CIDADANIA

Cidadania vem do latim “civitas”, que significa cidade. A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer.

Na definição de Dalmo Dallari “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.

A cidadania é, portanto, o conjunto dos direitos políticos de que goza um indivíduo e que lhe permitem intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).

Em nosso país, apesar do processo de redemocratização e da Constituição de 1988, ainda encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania.

No Brasil já conquistamos muitas coisas boas, mas ainda estamos diante de inúmeras desigualdades sociais, da indiferença do Poder Público, diante de políticos corruptos, de um sistema judiciário incompetente, de leis ultrapassadas, de tantos escândalos envolvendo os poderes executivo, judiciário e legislativo…

Temos uma força policial ultrapassada, carente de recursos, de equipamentos, de salários baixos, com membros corruptos infiltrados…

O cidadão brasileiro não tem mais como esperar que o Estado lhe dê proteção, segurança, saúde, educação…

Apesar do descontentamento, da desconfiança e da desilusão com o cenário político, o povo brasileiro ainda tem muito a aprender, a conhecer e exigir seus direitos, a participar da vida política, a buscar soluções que ajudem a melhorar sua qualidade de vida.

As pessoas não aprendem a exercer a cidadania com os livros e sim com a convivência na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente.

É necessário amadurecer nossa consciência política e intervir diretamente na condução deste país, usando nosso voto como arma de defesa.

Devemos repudiar os políticos corruptos e incompetentes e votarmos em pessoas novas, honestas, com bons propósitos…

As pessoas honestas, os chefes de famílias, os cidadãos dignos devem entender que somente assumindo uma posição de trabalho e luta política poderemos encontrar o verdadeiro sentido da palavra cidadania.

Se nos negarmos a isso seremos omissos e não teremos sequer o direito de reclamar dos erros e dos políticos que mancham a dignidade e a administração de nosso país.

Ao negarmos nossa participação e nos omitir deixamos espaço que será ocupado por pessoas sem escrúpulos e mal intencionadas.

Façamos nossa parte.