Lula no Palanque

Setembro 2, 2009

Lula no palanque: ‘Eleja quem governa com coração’

pac

Um dia depois de ter montado em Brasília o ‘petrolanque’ do pré-sal, Lula fez o que mais lhe apraz: viajou.

 

Esteve no Rio. Participou de uma formatura de beneficiários do Bolsa Família. Pessoas que fizeram cursos profissionalizantes, a maior parte na área de construção civil.

 

Como de praxe, Lula converteu o evento em ato de campanha. Defendeu o Bolsa Familia e o Prouni.

 

Fez referência velada à ex-crise do Senado, marcada por embates como o que opôs Renan ‘Cangaceiro de Quinta’ Calheiros a Tasso ‘Coronel de Merda’ Jereissati.

 

Sem mencionar nomes, Lula condenou os políticos que preferem brigar a trabalhar em benefício do povo.

 

“Vocês representam a cara de milhões de brasileiros que estão olhando na televisão e vendo denúncia de corrupção todo dia, gente xingar gente…”

 

“…São poucos que vocês vêem dizer: vamos fazer a coisa para o povo mais humilde…”

 

“…Ele nos elegeu não para ficar brigando descaradamente. Ele nos elegeu pra que a gente faça as coisas por ele…”

 

“…O ano que vem tem eleição, gente. É hora de o povo brasileiro levantar a cabeça e dizer: agora nós temos que colocar gente lá que pelo menos tenha sentimento…”

 

Gente …”que governo um pouco com o coração, porque apenas com a cabeça a gente não consegue tratar daqueles que ficaram pra trás desesperados, durante décadas e décadas de esquecimento desse povo pobre”.

 

Lula apega-se ao sentimento e ao coração um dia depois de sua candidata, Dilma Rousseff, ter vertido lágrimas na cerimônia pré-saleira.

 

Lula foi ao encontro dos alunos do Bolsa Família acompanhado do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). A estudantada brindou Cabral com uma salva de vaias.

 

Lula desaprovou: “Não é justo, não é correto, para um ato como esse, vaiar alguém numa solenidade como essa por divergência política. Vaiar faz parte da manifestação democrática. Se fosse para mim, podia vaiar à vontade”.

 

Antes, Lula estivera em Vitória (ES). Participara de um encontro de empresários brasileiros e alemães. Discorrera sobre o seu novo dodói: o pré-sal.

 

A certa altura, falou sobre a divisão dos royalties do petróleo entre os Estados. Como que decidido a realçar que sua candidata veste saias, comparou o governo a uma mãe:

 

“Jamais uma mãe iria descobrir um filho para cobrir outro. O que nós precisamos é: ou aumentar esse corebertor ou deixar todo mundo mais juntinho [...]”

 

Rebateu as críticas da oposição ao regimento de urgência que impôs à tramitação dos quatro projeto de lei que alteram as regras de exploração do petróleo.

 

“Estamos há um ano trabalhando esse projeto [...]. Agora, a bola é do Congresso Nacional, a vez é do Congresso”.

 

Disse que, como “humilde presidente”, não lhe cabe interferir no trabalho do Legislativo. Em seguida, começou a interferir.

 

“Quanto mais tempo nos demorarmos, mais tempo vamos ficar sem tirar proveito da riqueza que nós encontramos”.

 

Desdenhou da oposição: “[...] Fui oposição por muito tempo. Então, quem é oposição tá sempre achando que as coisas não tem que dar certo, que as coisas tem que demorar [...]”

 

Fonte: Blog do Josias de Souza – Nos bastidores do Poder


A Reforma Eleitoral e a Internet

Setembro 2, 2009

Reforma libera propaganda paga na Internet só para candidato a Presidente

político

Senadores da base aliada governista e da oposição fecharam acordo nesta terça-feira para viabilizar a votação, amanhã, do parecer que muda a lei eleitoral. Os parlamentares decidiram que somente os candidatos à Presidência da República poderão fazer propaganda eleitoral em sites noticiosos da internet, com limitações impostas no texto.

 

Pelo acordo, os candidatos à Presidência poderão pagar por anúncios nos sites, desde que tenham o tamanho máximo de um oitavo da página na internet. Cada candidato também só poderá inserir até 12 propagandas durante a campanha, para permitir que os demais tenham acesso à mesma publicidade.

