Trabalho

Setembro 28, 2009

Redução da jornada aumentará custo da produção sem criar postos de trabalho, diz indústria

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, defendida pelo governo federal, não acarretará novos postos de trabalho. Além disso, as empresas brasileiras terão um aumento considerável no custo de produção, perdendo competitividade em relação a produtos de outros países. Essa é a avaliação de representantes da indústria que participaram no dia 10/09 do Seminário sobre Cenários e Tendências da Legislação Trabalhista, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“Nossa carga tributária é a maior do mundo. O que se deu de incentivo ao empreendedor nacional? Essa proposta não passa de uma atitude eleitoral”, afirmou o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, José Maria Chapina Alcazar.
Ele também reclamou que o governo não controla as mercadorias que entram no país. “No Brasil entra qualquer tipo de produto sem controle se, no país de origem, ele é produzido com as exigências feitas ao empresário brasileiro. Alguns utilizam trabalho próximo ao de escravo”, completou.
O diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita, disse que a redução da jornada do trabalho implicaria, de imediato, em uma oneração de  pelo menos 10% do custo do trabalho. Segundo ele, a hora extra – que de acordo com a proposta de emenda constitucional que tramita no Congresso terá sua remuneração aumentada de 50% para 75% sobre a hora trabalhada – se tornaria fundamental para que as empresas mantivessem sua produção normal.
A superintendente de Recursos Humanos e Administração da Usiminas, Denise Brum, avaliou que o impacto da mudança dependerá da característica de cada empresa, como a quantidade de trabalhadores, horas trabalhadas individuais e o número de máquinas utilizadas. Nada disso, porém, segundo ela, influenciará no aumento de empregos.
A superintendente da empresa brasileira líder na produção e comercialização de aço disse ainda que o governo deve se responsabilizar pela qualificação profissional dos trabalhadores. “Deveria haver investimento do governo na formação de mão-de-obra ou benefícios às empresas que realizam esse treinamento, que tem de ser feito durante a jornada de trabalho”, defendeu Denise.
Fonte: Agência Brasil – Por Danilo Macedo 

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, defendida pelo governo federal, não acarretará novos postos de trabalho. Além disso, as empresas brasileiras terão um aumento considerável no custo de produção, perdendo competitividade em relação a produtos de outros países. Essa é a avaliação de representantes da indústria que participaram no dia 10/09 do Seminário sobre Cenários e Tendências da Legislação Trabalhista, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).


“Nossa carga tributária é a maior do mundo. O que se deu de incentivo ao empreendedor nacional? Essa proposta não passa de uma atitude eleitoral”, afirmou o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, José Maria Chapina Alcazar.


Ele também reclamou que o governo não controla as mercadorias que entram no país. “No Brasil entra qualquer tipo de produto sem controle se, no país de origem, ele é produzido com as exigências feitas ao empresário brasileiro. Alguns utilizam trabalho próximo ao de escravo”, completou.


O diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita, disse que a redução da jornada do trabalho implicaria, de imediato, em uma oneração de  pelo menos 10% do custo do trabalho. Segundo ele, a hora extra – que de acordo com a proposta de emenda constitucional que tramita no Congresso terá sua remuneração aumentada de 50% para 75% sobre a hora trabalhada – se tornaria fundamental para que as empresas mantivessem sua produção normal.


A superintendente de Recursos Humanos e Administração da Usiminas, Denise Brum, avaliou que o impacto da mudança dependerá da característica de cada empresa, como a quantidade de trabalhadores, horas trabalhadas individuais e o número de máquinas utilizadas. Nada disso, porém, segundo ela, influenciará no aumento de empregos.


A superintendente da empresa brasileira líder na produção e comercialização de aço disse ainda que o governo deve se responsabilizar pela qualificação profissional dos trabalhadores. “Deveria haver investimento do governo na formação de mão-de-obra ou benefícios às empresas que realizam esse treinamento, que tem de ser feito durante a jornada de trabalho”, defendeu Denise.


