda melhor a mensagem, agora eles provam que as moças que consomem vinho tinto são mais “soltinhas” em seus desejos sexuais.

 

Os pesquisadores da Universidade de Florença entrevistaram 800 mulheres entre 18 e 50 anos e as dividiram em três grupos: as que bebiam uma ou duas taças de vinho por dia, as que consomem menos de uma taça por dia e as abstêmias. Aquelas que preferem tomar mais de dois copos por dia foram descartadas, uma vez que os efeitos do álcool, nesse caso, podiam criar um viés no resultado.

 

As participantes então preencheram um questionário para definir o Índice de Função Sexual Feminino, que é usado por médicos para calcular a saúde sexual da mulher e vai de zero a 36 pontos. O grupo número 1 teve um número de pontos médio de 27,3, enquanto o segundo marcou 25,9 e as não-consumidoras ficaram em 24,4 pontos. O mais interessante é que as mulheres do primeiro segmento são mais velhas que as outras e já deveriam estar na fase de declínio na atividade sexual.

 

Segundo os estudiosos, uma possível explicação seja os antioxidantes presentes no vinho tinto, que afinam o sangue, dilatam as artérias e provocam maior irrigação em certos locais chaves. Apesar disso, os italianos alertaram que esses resultados devem ser analisados com bastante cautela embora mostrem uma ligação entre o consumo de vinho e a sexualidade.

 

Vinho tinto pode ser herói ou vilão, dependendo da pesquisa

 

Ainda dentro do campo de vantagens da beberagem, aparentemente ela pode lhe ajudar a pensar melhor graças a uma substância chamada resveratrol. Recentemente, médicos da Universidade de Northumbria verificaram que adultos que ingeriram esse ingrediente do vinho tinto, foram melhor em testes matemáticos e lógicos. Além disso, o resveratrol se mostrou ótimo no combate à diabetes, doenças do coração, Alzheimer e até na queima de comidas mais gordurosas.

 

Acontece que ainda existe uma discussão médica sobre os efeitos do consumo diário de vinho nas mulheres. Enquanto cientistas da Universidade de Oxford alertaram que o tinto aumenta a incidência de casos de câncer em 6%, incluindo o de mama, seus colegas da Universidade de Nebraska mostraram em 2008 que ele ajudava justamente no combate ao câncer de mama. Já o gastroenterologista Douglas Corley de São Francisco provou que o vinho reduz em até 56% os casos de câncer no esôfago.

 

Assim, enquanto não há conclusão nenhuma sobre os efeitos do vinho sobre o câncer, o melhor mesmo é decidir se toma um cálice por dia baseado única e exclusivamente no seu grau particular e pessoal de otimismo ou pessimismo.

 

Fonte: Terra – Por Claudio R S Pucci


Lei Maria da Penha

Agosto 13, 2009

Três anos depois, lei Maria da Penha diversifica perfil de mulheres que procuram ajuda contra violência doméstica

“No passado, quem chegava à delegacia eram mulheres mais velhas, que apanhavam havia 20 anos dos maridos e tinham braços e pernas quebrados. Hoje, chegam jovens que vão morar com os rapazes muito cedo, independente de raça e classe social”, conta a delegada Celi Paulino Carlota, responsável pela 1º Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, localizada no centro da capital paulista.

 

A delegacia no centro de São Paulo foi criada em 1985. Celi dirige a unidade há dois anos, mas antes trabalhou por 16 anos na Delegacia da Mulher de Pirituba, zona norte de São Paulo. Ela acompanhou a criação da lei Maria da Penha (que ampliou o rigor na punição à violência contra a mulher) e as mudanças que vieram junto após a sanção, no dia 7 de agosto de 2006.

 