 

Antes da mudança, a ideia era que todos os candidatos pudessem usar a internet para fazer anúncios de suas candidaturas. “Não temos mecanismos para permitir que os deputados federais, estaduais e governadores usem a internet. Em um portal, não há meios para colocar uma eleição nacional de forma a que todos os candidatos tenham acesso. Vamos iniciar pelos candidatos à presidência para ver a experiência”, disse o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

 

Os senadores também recuaram da proibição de reajustar, corrigir ou ampliar programas sociais do governo federal em ano de eleição. Pelo acordo, o governo não poderá criar novos programas sociais em ano eleitoral, assim como estará proibido de elaborar novos critérios para a distribuição dos recursos dos programas –mas poderá conceder reajustes em seus valores.

 

Os parlamentares decidiram obrigar as rádios e TVs comunitárias a transmitirem o horário eleitoral gratuito no período pré-eleitoral, mas as TVs por assinatura não serão submetidas à mesma determinação. “Não é porque a TV por assinatura tem arrecadação que deve ser obrigada a transmitir o horário eleitoral”, disse Mercadante.

 

Os candidatos estarão proibidos de fazer publicidade de obras em ano eleitoral, sem participação direta em inaugurações nos seis meses que antecedem a disputa. O projeto também mantém a proibição para a propaganda eleitoral em locais públicos, como ruas e avenidas –dentro do projeto cidade limpa.

 

Em casas particulares, o acordo prevê que só estarão permitidas faixas ou cartazes não colantes (banners), no tamanho máximo de 4 metros quadrados. Mesmo em propriedades privadas, estão proibidos pinturas em muros, placas ou cartazes.

 

Os senadores também decidiram acabar com o voto impresso. Se houver necessidade de auditagem nas urnas eletrônicas, o conteúdo digital terá que estar disponível para conferência até seis meses depois das eleições. Pelo acordo, não há possibilidade de voto em trânsito se o eleitor não estiver no Estado que é seu domicílio eleitoral.

 

Também houve acordo para ampliar a participação das mulheres nas eleições. Os partidos terão que preencher 30% das suas vagas com mulheres, que terão 10% do tempo de propaganda eleitoral gratuita da legenda e 5% do fundo partidário. As legendas que não cumprirem essa determinação terão, na eleição seguinte, que ampliar ainda mais o espaço para as mulheres.

 

Outra mudança diz respeito às dívidas de campanha. O texto acordado pelos senadores prevê que o próprio candidato ou o diretório regional do partido deve arcar com dívidas eleitorais, sem transferi-las de imediato para instâncias superiores da legenda. “Cada um responde pela sua instância, a não ser que o partido queira assumir a dívida”, disse Mercadante.

 

Cassação

 

Os senadores ainda não têm um consenso sobre o prazo para a cassação de mandato de governadores que cometerem crimes eleitorais. Já está definido que só poderão ser realizadas novas eleições para a escolha do governador substituto se a cassação ocorrer nos dois primeiros anos de governo. Se a cassação acontecer nos dois últimos anos de governo, os parlamentares vão definir se o presidente da Assembleia Legislativa ou o segundo colocado na disputa assume a vaga.

 

Mercadante chegou a sugerir que o candidato não punido nos dois primeiros anos de governo por crimes eleitorais pudesse concluir o mandato –para forçar a Justiça Eleitoral a apressar os julgamentos de crimes eleitorais. A proposta, porém, não não teve o apoio de senadores como Demóstenes Torres (DEM-GO). “Não podemos decretar a impunidade de ninguém”, afirmou.

 

As comissões de Ciência e Tecnologia e Constituição e Justiça do Senado marcaram para amanhã, às 9 horas, a votação do parecer sobre a lei eleitoral. O objetivo dos parlamentares é votar o texto, à tarde, no plenário da Casa. Se for aprovado com as mudanças no texto original da Câmara, o parecer deve ser submetido a nova votação pelos deputados antes de seguir para sanção –que deve ocorrer até o dia 2 de outubro para que as regras possam valer nas eleições de 2010.