Fonte: Agência Brasil – Por Danilo Macedo


Fonte: Agência Brasil – Por Danilo Macedo


Salário Mínimo

Setembro 2, 2009

Aumento do mínimo em 2010 causará impacto de R$ 8 bi

O aumento do salário mínimo em 2010 impactará os cofres públicos em R$ 8 bilhões, segundo informou o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) nesta terça-feira. Esse valor inclui o aumento no pagamento de benefícios na Previdência Social e salários reajustados pelo mínimo no governo federal.

 

O projeto de Lei Orçamentária de 2010, enviado ontem ao Congresso Nacional, prevê que o salário mínimo subirá dos atuais R$ 465 para R$ 505,90, o que engloba a inflação corrigida pelo INPC no período (3,54%) e o crescimento real do PIB de 2008 (5,08%).

 

Bernardo corrigiu ainda o valor a ser destinado para o programa Minha Casa, Minha Vida, dizendo que será R$ 7,2 bilhões. Ontem, Bernardo disse que seriam R$ 10 bilhões.

 

No Orçamento há ainda previsão de crescimento de 4,5% do PIB no ano que vem. O projeto prevê também um aumento nas receitas primárias, de R$ 754,4 bilhões em 2009 para R$ 853 bilhões em 2010. De acordo com Bernardo, isso significa que as receitas voltarão ao patamar do período pré-crise econômica.

 

“A receita terá um aumento no ano que vem, compatível ao que tivemos no ano passado. Não vamos arrebentar a boca do balão de receita, a receita vai voltar ao curso que estava antes”, afirmou.

 

No próximo ano, haverá ainda um crescimento das despesas com pessoal e encargos sociais, de R$ 153,8 bilhões para R$ 168 bilhões. Segundo o ministro, os aumentos salariais que já haviam sido acordados estão mantidos, mas não haverá novos aumentos.

 

Para 2010, há ainda a dotação de R$ 23,4 bilhões para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contra R$ 21,8 bilhões neste ano. Até junho, no último balanço do programa, o governo não havia gasto nem R$ 4 bilhões do previsto para 2009.

 

No total, os investimentos previstos no projeto do orçamento somam R$ 94,4 bilhões.

 

Fonte: Folha Online – Por Lorenna Rodrigues


E o aumento do Salário Mínimo? O trabalhador só SIFU…

Setembro 2, 2009

Reajuste de ministros do STF e servidores terá impacto de R$ 1,2 bilhão em 2010

O pacote de projetos encaminhados à Câmara pelo Executivo, Judiciário e Ministério Público com reajustes nos salários de servidores e ministros do STF (Supremo Tribunal Federa) terá um impacto de R$ 1,2 bilhão em 2010, caso as propostas sejam aprovadas pelos deputados. Só o aumento dos atuais R$ 24,5 mil para cerca de R$ 27,5 mil vai onerar os cofres públicos no ano que vem em R$ R$ 343,7 milhões.

 

Ao todo, a Câmara recebeu 13 projetos que tratam de reajuste dos servidores. Em 2012, a soma desses reajustes pode representar um gasto anual de R$ 1,92 bilhão –que estabelecem a criação de 858 cargos e 687 funções comissionadas na administração pública.

 

Além do STF, o reajuste programado para o Ministério Público também terá um impacto significativo. O aumento de 14,09% para os procuradores custará aos cofres públicos R$ 132,9 milhões.

 

No Executivo, a folha de pagamento do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) terá um dos maiores reajuste. Se a proposta for referendada pelo Congresso, o órgão gastará a mais com servidores R$ 141,8 milhões.

 

Outro projeto que chama atenção estabelece a criação de 10 mil vagas para praças e outras 3.500 para oficiais da Marinha. O projeto teria impacto de R$ 27,9 milhões em 2010 e de R$ 118,5 milhões ao ano a partir de 2012.

 

O aumento mais polêmico eleva o reajuste dos ministros do tribunal em 14,09% a partir de fevereiro de 2010. Pela projeto, os subsídios dos ministros sofreriam reajustes escalonados em setembro e novembro deste ano, até chegaram ao valor máximo em fevereiro do ano que vem –totalizando o aumento de 14,09% nos salários.