“Quando a lei começou a vigorar, cresceu a procura por atendimento porque aumentou a divulgação. Depois, quando fizeram uma campanha que dizia que quem bate em mulher vai preso, caiu. Porque, na verdade, as mulheres não querem que os homens sejam presos, elas só querem que eles parem de machucá-las. Atualmente, a procura voltou a aumentar”, diz a delegada. No ano passado, a Secretaria de Segurança Pública paulista registrou 91.128 ocorrências nas Delegacias de Defesa da Mulher, a maior parte de lesões corporais e ameaças.
Criada para proteger as mulheres que são agredidas por pessoas com quem possuem uma forte relação afetiva -maridos, pais, namorados, irmãos-, a lei Maria da Penha aumentou a pena de lesão corporal leve em casos de violência doméstica para até três anos. Também tirou a necessidade de a vítima manter a queixa contra o agressor durante o julgamento, criou juizados especiais e diminuiu o tempo entre a investigação policial e a decisão da Justiça.
Tudo isso para permitir que os agressores sejam afastados das vítimas antes de as agressões se agravarem ainda mais e oferecer garantias suficientes para que estas mulheres rompam com a violência doméstica.
“É muito difícil para estas mulheres denunciar os agressores”, explica o psicólogo Cláudio Picazzo, especialista em violência doméstica e abuso sexual infantil. “E se ele te agredir novamente? E se a agressão for pior porque você o denunciou?”, questiona. “Além disso, as pessoas que sofrem esse tipo de violência têm um vínculo de amor com o agressor. Às vezes, fantasiam que o problema é o álcool, que quando está sóbrio o cara é um anjo.”
“A violência doméstica é cíclica. A mulher passa por ciclos de violência e depois de convivência pacífica com o marido. Por isso, ela tem dificuldade em levar adiante o processo contra o agressor”, explica Carolina Brambila Bega, coordenadora auxiliar do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública de São Paulo.
Ela estima que os defensores públicos paulistas atendam por mês cerca de 300 pessoas que procuram orientações sobre o assunto. Algumas procuram informações sobre o funcionamento da lei, outras são orientadas a levar os documentos necessários para dar início a uma ação. “Acontece muito de mulheres passarem no primeiro atendimento, passarem a documentação necessária para abrir o processo e depois não retornarem mais”, lamenta Carolina.
Além da procura às delegacias especializadas e à defensoria pública, a Lei Maria da Penha faz crescer anualmente a busca por informações pelo serviço telefônico da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República. Entre janeiro e junho deste ano, o serviço registrou 161.774 atendimentos -um aumento de 32,36% em relação aos 122.222 do mesmo período de 2008. Em 2007, foram 58.417 atendimentos no primeiro semestre.
Em números absolutos, o Estado de São Paulo lidera a procura ao serviço, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais. A maior parte dos relatos é de violências cometidas pelos companheiros das vítimas. A principal reclamação é de violência física, mas também há casos de violência psicológica, moral, sexual e cárcere privado.

Também foram criados 28 Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no país, mas não em todos os Estados, segundo Pedro Ferreira, coordenador da central de atendimento à mulher da secretaria espacial. Mais 38 varas da Justiça funcionam de forma adaptada. O alcance ainda é restrito e, enquanto não são criados novos juizados, as varas criminais são responsáveis pelos processos de violência doméstica contra as mulheres.
“O problema é que a vara criminal só tem competência para julgar o crime, mas esses casos envolvem questões cíveis também. O juizado especializado trata dos dois. Sem ele, a mulher não consegue resolver tudo de uma vez, tem de procurar uma vara cível depois”, explica Ferreira. As varas cíveis podem arbitrar separações e divórcios e definir a guarda dos filhos e a pensão alimentícia, por exemplo.
Apoio à vítima
Quem trabalha com as vítimas diz que a violência doméstica não se restringe a classe social, mas que a necessidade de serviços de apoio pode variar.
“A vítima pode ser uma dona de casa sem recursos ou uma profissional de classe média alta, com curso superior. A diferença é que as donas de casa acabam dependendo mais da rede de apoio”, diz Ana Galati, coordedora geral de suas casas-abrigo administradas pelo Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde, de São Paulo.
Segundo ela, as mulheres que vão para os abrigos são as mais vulneráveis, que em geral correm risco de morte ou de sofrer violência ainda mais forte ao voltar para suas casas. Elas chegam aos locais em sigilo -os endereços dos locais onde são acomodadas não são divulgados nem às famílias e, caso precisem entrar em contato com os parentes, usam um telefone que não pode ser rastreado. Quando têm filhos, levam eles junto. A avaliação da necessidade de ir para um abrigo é feito por psicólogos e assistentes sociais nos centros de referências à mulher, que oferecem também assistência jurídica e capacitação profissional.
Avanços culturais
Lideranças feministas avaliam que a Lei Maria da Penha passou a ser “muito conhecida e referenciada” dentro da sociedade brasileira, como diz Leila Linhares Barsted, advogada e coordenadora executiva da ONG Cepia, com sede no Rio de Janeiro. No entanto, identificam focos de resistência a existência de legislação específica para combater a violência doméstica contra a mulher.
Myllena Calasans, advogada e assessora técnica do CFemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria) diz que a lei “tem encontrado resistência no sistema de Justiça”. “Há decisões conflitantes no Judiciário sobre a constitucionalidade da lei, aplicação dos dispositivos em favor de homens, demonização. Tem quem diga que a lei fere o princípio da igualdade de gêneros, mas ela veio para fazer dessa igualdade uma realidade.”
No mês passado, um juiz do Rio Grande do Sul usou uma analogia para determinar medidas de proteção a um homem que dizia que sua ex-mulher “o perturbava”. No ano passado, houve um caso semelhante no Mato Grosso.
Para Leila Barsted, a aplicação é errada. “Acho que o juiz [que aplica a Maria da Penha para proteger homens de agressões] desvirtua o sentido da lei. A violência contra a mulher é um fenômeno social, ela é cometida pelo fato de a vítima ser mulher”, diz.
“Uma mulher que é vítima de violência doméstica pode demorar 15 ou 20 anos para romper o ciclo. Em uma relação dessas, ela não está no mesmo patamar de igualdade que homem”, opina Myllena.
As duas ativistas dizem acreditar que o principal entrave para o combate à violência contra as mulheres é que muita gente ainda acredita em relações hierárquicas entre homem e mulher, principalmente quando colocam o homem como o provedor.
O psicólogo Cláudio Picazzo faz ainda outro alerta: “Ainda temos uma educação errada, existe a ideia de que se papai te bate é porque te ama”.