 

Fonte: Folha Online – Por Gabriela Guerreiro


Deputado Carli Filho é denunciado pelo MP

Agosto 28, 2009

Ministério Público denuncia Carli Filho por duplo homicídio qualificado

O Ministério Público do Paraná denunciou o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho por duplo homicídio qualificado [por dificultar ou tornar impossível a defesa do ofendido], dirigir embriagado e violar a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação. A denúncia foi entregue à 2ª Vara de Delitos de Trânsito da capital. Nesta quinta-feira, o juiz Carlos Henrique Licheski Klein determinou o envio dos autos a uma das Varas do Tribunal do Júri de Curitiba.

 

De acordo com o MP, o Tribunal do Júri irá determinar a citação do acusado para que ele apresente defesa prévia. Sendo recebida a denúncia, deverá ser marcada audiência para oitiva das testemunhas e interrogatório do réu. As partes, então, apresentam alegações finais e o juiz, se entender que existe prova da materialidade e indícios da autoria, poderá determinar que o caso vá a julgamento perante júri popular ou não.

 

Caso Carli Filho seja condenado pela prática de todos os crimes que constam na denúncia, poderá receber pena mínima de 15 anos e máxima de 30 anos. O ex-deputado estadual também vai poder perder o direito de dirigir por um prazo de dois meses a cinco anos.

 

Por se tratar de homicídio qualificado, crime considerado hediondo, caso ele seja condenado deverá cumprir pena inicialmente em regime fechado. Qualquer mudança somente poderia ocorrer após o cumprimento de 2/5 da pena imposta.

 

Relembre o caso

 

Carli Filho é acusado pela morte de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, na madrugada do dia 7 de maio, após colisão entre o Volkswagen Passat que dirigia e o Honda Fit conduzido por Gilmar Yared. O então deputado estava alcoolizado.

 

Segundo a denúncia do MP, por volta da meia noite, ele saiu de um restaurante, onde havia bebido vinho, dirigindo seu veículo, mesmo após ser advertido de que não estava em condições para tal. De acordo com laudo próprio, o denunciado tinha concentração de sete decigramas e oito décimos de álcool por litro de sangue analisado.

 

A habilitação de motorista de Carli Filho havia sido retida devido a dezenas de autuações por infrações de trânsito, a maioria delas por excesso de velocidade.

Por volta de 0h50, quando estava próximo a um cruzamento cujo semáforo estava em alerta, o veículo de Carli Filho atingiu velocidade entre 161 Km/h e 173 Km/h, , superior à regulamentada para o local [60 Km/hora].

 

A velocidade provocou a decolagem do veículocerca de 0,98 metros acima do asfalto, momento em que o carro atingiu o eixo traseiro do Honda Fit conduzido por Gilmar Yared, tornando impossível qualquer manobra defensiva da vítima.

 

O Passat girou em torno de seu eixo transversal até parar sobre o passeio de pedestres de outra rua, distante cerca de 100 metros do local do impacto. O Honda Fit, por sua vez, foi arrastado por aproximadamente 35 metros.

 

Em virtude do violento impacto, as duas vítimas sofreram politraumatismo com esmagamento do tórax, sendo que o condutor do veículo, Gilmar Yared, ainda sofreu esmagamento do crânio com esvaziamento de massa encefálica e arrancamento da porção superior do crânio. 

 

Fonte: IG / Último Segundo


Reforma Eleitoral

Agosto 28, 2009

Restrições ao jornalismo online nas eleições e candidaturas de “fichas sujas” vão a votação no senado

A proposta de reforma eleitoral que restringe o jornalismo na internet e mantém a possibilidade de candidatos “fichas sujas” serem eleitos deve ser votada em sessão conjunta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e da CCT (Comissão de Ciência e Tecnologia).
Os senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deverão apresentar o texto final da proposta. Na noite desta terça-feira (25), os senadores ainda não haviam definido quais das 42 emendas apresentadas por outros congressistas seriam incorporadas à proposta.
A sessão conjunta faz com que a proposta pule uma etapa na sua tramitação e vá direto ao plenário do Senado. A pressa ocorre porque, para ter validade nas eleições de 2010, o projeto precisa ser aprovado no Senado, voltar à Câmara dos Deputados e ser sancionado pelo presidente Lula até o dia 3 de outubro -um ano antes da próxima eleição.
Jornalismo na internet
O projeto proíbe que um portal de internet “dê tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação” ou que “veicule ou divulgue filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro conteúdo com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente”.
Pela proposta de reforma, as restrições aos veículos de radiodifusão seriam estendidas à rede -apesar dela, ao contrário dos veículos radiodifusores, não necessitar de concessão pública para seu funcionamento.
Também está previsto o direito de resposta na internet. O dono de um blog que difame um candidato terá de dar espaço de resposta ao atingido. As regras dos outros meios também valerão para os debates com candidatos na rede. Para que eles ocorram, será necessária a concordância de dois terços dos políticos que disputam o cargo.