 

O projeto do STF prevê reajuste de 5% nos salários dos ministros em setembro de 2009, outros 4,6% em novembro e mais 3,88% em fevereiro de 2010. Na justificativa do texto, o presidente do STF, Gilmar Mendes, afirma que o montante do reajuste corresponde à variação acumulada do IPCA entre os anos de 2006 e 2008.

 

“O montante da despesa decorrente do projeto conforma-se plenamente dentro da margem de crescimento permitida aos gastos com pessoal e encargos sociais do Poder Judiciário da União para o corrente exercício”, afirma Mendes no texto.

 

Executivo, Judiciário e Ministério Público encaminharam as propostas na segunda-feira. Segundo a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), os gastos referentes ao reajuste de servidores só podem ser incluídas no Orçamento de 2010 se estiverem em tramitação no Congresso até 31 de agosto deste ano –por isso os projetos se acumularam na Casa esta semana.

 

Parte dos projetos deve entrar na pauta de votações da Câmara esta semana. A decisão depende de acordo entre os líderes partidários, que devem se reunir até amanhã para definir o que será analisado pelos parlamentares.

 

Fonte: Folha Online – Por Márcio Falcão e Gabriela Guerreiro


Crédito de Carbono

Agosto 14, 2009

Mercado de carbono abre oportunidades

Pouca oferta de cursos, contudo, é obstáculo para ingresso na carreira

 

O anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar uma Secretaria Especial de Crédito de Carbono é prova de como esse mercado está aquecido e requer, cada vez mais, profissionais especializados.
Os certificados de emissões reduzidas, ou créditos de carbono, são liberados quando ocorre a redução de emissão dos gases que causam o efeito estufa, considerados responsáveis pelo aquecimento global. Uma tonelada de CO2 (dióxido de carbono) corresponde a um crédito, que pode ser negociado internacionalmente.
Ao assinarem o Protocolo de Kyoto, os países desenvolvidos se comprometeram com metas de redução desses gases. Quando não conseguem atingir seu objetivo, podem comprar créditos de carbono de países em desenvolvimento ou que não têm metas a cumprir equivalentes à emissão dos poluentes. Só em 2008, as negociações no mercado de carbono mundial chegaram a US$118 bilhões.
Sem formação - Apesar de o Brasil ocupar o terceiro lugar no ranking mundial em crédito de carbono – fica atrás da China e da Índia –, não há universidade no País que prepare profissionais para esse setor, de acordo com Marcelo Rocha, consultor de meio ambiente e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP).
“A pessoa que quiser trabalhar nesse meio deve ser um pouco autodidata. Ter facilidade para lidar com cálculo ou familiaridade em temas ambientais como reflorestamento e aterro sanitário ajudam. Trabalhar em um escritório especializado também pode ser uma porta de entrada”, explica.
Segundo Eduardo Covas Barrionuevo, diretor de Desenvolvimento de Projetos da J. Malucelli  & CMC Ambiental – Grupo J. Malucelli, de Curitiba, os profissionais mais requisitados nessa área são aqueles acostumados a lidar com o mercado financeiro e também engenheiros com conhecimento em energia ou no processo de certificação dos créditos de carbono.
Eduardo afirma que uma alternativa para conhecer o tema pode ser o curso de especialização em mudanças climáticas e sequestro de carbono do Instituto Ecoclima em parceria com a Universidade Positivo.
Promissora - Apesar das parcas oportunidades de estudo, Rodrigo Franco, diretor da Carbon Market Consulting, de São Paulo, garante que a carreira é promissora. “Principalmente por causa da demanda de tecnologias para a geração de energias limpas e a redução dos gases que provocam o efeito estufa em nível mundial.”
Eduardo Covas Barrionuevo concorda que a carreira ainda tem muito espaço para crescer, uma vez que o problema do aquecimento global só tende a se agravar.
“O mercado de créditos de carbono tende a ficar cada vez mais estável, mais maduro e mais organizado, tecnologias limpas e novas soluções estão a todo o momento sendo desenvolvidas. A questão da responsabilidade ambiental deixou de ser um assunto de ‘ecochato’ e passou a ser uma consciência global, o apelo por sustentabilidade e energias renováveis é cada vez maior”, conclui.