 

Fonte: UOL Notícias – Por Silvana Salles


Gravidez e Sexo

Agosto 10, 2009

Minha mulher está grávida

Manter uma vida sexual ativa nessa fase é saudável para ambos os lados

 

É diferente quando você olha sua mulher e ela tem um novo corpo: agora, com a maternidade estampada para quem quiser ver. Porém, é um erro abandonar o sexo durante a gestação, de acordo com Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do projeto Afrodite da Unifesp. “As mulheres necessitam se sentir desejadas. Precisam ser olhadas como mulheres, não apenas como mães”, diz ela.
De olho no calendário
A médica explica que sexualidade muda conforme a etapa da gravidez. “No primeiro trimestre, ela sente muito sono e enjoos. Além disso, existe a fantasia de que ela pode perder o bebê, e isso não é verdade”, afirma a médica. “Se não há contraindicação do médico, como um sangramento, por exemplo, as relações podem ocorrer.”

No segundo trimestre, é a melhor fase, diz ela. “A mulher tem até mais desejo depois do terceiro mês, mas é aí que o homem começa a associar a mulher à figura materna e não quer transar. Porém, os homens deveriam saber que é bom esse vínculo”, aconselha Carolina. “O casal não pode ter uma relação muito fraternal e esquecer que a relação homem-mulher é importante.”
Já no terceiro trimestre, a barriga incomoda os dois. Mas, mesmo assim, se não há proibição médica, não há motivos para jejum. “É difícil, mas se está indo tudo bem, não tem problema nenhum… Nessa fase a mulher está mais cansada, com dores e menos disposta. Mas é possível manter relações sem muitos malabarismos”, diz ela, que aconselha as posições em que a mulher fica de lado ou por cima.
“Outro mito que é muito comum é o de que o espermatozoide pode atingir o bebê, mas não é real, pois o colo do útero fica vedado. Além disso, o muco da vagina fica hostil ao espermatozoide. Então, ele nem consegue chegar”, afirma. E a médica alerta que se existir dilatação, sangramento ou risco de parto prematuro, aí, sim, tem que procurar o médico e seguir a orientação dele.
Não perca o apetite sexual
Carolina diz, ainda, que o homem deve continuar a elogiar a mulher. “Diga que ela está sensual, mesmo que você não ache muito… E lembre-se que é bom aproveitar esse período, porque, depois do parto, haverá o resguardo, a amamentação – que diminui o desejo – e um bebê dá muito trabalho”, aconselha.
Nilda Jock, psicanalista e socióloga de São Paulo, também aconselha que o marido não se afaste da esposa. “De um modo geral, as pessoas aceitam bem a forma física na gravidez. Mas há um incômodo que a mulher sente em relação à própria imagem”, explica ela. “Há a insegurança de nunca mais voltar à forma e o marido deve ajudá-la a lidar com isso.”
E uma maneira de passar segurança é não evitar o sexo. “O homem tem dificuldade de lidar com essa nova mulher, ou porque muda o perfil dela ou porque o remete à própria mãe. Mas isso pode mexer com autoestima dela. Se o homem a evita, ela acaba se sentindo feia.”
Assim como Carolina, Nilda defende que elogiar a mulher é importante. “Essa é uma ferramenta para ser usada sempre. No caso da mulher grávida, mais ainda, pois tem a questão de ela estar se transformando. É muito saudável que os maridos elogiem suas esposas grávidas”.