 

Campanha na internet
A propaganda eleitoral será permitida somente nos blogs, sites, comunidades e outros veículos de comunicação do próprio candidato. Não haverá restrições aos eleitores que quiserem fazer sites de apoio a políticos.
A proposta acaba com a exigência de sites de políticos no domínio “.can.br”. Para não sofrerem sanções, os candidatos terão de registrar seus sites em outros domínios no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A campanha na internet só será permitida a partir do dia 5 de julho de cada ano, a exemplo do que acontece em outros veículos.
As doações de pessoas físicas pela rede estarão permitidas, com o limite de 10% da renda atual. Empresas não poderão financiar campanhas pela internet.
Azeredo e Maciel ainda discutem se deve ou não ser permitida a propaganda paga fora do site do candidato.
Fichas sujas e doações ocultas
A proposta mantém legais e explicita duas práticas comuns: a candidatura de políticos com pendências na Justiça e as doações indiretas e ocultas aos candidatos.

Os candidatos com contas rejeitadas ou que respondam processo que não foi julgado em última instância poderão concorrer sem restrições às eleições.
As doações poderão ser feitas aos partidos e repassadas aos candidatos pelos respectivos comitês. Desta forma, o eleitor fica impedido de saber quem doou ao candidato.
A prática já é legal. Através do novo texto, a possibilidade será detalhada e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estará impedido de qualquer restrição nesse sentido.

 

Fonte: UOL Notícias – Por Piero Locatelli


Salários de Marajá

Agosto 14, 2009

Kassab propõe teto salarial de R$ 22 mil para Secretários e Vice

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem (12), em primeira votação, um projeto de emenda à Lei Orgânica que abre brecha para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) aumentar em mais de 300% os salários dos secretários e da vice.

 

Caso seja aprovado em segunda votação, prevista para a semana que vem, o projeto apresentado por Kassab permitirá que ele aumente em 78,5% seu próprio salário (hoje fixado em pouco mais de R$ 12 mil), mas o prefeito já afirmou que abrirá mão do reajuste.

 

A emenda prevê que todos os anos uma lei definirá como será o salário do prefeito, do vice e dos secretários municipais no ano seguinte, com um teto equivalente a 90,25% dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (o que hoje representa R$ 22.111). Hoje, o teto é o salário do prefeito.

 

Essa lei terá de ser encaminhada pelo prefeito à Câmara e aprovada pelos vereadores para valer somente para o ano seguinte. Ou seja, se Kassab quiser aumentar os salários de seus secretários para 2010, terá de encaminhar ainda neste ano um novo projeto à Câmara estabelecendo o reajuste.

 

Embora o teto seja R$ 22.111, o prefeito pode fixar um valor menor para o salário dos secretários. Na Câmara, cogita-se que a ideia de Kassab seria aumentar para R$ 19.500, valor que Alexandre de Moraes recebe como presidente da SPTrans. Ele também é secretário dos Transportes e presidente da CET.

 

Hoje, os secretários ganham R$ 5.344,35 por mês, mas a maioria consegue elevar seus ganhos com a participação em conselhos de empresas municipais. Na Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), por exemplo, cinco secretários “engordam” os salários em R$ 6.000 por mês como membros do conselho de administração.

 

O projeto foi aprovado ontem com voto contrário da bancada do PT. O partido havia proposto um reajuste salarial para os secretários na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-2004), mas não conseguiu aprová-lo. Na época, o PSDB foi contra. Ontem, votou a favor.

 

Fonte: Folha de S.Paulo


Obras do PAC

Agosto 13, 2009

Justiça vai administrar contas do PAC em MT após prisões

Com a deflagração da Operação Pacenas, realizada na segunda-feira pela Polícia Federal (PF), a Justiça Federal determinou que administrará os pagamentos às empresas que executam as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso.