 

Fonte: IG / Empregos – Por Maria Carolina Nomura


Lei Antifumo

Agosto 13, 2009

Nova lei pode levar à demissão de empregado que desrespeitar restrição ao fumo

A Lei estadual 13.541, que proíbe o fumo em ambientes fechados de uso coletivo, que entrou em vigor nesta sexta-feira (7/8), deve trazer reflexos nas relações de trabalho. Um deles é a possibilidade de que um empregado seja demitido por justa causa se desrespeitar as restrições trazidas pela nova norma.

Duas das hipóteses que constam no artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador podem ser enquadradas nesse caso: indisciplina e insubordinação.

 “Se o empregado comete uma conduta que vai contra a lei, a única hipótese de não se considerar isso uma infração — e o contrato  de trabalho autoriza a ruptura por justa causa— é se o empregador resolve deliberadamente dizer que não vai cumprir a lei”, diz o juiz do Trabalho Rogerio Neiva Pinheiro, da 20ª Vara de Brasília.

A legislação não permite que sejam consumidos cigarros, charutos, cigarrilhas, cachimbos, narguiles ou quaisquer outros produtos fumígenos em bares, danceterias, boates, cinemas, shoppings, bancos, supermercados, açougues, padarias, farmácias, repartições públicas, instituições de saúde e escolas.

Também é proibido fumar em casas de espetáculo, ambiente de trabalho, estudo, culto religioso, lazer, esporte e entretenimento, bibliotecas, espaços de exposições, veículos de transporte coletivo, táxis e nas áreas comuns de condomínios, hotéis, pousadas e dos condomínios residenciais e comerciais.

Para o juiz, o caminho natural é que os empregadores cumpram a nova lei. “Caso o empregado a descumpra, estará cometendo um ato de insubordinação.”

A advogada trabalhista Maria Lúcia Benhame confirma que o desrespeito a ordem legal, regulamento da empresa ou ordem direta de superiores pode acarretar a demissão.

Outra forma de sanção ao funcionário pelo descumprimento da nova lei é a possibilidade de que ele seja obrigado a ressarcir ao empregador o prejuízo causado por possíveis multas impostas pela fiscalização — que podem ultrapassar o valor de R$ 1.500.

As empresas poderão transferir ao empregado a responsabilidade pelo pagamento — como anunciou a USP (Universidade de São Paulo), que vai repassar não apenas a funcionários, mas também a alunos e professores os prejuízos trazidos com a fiscalização. Segundo Neiva Pinheiro, se o empregador sofre uma multa por conta da conduta de um empregado, tem que buscar o ressarcimento por meio de desconto do salário.

O artigo 462 da CLT estabelece que é lícito o desconto nos salários em caso de dano causado pelo empregado, desde que tal possibilidade esteja prevista em contrato ou quando ocorrer dolo do trabalhador. Ou seja, nesses casos, todo e qualquer prejuízo pode ser descontado. “Ainda que dano seja gerado por mera culpa, negligência, imprudência ou imperícia, o empregador deve ser ressarcido”, explica Maria Lúcia.

 

Reparação

                               

O juiz Rogério Neiva afirma que o trabalhador tem direito a um ambiente que segue a lei. “Como foi estabelecido que em determinado local de trabalho não se pode conviver com ninguém que fume, o empregado passa a ter direito a esse ambiente. Se o empregador não opera pela observância dessa lei, naturalmente surgem algumas conseqüências”, diz.

De acordo com o magistrado, o empregado vítima de tal violação pode promover uma rescisão indireta do contrato de trabalho e, além disso, buscar uma reparação por danos morais.

A advogada trabalhista lembra que os funcionários estarão sujeitos a outra determinação da empresa: se será ou não permitida a saída do local de trabalho para o fumo ou se ele será feito apenas nos intervalos regulares já previstos. “A empresa vai ter que regulamentar se pode sair pra fumar, pois ela não é obrigada a liberar os fumantes”, diz Maria Lúcia.