 

Fonte: IG Estilo – Por Vladimir Maluf


Criança mimada

Agosto 3, 2009

Criança mimada denuncia preguiça dos pais

Falta de educação surge porque os adultos deixam de impor limites

Você já deve ter visto ou vivenciado a seguinte cena: no supermercado, uma criança se debate no chão, chora, berra, enquanto a mãe, em geral, costuma ficar bastante envergonhada com todos os olhares que se voltam para ela e para aquele pequeno ser tão sonoro, cuja vontade não foi prontamente atendida. O comportamento é típico de filhos mimados, encarados como um problemão. Mas como fazer para evitá-los? Boa parte da origem – e da solução – está nas mãos dos próprios pais.
O fato de um pai, uma mãe (ou ambos) mimar os filhos passa por diversos fatores e vai desde a superproteção exagerada até uma certa negligência. ”Em vez de impor os limites e gastar energia discutindo com a criança, a saída mais fácil é atender seus desejos”, diz a psicóloga Patrícia Spada, da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp).

Outras questões que resultam na criança mimada incluem: a mãe com um alto nível de ansiedade, ou seja, com medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que demoraram muito para engravidar, e quando vem o bebê ele é tratado como um bibelô (algo frágil, que corre o risco de quebrar a qualquer instante) e a rivalidade entre o casal, levando-os a disputar o amor do filho mimando-o. O que também pesa é a imaturidade dos adultos por achar que uma criança bem amada é aquela que vai ter tudo que os pais não tiveram e um pouco mais, entre outros motivos.
Os efeitos do mimo
O mimo é a não colocação de limites claros e passar a atender a todos os desejos do filho, antecipar-se para que ele não se frustre, protegê-lo dos sofrimentos naturais e inerentes à vida. “São atitudes familiares que podem induzir a criança a ter um comportamento de risco não só na adolescência, mas ainda quando for uma criança maior”, alerta a psicóloga Patrícia Spada.
Pais de filhos mimados tendem a ser super indulgentes e procuram até adivinhar qual deverá ser o próximo desejo da criança. Quando crescer, as chances dessa criança em não respeitar regras são enormes. Afinal de contas, ela foi criada como uma pequena “dona do mundo” - tudo que deseja ela tem, tudo que quer ela consegue.