A operação, que prendeu 11 pessoas, apontou irregularidades nas licitações das obras. Segundo a PF, houve fraude em todos os sete lotes licitados pela prefeitura de Cuiabá e nas licitações da cidade de Várzea Grande. O valor licitado das obras equivale a R$ 7,5 milhões, de um montante total de R$ 400 milhões.

A decisão foi proferida pelo juiz federal da Primeira Vara de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, que também determinou a prisão dos 11 suspeitos de participação nas fraudes, entre eles empresários, funcionários públicos e o procurador-geral do município de Cuiabá e ex-presidente da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), José Antônio Rosa.

O dinheiro deverá ser depositado numa conta a ser administrada pela Justiça e o recurso pode ficar retido até que novas licitações sejam feitas. Para a Polícia Federal, o ex-presidente da Sanecap participou do esquema fazendo a interlocução entre as empresas e a prefeitura de Cuiabá.

A investigação iniciou há cerca de um ano e meio, a partir de denúncias do Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU), que constatou irregularidades na licitação, superfaturamento nos materiais, entre outros. O prefeito de Cuiabá anunciou ontem a suspensão de todos os pagamentos do PAC, até que se esclareça a situação.

 

Novo inquérito
Segundo o superintendente da PF de Mato Grosso, Oslain de Campos Santana, um perito especialista em engenharia visitou as obras do PAC há cerca de um mês e constatou irregularidades na parte técnica das obras, como por exemplo, na área de segurança. Na semana passada, dois operários morreram soterrados na escavação de um esgoto em uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no bairro Jardim Araçá, em Cuiabá (MT).

“O perito fez uma informação técnica sobre a obra e na parte de segurança, na qual encaminhada para a Caixa Econômica Federal, Ministério Público, Sanecap, governo do Estado, Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas da União, entre outros”, disse Santana. Ao questioná-lo se o acidente poderia gerar um novo inquérito, ele respondeu que sim.

O prefeito de Cuiabá disse que a morte dos dois operários na obra do PAC foi um acidente. Ele ressaltou que são cumpridas todas as normas de segurança na obra e que as famílias dos operários estão sendo atendidas. Santos também informou que abriu um processo administrativo para apurar as responsabilidades sobre o acidente.

 

Fonte: Terra – Por Juliana Michaela


Crise no Senado

Agosto 13, 2009

OAB defende processo contra os 81 senadores

Numa proposta polêmica, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cézar Britto, defende que, diante da gravidade da crise do Senado, devem ser abertos “processos por quebra de decoro parlamentar” de todos os 81 senadores, na impossibilidade legal de uma renúncia coletiva para se refazer as eleições.

 

O apelo de Britto, feito em entrevista a Terra Magazine, decorre da percepção de que a crise “chegou a um ponto tão grave que é possível que os parlamentares compreendam que eles tenham que a resolver sob pena de condenar o próprio Senado”.

 

O advogado identifica um “paradoxo” na defesa do presidente da Casa e na conduta do Conselho de Ética:

- Quando o presidente José Sarney (PMDB-AP) diz assim: “não é correto que me julguem precipitadamente sem me permitir defesa em um país democrático. Direito de defesa é fundamental”, o presidente José Sarney tem razão. Mas o paradoxo é que não se permitiu que se exercesse o direito de defesa porque se extinguiu o processo.

 

O presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou as onze denúncias contra o presidente José Sarney sob a alegação de que eram baseadas em notícias de jornais, e portanto, fora do alcance parlamentar. Duque, porém, sinalizou que iria instaurar processo contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que admitiu ter mantido um funcionário fantasma em seu gabinete.

 

A continuidade dos processos contra Sarney garantiriam, na avaliação de Britto, uma defesa íntegra do presidente do Senado. “No mínimo, temos que ter o processo para permitir que ele (Sarney) se defenda das acusações e a população saiba o retorno delas. E não fiquemos apenas em acusações”, pontua o representante da OAB.