 

Fonte: Site Última Instância – Por Andréia Henriques


Emprego – Concurso Público

Agosto 3, 2009

Governo autoriza concursos públicos em dois ministérios

O Ministério do Planejamento autorizou a realização de concursos públicos para preenchimento de 191 vagas no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e de 178 cargos no Ministério da Previdência Social (MPS), de acordo com portarias publicadas dia 31/07 no Diário Oficial da União.

O concurso do MDIC vai selecionar 136 servidores como agente administrativo, que exige nível médio de escolaridade e oferece salário de aproximadamente R$ 2,1 mil, mais 55 vagas de analista administrativo, com nível superior de escolaridade e salário na faixa de R$ 2,8 mil. Destas, cinco vagas serão para técnico de comunicação social.

 

Dos cargos a serem preenchidos pelo MPS, 165 serão para agente administrativo, de nível médio e salário de R$ 2,1 mil, e 13 serão para servidores de nível superior, com salários na faixa de R$ 2,5 mil. Serão selecionados três administradores e dez técnicos de comunicação social para integrarem carreiras da Saúde, da Previdência e do Trabalho.
As portarias têm prazo de validade de seis meses, período em que os dois ministérios devem lançar seus editais, e as nomeações dos aprovados, a partir de dezembro deste ano, estarão condicionadas à extinção de igual número de postos de trabalho terceirizados, em desacordo com a legislação.
O Diário Oficial da União  traz também traz portaria que autoriza a nomeação, a partir de outubro, de 297 candidatos aprovados para os cargos de delegado (96 vagas) e de perito criminal (201 vagas) da Polícia Federal. Ambos com salário inicial na faixa de R$ 13,4 mil, podendo chegar, no final da carreira, a R$ 19,7 mil.

 

Fonte: Agência Brasil – Por Stênio Ribeiro


Emprego

Julho 20, 2009

Bom relacionamento garante emprego e futuro profissional

O aumento ou a diminuição do nível de empregos estão diretamente ligados à situação econômica do país. E a demissão, a que está atrelada? Por que as pessoas são demitidas, mesmo que a situação econômica seja favorável?

 

Segundo o consultor comportamental Wilson Mileris, o principal motivo para esse fenômeno é a desarmonia no ambiente de trabalho. “A não cooperação, a briga pelo poder, a bajulação, intrigas, exibicionismo e o desamor são fatores que colocam vários profissionais na contramão”, diz.

 

Para ele, os potenciais demissionários são aqueles que têm dificuldades para atuar como um membro eficaz de equipe. “Está na contramão aquele profissional que não consegue estabelecer relações humanas produtivas. Hoje, a capacidade de promover a harmonia é um atributo cada vez mais valorizado no mundo dos negócios e pode decidir a ascensão na carreira”, afirma Mileris

 

Habilidades como a camaradagem, o respeito, a confiança e a humanização nos ambientes corporativos são, cada vez mais, fundamentais para manter o profissional no curso da prosperidade. “Se há coesão e laços de afeto, entre os participantes, o grupo tem alto poder de barganha nas relações sociais. Quando há desarmonia, o grupo perde sinergia, e a capacidade de influenciar os resultados positivamente. E onde há consenso existem chances maiores de ampliar a produtividade”, declara o profissional.

 

De acordo com o consultor o primeiro fundamento que um profissional deve dominar, não só manter seu emprego “em segurança” como para ascender dentro da própria empresa, é compreender que uma equipe vencedora é feita de grandes realizadores individuais, cada um contribuindo com seus talentos especiais, seu conhecimento, sua sabedoria e acima de tudo, sua dedicação.

 

O especialista dá dicas de como assegurar sua ascensão dentro de qualquer empresa:

 

1) Visão do Futuro – Pensar no futuro amplia os horizontes, desafia a imaginação, inspira e energiza a equipe de trabalho.

 

2) Integridade – É estar comprometido com a ética, a honestidade e a verdade em
todas as facetas do seu comportamento.

 

3) Comprometimento – Demonstrar coragem e autoconfiança para apoiar idéias, crenças aos companheiros de trabalho.