“No futuro, eles podem desenvolver até um comportamento delinquente, quando muitas vezes se tornam líderes do grupo (pois foram tratados como autoridade ou realeza a vida toda), maltratando, prejudicando ou, no mínimo, desprezando os outros que não concordam com seu jeito de pensar e agir”, ressalta Patrícia.
A Influência começa cedo
Desde o seu nascimento, o bebê está suscetível ao temperamento, às vivências positivas e negativas dos pais, aos modelos afetivos que eles tiveram, entre outros fatores que irão, certamente, influenciar e interferir no relacionamento pais e filhos.
Algumas atitudes dos pais podem, de fato, atrapalhar o desenvolvimento global adequado do filho, tais como: superproteção ou quando o contato com o filho é mantido de modo intenso e contínuo, seja dormindo com eles, amamentando-os durante bem mais tempo do que o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (é essencial até o sexto mês de vida) e, principalmente, limitando o contato da criança com outras pessoas, ou com outros bebês. 
De acordo com a especialista Patrícia Spada, são hábitos que impedirá o início da percepção do bebê de que o mundo não é somente a mãe ou o pai, mas está repleto de outros interesses - fato que pode deixar os pais bastante ameaçados em relação à perda do afeto do filho.
Outra atitude dos pais, frequentemente relacionada a abandono, mas disfarçada por comportamentos de total liberação, é a super permissividade, que consiste em fazer tudo o que o filho deseja, sem nunca colocar limites e nem posicioná-lo, explicando motivos de não poder fazer determinada coisa.
“No caso de bebês, uma situação que demonstra isto é quando os pais se adiantam aos desejos do filho, e prontamente tentam satisfazê-lo, não raramente com relação a alimentação. Assim, a criança chora ou faz menção de reclamar e os pais, imediatamente, lhe dão comida, sem nem lhe dar a chance de perceber e sentir se está mesmo com fome ou não e conhecer seu ponto de saciedade”, alerta Patrícia.
O poder do “Não”
É por volta dos dois anos de idade que a criança aprende a falar “Não”. É uma descoberta natural, mas que por desconhecimento, os pais a enfrentam com receio de perder a autoridade e gera-se um círculo vicioso: a criança tenta se apossar de seus desejos e palavras recém-descobertas a fim de desenvolver seu mundo mental próprio ou sua identidade e, do outro lado, os pais temerosos não aceitam e muito menos compreendem esta fase e preferem eles dizer o “Não” a ficarem com a palavra final. É aí que começam os ataques dos pequenos. ”A criança passa a ter verdadeiros ataques coléricos para se afirmar, cujo limite para a birra é uma tênue e frágil linha”, acrescenta a especialista da Unifesp.
A idade crítica
Quando os pais não têm suas próprias questões emocionais bem elaboradas, é mais fácil que elas se confundam com as emoções do filho e, dessa forma, projetem nele seus desejos não realizados e suas frustrações. Por essa ótica, toda e qualquer idade é uma idade de risco para deseducar os filhos. “Cada uma das fases da vida exige dos pais atitudes firmes, afetuosas, e limites bem colocados evitando – ao máximo futuros transtornos de comportamento”, alerta Spada.
O comportamento dos pais de não imporem limites para se livrarem do problema é uma situação mais comum do que se pensa. Em geral, os pais permitem que o filho faça tudo o que quiser com a condição de não incomodá-los. “É o que chamamos de superpermissividade e uma das consequências é a indisciplina da criança , diz a especialista.

Tem cura!
A reeducação sempre é possível, contanto que os pais realmente a desejem e estejam dispostos a arcar com as consequencias inevitáveis em função da mudança de atitudes, bem como com a resistência do filho em perder o trono (falso e prejudicial) no qual sempre viveu.
Geralmente, a escola chama os pais para orientá-los a procurar ajuda profissional, pois é no ambiente social do filho onde aparecem os desvios de conduta com mais frequencia. Outras vezes, os próprios pais percebem que tudo já está fora de controle e nem eles mesmos conseguem suportar mais tal situação. E é neste momento de coragem que podem procurar um profissional da área de psicologia para ajudar a criança a se desenvolver e aproveitar todas as suas potencialidades.

Confira abaixo as dicas da especialista Patrícia Spada para evitar a criança mimada em casa:
Quando a criança não aceita comer o que há na mesa e faz birra

Resolver isto parte de uma boa comunicação da criança com os pais. O problema é que os lados não estão falando a mesma linguagem e, geralmente, há grande manipulação por parte da criança.
Há, de fato, o risco de a criança ficar sem comer, enfraquecida, vir a adoecer, e ela sente e percebe a insegurança e receio da mãe quanto a isso. Se a mãe não conseguir traduzir este clima emocional, será uma guerra de foice, pois ambos tenderão a mostrar ao outro quem é o mais forte e, é claro, a criança poderá estar em situação de risco.
Nestes casos, é indicado que a mãe converse muito com a criança, respeite-a em seu gosto alimentar, faça junto com ela alguns cardápios e insista, sem forçar, para que o filho experimente a comida, mas tenha a liberdade de escolher o que quer comer, mas contanto que coma algum dos ingredientes servidos.
Com o tempo, ele se sentindo respeitado como pessoa, sem ser forçado, sem sofrer violência (física ou psicológica), vai querer comer e passará a aceitar mais facilmente, em combinação com a mãe, o que quer que seja feito para se alimentarem.

Para que os filhos saibam reconhecer o valor material e o esforço dos pais para conquistá-las

 

  • Conversar sempre demonstrando sem cobrança o quanto é necessário para um adulto se esforçar para ter dinheiro;
  • Ajudar o filho a administrar sua mesada ( se a receber), deixando-o decidir pela forma que quer usá-la, mas também arcando com as consequências - quando criança gastar tudo o que tiver. O adequado será que ela possa esperar e juntar o dinheiro todo novamente, aprendendo a esperar, a lidar com a frustração e reconhecer o amor dos pais por ele.
  • Não é saudável dar presentes para o filho o tempo todo. É preciso que ele saiba a importância da economia regrada (e não exagerada), bem como a importância de os pais lhe pedirem opiniões sobre o que ele pensa que poderia ajudar para melhorar o orçamento da família.