 

Cézar Britto argumenta que instrumentos como o “recall” fortalecem a “busca da legitimação política nos momentos de crise” e “fazem com que o país saia da própria crise”. O recall integra a proposta de reforma política da OAB, bem como o fim do senador suplente, categoria em que se encaixa Duque, suplente do suplente do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

 

Terra Magazine – O que a sociedade ganharia com a renúncia dos 81 senadores?
Cézar Britto –
Não temos proposta de renúncia coletiva dos senadores. A OAB fez uma reflexão pública demonstrando que a crise que atinge o Senado se generalizou fazendo com que a Casa perdesse credibilidade junto à opinião pública. Ao tempo de se pensar propor, de forma absurda, a extinção do próprio Senado. O que a OAB está propondo é que nós façamos a reforma política e dentre os itens, a aprovação do recall. E aí, sim, a possibilidade de o soberano povo, em casos de crises como esta, solicitar uma nova eleição confirmatória dos mandatos.

 

O que o senhor quer dizer com “recall moral” que a sociedade já teria imposto aos senadores?

O ideal seria, quando se tem crise, – e em alguns países já se fala – que aquele que é envolvido renuncie ou permita que o seu mandato possa se submeter à nova avaliação popular. É isso que a OAB está formulando, que se faça uma reforma política, que se crie mecanismo para que a população, já que o povo é soberano em uma democracia, possa ser agente solucionadora de crises. A proposta que nós apresentamos, há mais ou menos dois anos, antes, portanto, desta crise, foi acolhida pelo senador Suplicy (Eduardo, PT-SP), e tem como relator o senador Mercadante (Aloizio, PT-SP). Nós estamos pedindo que o Senado também permita que a população resolva as crises de identidade entre os seus representantes.

 

Quais medidas legais seriam necessárias?

No parlamento do Japão, a eleição já foi antecipada, exatamente porque havia perda de credibilidade no relacionamento entre o povo e seu parlamento. Há uma pressão para que a Inglaterra faça a mesma coisa. Nos Estados Unidos, é comum o recall. Aqui na América Latina, o presidente Evo Morales (Bolívia) colocou recentemente uma eleição de confirmação de seu mandato. São instrumentos como esse de busca da legitimação política nos momentos de crise que fazem com que o país saia da própria crise.

 

A sociedade brasileira mostra disposição para o recall?

É fundamental. E não se aplica apenas ao Executivo. Veja por exemplo, um prefeito que tenha denúncia de corrupção ou até questão de perda de confiança; a Câmara dos Vereadores não formula o impeachment, até porque é vinculada a ele. Nós vamos ter que esperar quatro anos? Nós temos que compreender que o político exerce um mandato. A titularidade é do povo, que a qualquer momento, em tempo de crise, tem o direito de cassar este mandato e escolher um novo para o lugar.

 

Tem outra situação que o Brasil vive em que seria bem vindo o recall?

Desde que assumi, já tem mais de dois anos, que destaco o recall como um dos melhores instrumentos de solução de crises. Nós discutimos recall na época do Renan Calheiros (PMDB-AL). Nós dizíamos: isso é um momento claro de que é possível o senador submeter o seu mandato àquele que o escolheu buscando legitimidade. Isso foi discutido em que Renan Calheiros era presidente do Senado, mas discutimos em relação a vários prefeitos e governadores. A população tem admitido essa idéia. O recall nasceu em uma ação conjunta de várias entidades: OAB, CNBB, ABN… O recall foi discutido no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Na questão do Senado, o senhor vê outras saídas para a crise?

Ela chegou a um ponto tão grave que é possível que os parlamentares compreendam que eles tenham que resolver sob pena de condenar o próprio Senado. Por exemplo, quando o presidente José Sarney (PMDB-AP) diz assim: “não é correto que me julguem precipitadamente sem me permitir defesa em um país democrático. Direito de defesa é fundamental”. O presidente José Sarney tem razão. Mas o paradoxo é que não se permitiu que se exercesse o direito de defesa porque se extinguiu o processo. Estes paradoxos que me deixam preocupado. Outro tópico da reforma política proposta pela OAB é o fim do senador suplente ou que pelo menos ele apareça na cédula e na campanha eleitorais. Porque os suplentes ocupam função importante, republicana, como os senadores, e ninguém sabe quem são.

 

Para aprofundar as investigações sobre o presidente Sarney, um afastamento ou uma renúncia conviriam?