 

4) Lidar com a diversidade – Reconhecer as realizações individuais e edificar os seus responsáveis. Criar um ambiente de trabalho positivo, no qual as pessoas trabalhem com prazer. Potencializar a diversidade da equipe (cultural, racial e sexual) e ser um membro ativo.

 

5) Iniciativa – Antecipar-se aos problemas e criar alternativas novas e melhores de executar os procedimentos. Evitar a “burocracia” e procurar a concisão, simplicidade e clareza.

 

6) Acreditar no amor como investimento – Demonstrar consciência e sensibilidade para aplicar o amor incondicional no convívio profissional. Valorizar e estimular a adoção do respeito e da confiança como elementos formadores da dignidade humana. É adepto da humanização nos ambientes de trabalho para impactar a produtividade de todos.

 

Mileris enfatiza a importância de se reciclar sempre. “Mantenha sua empregabilidade em alta. Busque atualizar-se, principalmente com assuntos relacionados ao seu cargo, profissão ou ramo de atividade. Seja conhecedor das novidades do meio e participe de feiras, workshops e palestras. Leia livros e periódicos relacionados e acesse sites relacionados, bem como fóruns e grupos de discussão. Procure tornar-se uma referência em seu meio, assim sempre que precisar as portas estarão abertas”, finaliza.

 

Fonte: UOL / Canal Executivo / Carreiras & Gestão


Mercado de Trabalho

Julho 20, 2009

Enfrente os medos

medo

 

Com a economia e o mercado de trabalho instáveis, a insegurança no escritório aumenta. Veja como lidar com ela sem estresse

 

A incerteza econômica e o sobe e desce das estatísticas de emprego acabam alimentando a insegurança no trabalho, pois, a reboque dos indicadores externos, vêm pressão por corte de custos e maior cobrança por resultados. Quem já passou por outras crises garante que nessas horas é melhor deixar o radar ligado para detectar o clima entre os colegas da equipe e fi car antenado nos rumos da empresa. O executivo João Neto, diretor de marketing para a América do Sul da Anixter, distribuidora de produtos de telecomunicações, garante que o segredo é manter a calma e a produtividade em alta. Há 13 anos na companhia, ele viu crises como o estouro da bolha da internet e a queda na economia após os atentados ao World Trade Center, em 2001, nos Estados Unidos. “No 11 de setembro, nosso faturamento caiu mais de 40%”, diz. “Foi a crise mais grave pela qual passei.” Das experiências, João aprendeu a reagir quando a insegurança ameaça imobilizar sua capacidade produtiva. “O profi ssional não pode se trancar numa sala. Tem que agir.” Acompanhe a seguir um plano de ação para não se abalar em situações de insegurança e garantir o desempenho quando…
… seu chefe está inseguro

 

Já imaginou a pressão que tem vindo de cima por resultados e cortes no orçamento? Tente se colocar no lugar do chefe. “Quando faz mudanças bruscas de rota, o líder pode estar tentando se adaptar à nova realidade, mas o funcionário interpreta isso como uma deficiência”, diz Rodrigo Soares, gerente da divisão de recrutamento em vendas e marketing da Hays, no Rio de Janeiro. Se você tem alternativas para sugerir, fale sem criar uma ameaça a mais. “Compartilhe possíveis, e inéditas, soluções.”
… seus pares estão inseguros
Evite o desespero e procure ajudar seus colegas a trabalhar positivamente. “A influência sobre pares e colegas é limitada, o importante é discordar de maneira agradável, propondo parcerias e evitando alimentar fofocas”, diz a psicóloga Ana Fraiman, autora do livro O Chefe dos Meus Sonhos (Alexa Editorial). Tente apontar os benefícios do trabalho em equipe e mostre que a crise é um teste de lealdade, que revela com quem a empresa pode realmente contar. “Diga ao colega que vocês precisam estar nessa lista”, diz Ana Fraiman.