Para que os filhos entendam o valor das amizades e a importância de compartilhar
Este é um valor que certamente começa em casa. Não é a mãe obrigando o filho a emprestar seu brinquedo favorito para o amiguinho que desenvolverá nele o sentimento de solidariedade ou de partilha. É natural que as crianças passem pela fase de não querer dividir nada do que é seu com nenhum amigo e, neste caso, é importante que a mãe e o pai respeitem e compreendam a posição e a emoção de seu filho e deixem que ele aprenda a lidar com as consequências de sua atitude.
Se os adultos estiverem emocionalmente bem, tranquilos e confiantes na educação que estão dando a criança, tudo não passará de mais uma fase conturbada e turbulenta, que quando acompanhada de perto pelos responsáveis pela criança, tende a se acalmar com o tempo.
Para evitar os ataques de choro e crises dos pequenos quando algo não sai como eles querem
Muitas vezes os ataques de choro e as crises não devem ser evitadas, justamente pela importância que a elas compete. Nenhum ser humano consegue tudo que quer na hora que quer e quando os pequenos percebem que eles também não são poderosos, - pois não só as coisas não são como querem como também não conseguem com que os pais atendam a seus desejos incondicionalmente – é o momento ideal para que devagar possam ir entrando em contato com a realidade e elaborar este sentimento de onipotência , tão natural e esperado nos filhos.
É interessante salientar que, em geral, as crises de choro e de birra, muitas vezes, mais deixam os pais envergonhados - pela possível opinião dos outros (que nem se quer os conhece) de que não são bons pais, do que preocupados com a saúde emocional e mental ou desenvolvimento saudável do filho.

 

 Fonte: Minha Vida – Saúde, Alimentação e Bem-estar


Divórcio

Agosto 3, 2009

Divórcio prejudica saúde por longo tempo, diz estudo

O divórcio tem efeitos nocivos e duradouros na saúde dos envolvidos que mesmo um novo casamento não consegue reparar, afirma um estudo americano.

 

A pesquisa da Universidade de Chicago foi feita com dados de 8.652 pessoas com idades entre 51 e 61. O estudo apontou que entre os divorciados a incidência de doenças crônicas como câncer era 20% maior do que entre pessoas que nunca casaram.

 

O índice cai para 12% entre aqueles que casaram novamente, afirma o estudo publicado na revista científica Journal of Health and Social Behavior.
Os pesquisadores afirmam que as pessoas começam a vida adulta com uma “quantia de saúde” que se mantém ou diminui de acordo com a experiência matrimonial de cada um.
A pesquisa sugere que as pessoas que são casadas continuamente podem ter o mesmo índice de doenças crônicas do que as pessoas que nunca casaram.
Apesar de as pessoas que casam novamente depois de um divórcio ou de se tornarem viúvas tendem a ser mais felizes do que antes, isso não diminuiria a suscetibilidade delas a doenças crônicas.
A socióloga da Universidade de Chicago Linda Waite, que conduziu o estudo, disse que o divórcio ou a viuvez afetam a saúde porque a renda cai e há mais estresse devido às discussões sobre custódia dos filhos.

Estresse

 

A pesquisadora sugere que casamentos trazem benefícios imediatos de saúde, por estimular comportamentos saudáveis em homens e bem-estar financeiro para mulheres, mas que casamentos após divórcios não têm necessariamente os mesmos efeitos.
“Algumas situações de saúde, como depressão, parecem responder rapidamente e fortemente a mudanças nas condições atuais”, diz Waite.
“Por outro lado, condições como diabetes e doenças cardíacas desenvolvem-se lentamente durante um período substancial e revelam o impacto de experiências passadas, que é o motivo pelo qual a saúde é afetada pelo divórcio ou viuvez, mesmo quando a pessoa casa novamente.”

Outros pesquisadores que não participaram do estudo comentaram os resultados.
A pesquisadora Anastásia de Waal, do instituto Civitas, disse: “Esta pesquisa sublinha o fato de que enquanto o divórcio se tornou muito mais comum, ele pode ter um tremendo impacto não só emocional e financeiro, mas também na saúde da pessoa”.