No mínimo, temos que ter o processo para permitir que ele se defenda das acusações e a população saiba o retorno delas. E não fiquemos apenas em acusações. Um senador diz que o outro tem dedo sujo, a reposta é que o dedo sujo é do outro, e ninguém processa ninguém, ninguém discute por que aquele dedo está sujo.

 

Como fazer isso?

Já que não há uma renúncia coletiva dessas pessoas, que pelo menos se abra os processos por quebra de decoro parlamentar de todos eles para que possamos acompanhar uma investigação. E fazermos a reforma política para valer, incluindo o recall.

 

O recall não nivelaria todos os senadores moralmente?

O recall proposto pela OAB tem duas etapas. Pode ser feito individualmente, se a crise atinge um parlamentar especificamente, ou todo o Parlamento, quando há crise de legitimidade, que é o nosso caso. Convocarmos o recall para buscar a legitimidade do Senado. Não quer dizer que todos os senadores participem da mesma agonia ou que cometeram os mesmos ilícitos. Não perde o mandato, ele busca a confirmação enquanto está no mandato. É uma eleição de mandato confirmatório. Só quem não tiver o mandato confirmado tem que abrir a vacância para colocar eleição substitutiva.

 

A OAB fazer essa declaração neste momento de crise pode agravar o descrédito do Congresso?

Este momento é importante para mostrar que o instrumento criado no Brasil pode ser solucionador de crises. Acho que é uma saída importante para que o Senado se reconcilie considerando o povo. Cada senador colocando seu mandato à confirmação do povo.

 

Fonte: Terra Magazine – Por Thais Bilenky


OBRAS DO PAC – Muita propaganda e muita fraude

Agosto 11, 2009

PF prende 11 por fraude em obras do PAC; contrato foi de R$ 219.549 mi

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira 11 pessoas acusadas de fraude em processos licitatórios envolvendo recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Os nomes dos presos ainda não foram divulgados.

 

Segundo a PF, o valor contratado com vício para as obras foi de R$ 219,549 milhões, e o total pago até agora é de R$ 7,606 milhões. A Justiça determinou o sequestro dos bens depositados na conta dos envolvidos.

 

A operação, batizada de Pacenas, cumpriu todos os mandados de prisão e mais 22 de busca e apreensão em Cuiabá (MT). São cumpridos também cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, três em Goiânia e um no Distrito Federal.

 

As investigações iniciaram em 2007 na Superintendência de Polícia Federal em Mato Grosso, através de denúncias do TCU (Tribunal de Contas da União) e do Ministério Público da União e do Estado.

 

A Polícia Federal informou que a fraude se dava por meio de indução nos editais de cláusulas que direcionavam determinadas empresas por meio de cláusulas consideradas restritivas.

 

Segundo a denúncia, as empresas já eram vencedoras das licitações mesmo antes do procedimento licitatório, pois os concorrentes ajustavam o conteúdo das propostas previamente, oferecendo pagamentos em dinheiro e parte dos contratos firmados com a prefeitura.

 

As empresas integrantes do esquema contariam com grande força política, sejam por pertencerem a políticos conhecidos em Mato Grosso ou por intenso contato de seus proprietários com políticos municipais.

 

De acordo com a PF, foram encontradas irregularidades em fiscalizações relatadas pelo TCU, como a falta de parcelamento do objeto, preços acima dos praticados no mercado e atestados técnicos que extrapolam a análise qualitativa.

 

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, advocacia administrativa e formação de quadrilha. Os presos serão encaminhados à Polinter (Polícia Interestadual) e ao presídio Pascoal Ramos, em Cuiabá.

 

Fonte: Folha Online


Reforma do Estado

Agosto 3, 2009

Governadores acham que Reforma do Estado é fundamental para melhorar gestão pública

As leis que regem o funcionamento do setor público formam uma “barreira burocrática quase intransponível” e impedem qualquer possibilidade de se imprimir agilidade à gestão pública, de acordo com o governador Paulo Hartung, do Espírito Santo.