… seus subordinados estão inseguros
A dica é deixar a equipe à vontade para dar vazão aos sentimentos sobre a situação atual. Seja transparente. Para isso, duas orientações são importantes, segundo Elaine Saad, gerente-geral da consultoria Right Management. A primeira: o que você acha que é importante para os subordinados pode não ser o que eles acham que é importante para eles. E a segunda: reconheça que você não tem todas as respostas. “Se comunique, mesmo que seja para falar que não sabe”, diz Elaine.
… você mesmo está inseguro
Sentir um frio na barriga de vez em quando é normal. O problema é quando o indivíduo entra em uma ansiedade patológica, se cobrando excessivamente e antecipando fatos negativos que podem nem acontecer — uma demissão, por exemplo. Aí, a cobrança, que só era externa, encontra um cúmplice poderoso. “Às vezes, não dá para fazer tudo que deveria ter sido feito. Reconheça seus limites”, diz Adriana Fellipelli, sócia-diretora da consultoria Fellipelli. “Fale com pessoas experientes e pergunte como já lidaram com situações parecidas.”
COMO LIDAR COM A INSERGURANÇA
IDENTIFIQUE O PROBLEMA

A insegurança letal vem daqueles que colocam o atual emprego em primeiro lugar, e não a carreira em si. Quem vê o emprego como única opção tende a ser mais inseguro. “Deixe o comodismo de lado”, diz a psicóloga Ana Fraiman.
ENCARE O MEDO COM SERENIDADE

Separe seus medos reais dos medos imaginários. Em muitos casos, os “monstros” só estão na sua cabeça e o medo do perigo acaba sendo muito maior do que o próprio perigo. “Reserve um tempo para pensar os problemas de forma distanciada”, diz Rodrigo Soares, da Hays.
NÃO ESQUEÇA O PLANO B

Os especialistas em carreira são unânimes: tenha um plano B para o trabalho e para a vida pessoal. Quem aposta todas as fichas em uma só jogada fica mais vulnerável às leis do mercado e sujeito à insegurança.
MANTENHA O FOCO NO FUTURO

Nos momentos de tensão, não perca seus valores, princípios e convicções. Mantenha a confiança em si e, acima de tudo, tenha foco em seus planos. “Só quem sabe com clareza aonde quer chegar mantém a autoestima elevada”, diz a consultora Adriana Fellippelli.

 

Fonte: Revista Você S.A. – Por BRUNO VIEIRA FEIJÓ


Emprego – Registro em CLT

Julho 7, 2009

Cresce o número de profissionais registrados em CLT nos últimos dois anos

No Brasil, aumentou o número de contratações de profissionais pelo regime de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). De acordo com a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada entre março e abril deste ano pela Catho Online, os trabalhadores com estas condições contratuais somam 79,5%. Esse resultado é 11,6% maior do que o obtido no ano de 2007, quando o percentual era de 67,9%.

“A pesquisa questionou o entrevistado sobre o vínculo empregatício em dois aspectos: tanto como contratante (se está contratando outros com base na CLT) como quanto profissional (se é registrado na CLT). Em ambos os casos percebe-se um aumento do registro formal em carteira”, afirma o diretor de marketing da Catho Online, Adriano Meirinho.
Confira abaixo a tabela com a porcentagem de profissionais, a forma de vínculo empregatício e o ano de contratação:

Vínculo Empregatício 2007 2009
CLT 67,9% 79,5%
Diretor estatutário 1,1% 1,4%
Prestador de Serviços 7% 6,1%
Autônomo 4,2% 2,9%
Informal 9% 5,1%
Estagiário 10,8% 5%

Idade

Outra constatação do levantamento é que o registro profissional também tem relação direta com a função, a idade e o tipo de empresa em que atua o profissional. Entre os entrevistados de até 25 anos, 82,7% trabalham com o vínculo da CLT. Já entre os consultados acima de 60 anos esse índice cai para 47,9%.

O maior percentual de profissionais que trabalham com os benefícios da CLT são os da faixa etária entre 25 e 30 anos, nos quais 88,3% dos entrevistados disseram que trabalham sob esta condição.
Com relação ao tipo de empresa, 91,7% do quadro de funcionários de multinacionais têm registro em carteira, enquanto nas empresas nacionais o índice é de 80%.
Sobre o estudo
Esta pesquisa foi realizada entre os meses de março e abril deste ano e contou com a opinião de 16.207 participantes, que responderam um formulário online com 299 perguntas, questionando-os sobre estas três dimensões da vida do profissional.