Christine Northan, do instituto Relate, disse: “Eu não estou surpreso com os resultados. É outro motivo para se trabalhar bastante para fazer com que os casamentos funcionem, a não ser que as relações sejam bastante destrutivas”.

 

Fonte: BBC Brasil


Viagra feminino

Julho 28, 2009

“Viagra feminino” está em fase final de testes

A falta de desejo sexual feminino atinge mais de 40% das mulheres em todo o mundo. E assim como há dez anos, o lançamento do Viagra, pela Pfizer, trouxe uma luz, e muito mais, para os homens com problemas sexuais, o mesmo resultado pode chegar em breve às farmácias para as mulheres. O laboratório alemão Boehringer Ingelheim finaliza os testes de um remédio desenvolvido a partir de uma substância já conhecida da medicina, a flibanserin, que age no sistema nervoso central e não apenas um estímulo físico localizado.

 

A descoberta do remédio aconteceu quando o laboratório estudava a atuação da molécula no tratamento de casos de depressão, o que se mostrou ineficiente. Surpreendentemente, mulheres que participavam dos testes reportaram aumento do desejo sexual.


As pesquisas então se voltaram para a misteriosa seara da sexualidade feminina. Atualmente sete estudos estão em andamento na Europa e Estados Unidos, com 5 mil mulheres. “O mecanismo da sexualidade masculina é diferente do feminino que passa por questões conjugais, religiosas, individuais”, diz Demétrio Ortega, gerente médico da Boehringer Ingelheim , que concedeu entrevista ao Terra ao lado da diretora médica da empresa, Sonia M. Dainesi.

 

Tentativas
Nos últimos dez anos, vários estudos foram feitos para se descobrir um medicamento que obtivesse o mesmo sucesso que a pílula azul teve entre os homens. Tarefa difícil, pois a chave para a liberação do prazer feminino não é tão simples como a masculina, que se resolveu com o uso de um remédio de efeito vasodilatador, ação do Viagra e de outros remédios semelhantes. Produtos lançados no mercado não encontraram respostas positivas para resolver ou diminuir a Síndrome do Desejo Sexual Hipoativo.


Em 2003, um adesivo que liberava testosterona na corrente sanguínea conseguiu apenas aumentar a lubrificação feminina e facilitar o ato sexual, mas não deixou as mulheres mais interessadas em fazer sexo. Outra tentativa foi o lançamento de um gel que aumentava a vasodilatação e também a sensibilidade na região íntima. Mas na cabeça feminina, nenhuma mudança.


O novo medicamento


Demétrio Ortega e Sonia M. Dainesi explicam abaixo algumas características do medicamento em teste, cuja cor ainda não foi definida, mas já garantiram: não será azul.

Nome: ainda não definido.


Principal substância: Flibanserin, em inglês, ou flibanserina, em português.


Como atua: modula a disponibilidade da serotonina, diminuindo a concentração da substância fora das células e aumentando sua concentração dentro das células.


O que os testes apontam: registrou-se aumento da libido feminina entre as mulheres que testaram o medicamento.


Data de lançamento: ainda sem definição. O laboratório aguarda a finalização das pesquisas cujos resultados são esperados para o final de 2009.


Tempo de uso: diferentemente do Viagra e dos remédios anteriormente lançados, o uso do medicamento da Boehringer Ingelheim deverá ser feito de seis a oito semanas para começar a agir. O tempo de tratamento deverá ser prescrito pelo médico.

Tratamento: apesar de ter atuação no sistema nervoso central, o tratamento com o remédio poderá ser complementado com técnicas já existentes como psicoterapia e outras terapias para aumento da autoestima, atividades de relaxamento, dependendo de cada caso.


Indicação: o remédio será indicado para uso em mulheres descartando-se outros problemas orgânicos que podem causar diminuição da libido, como hipotireoidismo ou outros problemas endócrinos, uso de medicamentos antidepressivos, uso de alguns tipos de anticoncepcionais etc.


Idade: Mulheres adultas, a partir dos 18 anos sem limite de idade. As pesquisas foram realizadas com mulheres de até 75 anos. Mas a faixa etária pode ser alterada quando o medicamento passar pela aprovação dos órgãos de saúde de cada país onde será vendido.


Contraindicações: As pesquisas não apontaram restrições


Preço: Ainda não definido.

 

Fonte: Terra – Por Michelle Achkar