Ao participar do 7º Congresso Internacional Brasil Competitivo — juntamente com os governadores do Distrito Federal, da Bahia, de Pernambuco e Sergipe – o chefe do Executivo capixaba ressaltou que é preciso “avançar, com urgência, na Reforma do Estado”, de modo a possibilitar administrações públicas mais condizentes com os interesses da coletividade.
O pedido foi reforçado pela unanimidade dos governadores presentes ao encontro, organizado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), criado e dirigido pelo empresário Jorge Gerdau Johannpeter. Todos eles disseram que estão investindo na formação de servidores, na área de gestão pública, como forma de enfrentar as dificuldades criadas pela burocracia oficial.
O governador da Bahia, Jaques Wagner, ressaltou que “o estado absoluto não é capaz de organizar a sociedade”, e acrescentou que o mercado absoluto é menos capaz ainda. Portanto, na sua visão, “o melhor é acabar com dogmas culturais da administração pública e da iniciativa privada, de modo a encontrar pontos de equilíbrio para o bem da coletividade”.
José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal, enfatizou que “se não houver flexibilização das leis, a prática de governar fica cada vez mais dificil”. Ele disse que sentiu o peso da burocracia na máquina pública ao assumir o Executivo local e que buscou experiências de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, para garantir eficiência em sua administração.
Arruda disse que chegou ao governo do DF com disposição de “gastar menos para tentar fazer mais”. No entanto, se viu obrigado a não gastar nada, no primeiro ano, como única forma de arrumar os cofres públicos, então sem fundos. O maior problema, segundo ele, foi descobrir que a máquina burocrática impunha mais barreiras do que ele imaginava. O governador disse que procurou ajuda do MBC para “quebrar paradigmas e rasgar preconceitos administrativos”.
Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Sergipe, Marcelo Deda, disseram que que encontraram “cultura gerencial anacrônica” e gastaram muito tempo para tirar seus estados das mãos de velhas oligarquias. O chefe do Executivo pernambucano disse que “não é fácil, mas dá pra fazer [bom governo] com composição política, porque eficiência é um desafio de todos nós”.
Criada em 1989, a carreira de gestor governamental tem o propósito de fortalecer o nível estratégico de governo em suas capacidades de concepção e implementação das políticas públicas, de modo a modernizar as práticas políticas e garantir a continuidade das ações administrativas.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Stênio Ribeiro


Político corrupto tem em todo lugar, o que falta é fazer cumprir a Lei

Julho 28, 2009

FBI detém prefeitos de Nova Jersey e legislador por corrupção

Dois prefeitos de cidades de Nova Jersey e um legislador estadual, assim como vários rabinos desse estado e do vizinho de Nova York foram detidos hoje em uma operação contra a corrupção e a lavagem de dinheiro em nível internacional.

 

Os prefeitos detidos por agentes do FBI (polícia federal americana) são Peter Cammarano (de Hoboken) e Dennis Elwell (de Secaucus), enquanto o legislador republicano por esse estado que também foi detido é Daniel Van Pelt, afirmou a Procuradoria de Nova Jersey.
Também foi detida Leona Beldini, vice-prefeita de Jersey City, informou a mesma fonte, que afirmou que a operação levou à detenção de cerca de 30 pessoas, incluindo vários rabinos de Nova York e de Nova Jersey.
“Os nomes e cargos das pessoas detidas hoje soam como uma lista de participantes de um encontro entre líderes comunitários, mas infelizmente esses indivíduos não se encontravam em uma sala de reuniões, mas nas dependências do FBI”, disse o agente especial encarregado da operação, Weysan Dun.
O presidente do Conselho Municipal de Jersey City, Mariano Vega, também foi levado aos escritórios do FBI em Newark, informa o jornal “The Star-Ledger” em sua versão on-line.
“Esta investigação identificou mais uma rede de corrupção na qual participavam funcionários públicos que queriam obter dinheiro em troca de favores políticos”, afirmou o fiscal federal de Nova Jersey, Ralph Marra.
Centenas de horas de gravações mostram a ação dos detidos em uma operação que, segundo Marra, prova que, “a corrupção estava muito estendida, era onipresente”.

As detenções fazem parte de uma investigação sobre essas ações de corrupção e lavagem de dinheiro que poderia ser de vários milhões de dólares, e que os envolvidos teriam realizado durante pelo menos uma década.
Agentes do FBI, do Serviço de Renda Interna (IRS, em inglês) e que dependem do Departamento do Tesouro, assim como da Procuradoria do condado de Monmouth trabalharam durante dois anos para realizar estas detenções, afirmou o jornal.

 

Fonte: Agência EFE / Nova York (EUA)