Vale ressaltar que foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que trabalham em empresas privadas e que possuem mais de 18 anos de idade. O estudo é realizado pela Catho desde 1988.

Fonte: UOL Economia


Aposentadoria

Junho 24, 2009

Projeto dos aposentados deve continuar sendo adiado

O Projeto de Lei 01/07, que concede aos aposentados o mesmo reajuste do salário mínimo, deve continuar sendo adiado na Câmara. A avaliação é do deputado Cleber Verde (PRB-MA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas.

 

“Não há uma pré-disposição, principalmente da base do governo, para que essa discussão ocorra nesse momento”, afirma o deputado, complementando que a matéria acabou sendo “colocada em segundo plano”. Conforme explica, além das festividades juninas, que devem comprometer as votações nesta semana, o projeto dos aposentados obrigaria o governo a desembolsar R$ 6 bilhões a mais, apenas neste ano, para o reajuste dos aposentados.
Cleber lembra da promessa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), em colocar a matéria na pauta ainda em junho. “Há um compromisso”, argumenta, destacando a vigília de centenas de aposentados que ocuparam o plenário da Câmara há cerca de um mês para exigir a votação da proposta.

 

Já o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que também milita na área, avalia que a proposta deve ser encaminhada ao plenário. “O presidente Michel Temer falou que colocaria nessa semana”, destaca o parlamentar paulista, explicando que Temer não se comprometeu com o mérito da votação.

 

Arnaldo Faria de Sá ainda lembra que o governo continua pressionando para que o projeto não seja apreciado. “Vamos para a votação no mérito”, concluiu.

 

Uma reunião de líderes prevista para esta terça-feira (23) decidirá se a matéria entrará em pauta ou não nesta semana. Líderes governistas procurados pelo Congresso em Foco não foram localizados para comentar sobre a inclusão dessa matéria na pauta.

 

Em abril de 2008, o Senado aprovou uma proposta que regulamenta o reajuste anual do salário mínimo até 2023, levando em consideração a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Nessa votação, o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma emenda que estende aos aposentados esse benefício. No entanto, o governo afirma que a proposta não pode ser adotada porque provocaria, caso entrasse em vigor, um impacto de R$ 3,5 bilhões apenas no ano passado.

 
De acordo com cálculos do Ministério da Previdência, somente a aprovação do reajuste beneficiário atrelado ao salário mínimo causaria um impacto imediato de R$ 6,8 bilhões nas contas da Previdência em 2009. Essa mudança de regra representaria, até 2050, um acréscimo em 7% do PIB com gastos com aposentadorias. 

 

Fonte: Congresso em Foco – Por Rodolfo Torres

Aposentados pedem reajuste e acampam em frente ao Congresso Nacional

 

Cerca de 520 aposentados protestam em frente ao Congresso Nacional exigindo a aprovação do Projeto de Lei 001 de 2007 que prevê o mesmo índice de reajuste do salário mínimo para aposentadorias e pensões, e a aprovação de proposta que acaba com o fator previdenciário, já aprovada no Senado e em trâmite na Câmara.

 

Os manifestantes de diversos Estados chegaram a Brasília na manhã hoje (23) e pretendem permanecer acampados no gramado da Esplanada dos Ministérios até que o projeto de lei seja aprovado. “Só iremos embora depois da aprovação do PL, ou pelo menos após ele ser colocado em pauta para votação”, diz o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Copab), Warley Martins Gonçales.
O índice que reajusta aposentadorias e pensões é de 5%. Segundo o presidente da Copab, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), teria prometido votar o projeto de equiparação com o sistema de reajuste do salário mínimo assim que medidas provisórias destrancassem a pauta.
“Tem duas semanas que abriu a janela para votação e nem na pauta a nossa [proposta] está. Estamos pedindo para que votem o PL como prometeram”, diz Gonçales.

Os aposentados fincaram no gramado do Congresso Nacional 513 cartazes com as fotos de cada um dos deputados federais. Eles planejam acender velas perto das fotos parlamentares às 19h de hoje.

 

Fonte: Agência Brasil